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    [Análise] - ReCore, nova aposta da Microsoft.

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    vits
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    [Análise] - ReCore, nova aposta da Microsoft.

    Mensagem por vits em Qui 15 Set 2016, 16:29


    Plataforma: Xbox One / PC
    Versão Analisada: PC
    Desenvolvedora: Comcept  e Armature Studio
    Publicadora: Microsoft Studios
    Lançamento: 2016
    Gênero: Plataforma/ Metroidvania / Ação/ Exploração

     Introdução

    ReCore é uma nova aposta da Microsoft para a geração atual de consoles e PC, fugindo um pouco do padrão AAA estabelecido na indústria, o título tenta entregar uma experiência nova, sem abusar de um orçamento exorbitante ou de um grande período de desenvolvimento. Ele foi anunciado durante a E3 de 2015, tendo os estúdios Comcept e Armature Studio como responsáveis.

    Por conta de seus desenvolvedores, comparações prévias com a franquia Megaman e Metroid Prime foram feitas pela mídia, mas o jogo também abusa de inspirações mais extravagantes, dentre as quais uma direção artística próxima a de Mad Max.

     Narrativa


    Sem explicar muito ao jogador, ReCore conta a história de Joule Adams, que integra uma equipe de terra formação, cuja a missão é tornar a região de New Eden em um espaço habitável para os seres humanos, que estão sem lar, após a Terra ter sido devastada em um evento anterior. Para tanto, eles contam com a ajuda dos Corebots, ajudantes mecânicos baseados em animais, que podem realizar diversas funções e possuíam um elo de amizade com os membros da equipe.

    Os problemas começam após a protagonista despertar de seu sono criogênico, descobrindo que não apenas o projeto parece estar paralisado, como também que alguns robôs se voltaram contra os homens. Assim ela se junta a Mack, uma unidade robótica e parte em uma jornada para descobrir o que aconteceu com a sua equipe e desvendar os motivos que levaram os Corebots a se revoltarem.


    A maior parte da história é contada por meio de cenas de corte, porém para realmente entender a narrativa e seus personagens, o jogador precisa acessar áudio logs, que oferecem uma forma inteligente de se contar a história, sem distrair o jogador da campanha principal. A personalidade da protagonista é um dos pontos mais interessantes do jogo, bem-humorada e corajosa, se relacionando muito bem com os seres que a cercam, em especial seus companheiros robóticos, que falam em uma língua especial, mas ainda assim conseguem entregar personalidades distintas e são bastante amáveis.

    Não vou entrar mais profundamente na história, pois o descobrimento tem um papel chave na narrativa. Todavia posso confirmar que ela é razoavelmente complexa e bem escrita, mas extremamente dependente dos áudio logs e por consequência um jogador apresado vai ter a impressão de ter perdido alguma coisa.

    Opinião: Pessoalmente eu achei a sinergia da protagonista com seus companheiros simplesmente fenomenal, ela segue o mesmo padrão visto em filmes ou séries com animais e por mais que os robôs tenham sua própria língua, sua comunicação é surpreendentemente compreensível. A história é boa, mas nada memorável e o fato de estar na forma de colecionáveis combina, perfeitamente, com o gameplay, mas pode ser inconveniente para o jogador comum.


     Visuais e Som


    Podemos dividir os ambientes do jogo em duas partes, o mundo externo, uma região praticamente deserta e o mundo interno, composto pelas estruturas humanas e formações naturais, como cavernas. É na primeira região que os jogadores vão passar a maior parte do tempo, ela é um enorme deserto que contém algum maquinário e formações rochosas que abusam de tons pasteis para passar a impressão de solidão, o resultado dessa escolha de cores é um mundo acreditável, mas não necessariamente amigável a exploração, já que algumas plataformas e segredos se misturam com o plano de fundo, passando despercebidos a um olhar menos atento.

    Já os ambientes internos utilizam uma combinação de cores metálicas escuras, com tons absurdamente claros e próximos de um aspecto neon. O resultado dessa combinação são regiões que apesar de internas, passam a impressão de serem mundos próprios, com temas que remetem a velhos clichês do gênero como fogo ou gelo. As cores vibrantes também possuem papel fundamental na resolução de quebra-cabeças e no combate, servindo para justificar a seleção de armas e estratégias da protagonista.


    Passando para a parte mais técnica do jogo, os modelos dos personagens e alguns objetos são muito bem definidos, possuindo um traço cartunesco mas que não chega a ser completamente cel shading. Todavia, os cenários são pobres em geometria, com formas bastantes simples e regulares, que quando somadas a baixa qualidade das texturas, passam a impressão de se tratar de um jogo do final da geração passada. A taxa de frames também é inconstante em momentos que não deveria ser, por exemplo, durante um combate com três inimigos ela é estável, mas por algum motivo ela cai, esporadicamente, em seções de exploração.

    A parte sonora é bastante tímida, a fim de auxiliar na sensação de solidão a desenvolvedora optou por cenários onde a música de fundo é composta apenas por efeitos locais, a decisão teria sido acertada se não houvessem pequenos momentos exagero, onde uma música de fundo parece aparecer do nada apenas para apontar que o jogador fez uma descoberta, ou venceu um obstáculo. Os efeitos sonoros também não apresentam nada de especial, mas são competentes e cumprem parcialmente bem o seu propósito. A única crítica se refere aos ambientes internos, dentro das enormes construções metálicas era de se esperar que houvesse um pouco mais de eco, o que na maioria das vezes não é o caso.


    No final o jogo deixa bem claro que não se trata de um título AAA, mas sim de um produto de orçamento mais baixo, adentrando o território de um produto tipo B. Tanto seus visuais quanto sua sonoplastia são no máximo medianos, o que é uma pena, já que o design geral dos personagens, assim como o das construções mostra bastante potencial.

    Opinião: Provavelmente o aspecto mais decepcionante do jogo são seus visuais, eles gritam um produto tipo B, mas acho que o carisma do jogo é suficiente para ignorar seus problemas estéticos. A taxa de frames é estranha, mas completamente viável nos computadores,  porém a versão do Xbox One parece estar sofrendo mais com esse problema.


     Gameplay


    Com mentes como a de Mark Pacini (Metroid Prime) e Keiji Inafune (Megaman) por detrás do projeto, era de se esperar que o jogo emprestasse bastante dessas franquias, algo que fica evidente logo nos primeiros minutos de gameplay. A inspiração vinda de Megaman se faz na forma como o combate é realizado, basicamente temos o mesmo esquema de jogo da franquia Legends, com uma visão em terceira pessoa e combate com armas de médio alcance.

    As diferenças aparecem na agilidade de Joule que consegue saltar e desviar do fogo inimigo com bastante facilidade, na presença dos companheiros robóticos que auxiliam de formas diferentes indo desde distrações até combate corpo a corpo e na existência de um gancho, que quando utilizado de forma correta permite a coleta do núcleo dos robôs inimigos, oferecendo pontos que podem ser utilizados para aprimorar os personagens.


    Fora dos combates vemos um pouco de Metroid Prime, com mapas interligados que só podem ser acessados com determinadas habilidades ou itens e uma quantidade substancial de backtracking. Mas a inspiração que mais salta aos olhos com certeza vem na forma das seções de plataforma e na enorme quantidade de colecionáveis, se portando da mesma forma de clássicos como Banjoo & Kazooie, com mapas recheados de segredos e que exigem atenção e paciência para serem explorados.  O jogador também irá encontrar uma boa dose de quebra-cabeças, a maioria deles se baseia no uso de cores ou em uma habilidade/companheiro especifico e em robusto sistema de customização, que permite aprimorar a arma da protagonista, assim como as habilidades de seus parceiros.


    Essa enorme variedade de mecânicas e inspirações acabam sendo o ponto mais alto do jogo, mas também um dos seus problemas mais fundamentais. Ao tentar abraçar todas essas mecânicas o jogo acabou tornando-as superficiais, sendo que em nenhum momento ele consegue superar a fonte de inspiração, se resumindo apenas a copia-las da forma mais básica possível.

    O resultado é um combate que apesar de divertido e variado, não faz muito para impressionar o jogador, se tornando monótono em suas horas finais. Seções de plataforma que não exigem muito pensamento, se restringindo a caminhos lineares, quebra-cabeças que oferecem apenas uma solução e colecionáveis que deveriam ser opcionais, mas são utilizados para inflar o tempo de jogo. (ex: colete 'x' desses para abrir a porta 'y', que está atrás do portão 'z', que precisa da arma 'w' para ser atravessado).

    Opinião: Como amante de jogos onde a coleta de itens é uma parte fundamental, eu não tive problemas em passar meu tempo explorando cada pedacinho do ambiente, mas tem um aspecto dessa mecânica que eu achei muito mal desenvolvido. Em momentos mais avançados do jogo, o progresso dentro da história é impedido por uma barreira, que só pode ser ultrapassada caso o jogador tenha uma quantidade “X” de itens, por consequência grande parte do conteúdo que deveria ser opcional, acaba sendo obrigatório.

    Isso é um problema porque pega o jogador de surpresa e passa a impressão de estar lá apenas para aumentar o tempo da campanha principal, que no meu caso foi terminada em pouco mais de 10 horas.


     Veredito


    ReCore é um título que poderia ter usado de um pouco mais de investimento e tempo de desenvolvimento, seus problemas técnicos são bastante aparentes e não é algo que se espera de um título publicado por uma grande empresa, ainda que ele seja vendido por 2/3 do valor de um jogo comum ($40 ou R$122). Porém, ele apresenta uma junção de mecânicas que o faz apelar para os órfãos das franquias Metroid Prime e Megaman Legends, ao mesmo tempo que oferece algo que tenta agradar aos demais públicos.

    Infelizmente a falta de aprofundamento nas mecânicas de jogo impedem que ele se torne algo memorável, sendo um daqueles jogos a ser apreciado entre grandes lançamentos.

    Opinião final: Esse foi um dos jogos mais difíceis de analisar que eu já encontrei, a enorme variedade de mecânicas, torna complicada a sua descrição, ao mesmo tempo que sua falta de profundidade, dificulta escolher uma característica marcante.

    Todavia, minha passagem pelo jogo foi agradável, sendo que no final seus pontos positivos acabam superando os negativos, tornando-o uma experiência divertida e que vale a penas ser apreciada, especialmente pelos fãs das franquias citadas acima.


    Nota técnica: 65/100

    Nota pessoal: 75/100


    Última edição por vits em Qui 15 Set 2016, 18:10, editado 1 vez(es)
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    Re: [Análise] - ReCore, nova aposta da Microsoft.

    Mensagem por Wolflink em Qui 15 Set 2016, 17:29

    Tenho muito interesse em comprar esse jogo, eu estava num Hype absurdo por ele. Ainda mais que agora comprando no Xbox ou PC eu posso jogar nos dois, vai ser uma mão na roda. 

    Vi alguns videos e notei que a qualidade das texturas dele são meio nhee, é bom, mas eu esperava algo grandioso, achei que a propiá MS ia dar enfase na ajuda da produção desse jogo, ajudando a financiar e talz, ainda mais por ser um exclusivo. 

    De qualquer forma, pretendo pegar ele em breve, vamos ver né, eu gostei do que vi, sei que esse papo de '' ah gráficos bla bla bla '' é chato, mas fiquei meio decepcionado nessa parte, mas de qualquer forma vou cair de cabeça nele.

    Analise ficou muito boa mano.
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    Re: [Análise] - ReCore, nova aposta da Microsoft.

    Mensagem por Felipe_Vieir4 em Sex 16 Set 2016, 06:05

    Muito boa a análise!
    Esse um jogo que eu até experimentaria se eu tive um Xone ou pc, parece bem interessante
    Deu pra entender bem os problemas dele, mas acho que não devem chegar a incomodar muito, deve ser um jogo divertido
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    Re: [Análise] - ReCore, nova aposta da Microsoft.

    Mensagem por BoBzitoxD em Sex 16 Set 2016, 13:52

    Parabéns pela Análise @vits, destacando os pontos in game com sua visão, ficou simplesmente muito bom.
    Esse é um jogo que jogarei, com toda certeza, me chamou a atenção a história do jogo.
    Quantos aos problemas técnicos, acho que da pra levar de boa se o carisma do jogo for maior.
    No mais, acredito que a diversão de jogá-lo deve ser o suficiente para se fazer o investimento, afinal, são a histórias que nos marcam...=)
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    Re: [Análise] - ReCore, nova aposta da Microsoft.

    Mensagem por vits em Sex 16 Set 2016, 16:59

    Agradeço os comentários.

    @Wolflink, cara os gráficos são a maior decepção do jogo, eu que não sou muito ligado nisso e prefiro jogos Indie, achei que eles mereciam mais atenção. Mas nos ambientes internos as coisas melhoram, por conta dos efeitos de luz e maior variedade de ambientes.

    @BoBzitoxD, olha não diria que a história dele é marcante, ela é decente, mas não espere um plot nível Silent Hill 2 ou Metal Gear. Recomendo o jogo, mais por ele conseguir "matar" aquela vontade de um novo Metroid/Megamam Legends e por ser bem charmoso.  
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    Re: [Análise] - ReCore, nova aposta da Microsoft.

    Mensagem por Chazzy em Sex 16 Set 2016, 19:18

    Ótima análise, vits!

    Ainda não sei se vou pegar esse ReCore pra jogar, quanto aos colecionáveis, o jogador é obrigado a coletá-los caso queira fechar o jogo 100%? (tipo o que a Nintendo faz hoje em dia nos jogos do Mario e Donkey Kong). Eu acho isso muito chato! Talvez o jogo não seja pra mim.
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    Re: [Análise] - ReCore, nova aposta da Microsoft.

    Mensagem por vits em Sex 16 Set 2016, 20:08

    @Chazzy escreveu:Ótima análise, vits!

    Ainda não sei se vou pegar esse ReCore pra jogar, quanto aos colecionáveis, o jogador é obrigado a coletá-los caso queira fechar o jogo 100%? (tipo o que a Nintendo faz hoje em dia nos jogos do Mario e Donkey Kong). Eu acho isso muito chato! Talvez o jogo não seja pra mim.

    Se fechar o jogo 100% quer dizer conseguir todas as conquistas e afins, então sim, você tem que coletar todos os colecionáveis do jogo, da mesma forma como acontece nos jogos da Nintendo. Agora se você se refere apenas a terminar a história principal, então não é necessário coletar tudo, mas alguns itens como os Cores são usados para abrir portas e por consequência são necessários, mas a enorme maioria deles se encontra dentro das dungeons ou são recompensas de combates com chefes, então não chega a ser um grande problema (a não ser que você tente rushar o jogo).
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    Re: [Análise] - ReCore, nova aposta da Microsoft.

    Mensagem por Zinid em Ter 20 Set 2016, 19:19

    Eu costumo discordar dos críticos profissionais. Foi assim com os dois Darksiders e com a saga Castlevania Lords of Shadow - meus jogos favoritos da geração passada, sendo que o último está entre os melhores jogos que experimentei.

    A história se repete agora com Recore. Eu adorei o jogo. Desde os gráficos até o gameplay. Há umas quedas inexplicáveis de FPS (mas nunca abaixo de 35)  e as sombras não são perfeitas (mesmo no ultra) . O único problema é que meu SO está em português e o jogo está em português também, sem opção para inglês.

    Recore é o tipo do jogo que só imaginava poder jogar em uma plataforma Nintendo. Eu o clasisifico como um adventure/platformer/shooter, nessa ordem. Lembrou-me muito o Jet Force Gemini, do N64 e o primeiro Lost Planet.

    Abaixo acrescento meu comentário feito na Windows Store e minha nota na linha dos meus reviews do Steam. Tenha em mente que esta é apenas minha opinião sobre o jogo, baseado no meu gosto sobre video-games.

    O jogo é excelente. Estou adorando. Se tivesse de o comparar a algum outro, eu diria que se assemelha ao primeiro Lost Planet. Mas o jogo é único - coisa difícil esses dias. Só não encontrei a opção para mudar o idioma - parece-me que o jogo segue o idioma do seu Windows... Aviso a quem esteja em dúvida sobre comprar ou não esse jogo: NUNCA, NUNCA dê atenção aos reviews. Veja se o jogo se enquadra no gênero que você gosta (no meu caso, gosto de jogos de ação, aventura ou RPG's). Procure saber a sinopse do jogo e assista alguns minutos de gameplay da versão final do jogo. Se você gostou do que viu ou mesmo achou interessante, compre; mesmo que a nota do jogo no Metacritic seja ZERO. O contrário também é verdade: se você não é fã de um determinado gênero (eu não gosto de games de esportes, por exemplo), não jogue seu dinheiro fora só porque todo mundo está dando nota 10 para o jogo. Na minha modesta opinião, Recore é o melhor jogo do Windows 10 até agora!!!


    Score: 0 ~ 10

    Story: 6
    Gameplay: 9
    Art style: 8
    Graphics: 9
    Music: 8

    My score: 9

    PS: testado em um i7 860 @ 3.3GHz, 8GB ram, GTX 970 (driver 372.70), 1080p60Hz. Um PC antigo, mas que segurou o jogo com tudo no máximo com framerate médio de 55.
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    Re: [Análise] - ReCore, nova aposta da Microsoft.

    Mensagem por vits em Ter 20 Set 2016, 22:58

    @Zinid, pelo que eu vi da maioria dos reviews de grandes publicações, a versão analisada foi a do Xbox One, que parece estar em um estado completamente deplorável. Eu joguei a versão do Windows, mas por mais que eu tenha gostado da experiência, não achei um jogo excelente como você diz, ele é um bom título, mas cheio de problemas e obviamente foi lançado sem nem estar pronto (vide que está faltando um robô).

    Reviews servem para as pessoas entenderem do jogo, o que o jogo pode oferecer para cativa-las ou afasta-las. As notas são de longe a parte menos interessante desse tipo de publicação e deveriam ser usadas apenas como um norte, para indicar o quanto aquele jogo "acertou". Justamente por isso que divido o meu score em técnico e pessoal, uma vez que problemas técnicos podem não afetar tão assim o meu gostar do jogo, mas podem ser um "deal breaker" para muitas pessoas.
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    Re: [Análise] - ReCore, nova aposta da Microsoft.

    Mensagem por ronaldo.cardoso.31 em Qua 21 Set 2016, 00:24

    Ótima análise!!!
    Estou curtindo muito esse jogo!!!
    Claro que o jogo não é perfeito, mas gostei da jogabilidade e do tamanho do mapa para explorar.
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    Re: [Análise] - ReCore, nova aposta da Microsoft.

    Mensagem por Zinid em Qua 21 Set 2016, 09:55

    @vits escreveu:
    @Zinid, pelo que eu vi da maioria dos reviews de grandes publicações, a versão analisada foi a do Xbox One, que parece estar em um estado completamente deplorável. Eu joguei a versão do Windows, mas por mais que eu tenha gostado da experiência, não achei um jogo excelente como você diz, ele é um bom título, mas cheio de problemas e obviamente foi lançado sem nem estar pronto (vide que está faltando um robô).

    Reviews servem para as pessoas entenderem do jogo, o que o jogo pode oferecer para cativa-las ou afasta-las. As notas são de longe a parte menos interessante desse tipo de publicação e deveriam ser usadas apenas como um norte, para indicar o quanto aquele jogo "acertou". Justamente por isso que divido o meu score em técnico e pessoal, uma vez que problemas técnicos podem não afetar tão assim o meu gostar do jogo, mas podem ser um "deal breaker" para muitas pessoas.
    Entendo, tanto que geralmente não posto minhas opiniões sobre o que joguei. Faço-o apenas quando vejo que o título está sendo, injustamente, muito esculhambado pela imprensa.

    Quanto ao Recore, não acho os gráficos ruins - como escrevi, as sombras é que não me agradaram. Poderia sim ter recebido um acabamento.

    Agora, como gamer desde os cinco (estou hoje com 34), tenho para mim que é impossível fazer uma análise técnica de jogos. Pelo menos no meu caso, divido os jogos em dois tipos: bom game, que jogo até o final ou; meh, vou parar de jogar essa m*** que eu tenho mais coisa pra fazer... E Recore certamente se enquadra naquela classificação.

    PS: em relação aos gráficos, vou fazer uma comparação injusta, já que o Recore é um jogo para XB1 (além de ser um falso "sandbox") e o Zelda BotW para Wii U é um sandbox "real". Apesar do estilo visual favorecer o novo Zelda, pelo vídeos que vi até o momento achei a apresentação do jogo muito pobre: LOD muito baixo, iluminação (sombreamento) ruim, problemas de framerate que me pareceram chegar na casa dos 20 e resolução baixa, filtragem anisotrópica e solução de AA não satisfatórias... O que procuro dizer é: até mesmo os aspectos técnicos são subjetivos, pois o que me incomoda primordialmente nos gráficos são: LOD, serrilhamento e iluminação/sombreamento, enquanto para outras pessoas pode ser a oclusão ambiental, por exemplo.
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    Re: [Análise] - ReCore, nova aposta da Microsoft.

    Mensagem por vits em Qua 21 Set 2016, 10:13

    @Zinid, eu discordo, cada geração, console e plataforma apresenta um novo padrão técnico para os jogos, sendo com base nesse padrão que podemos traçar comparações e por consequência analisar da forma mais técnica possível. Claro, ainda é uma análise aberta a subjetividade e justamente por isso a opinião pessoal do redator não deve ser deixada de lado. Ademais se uma análise técnica é impossível, dizer que algo foi "injustamente" massacrado pela mídia é igualmente impossível, já que a injustiça seria baseada em nada mais do que uma opinião e portanto subjetiva.

    Mas novamente, você tem direito a sua própria opinião sobre o assunto, o que inclui o direito de classificar jogos como 8 ou 80.
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    Re: [Análise] - ReCore, nova aposta da Microsoft.

    Mensagem por Zinid em Qua 21 Set 2016, 12:04

    @vits Na verdade, o "massacrado injustamente" diz respeito exatamente ao subjetivismo dos reviewers travestido de análise técnica, na qual não acredito. Por isso prefiro os reviews sem nota e do tipo recomendo ou não recomendo. Acho mais sincero com o leitor...

    Porém, de maneira geral, gostei do seu review (você deixou claro suas impressões sobre o jogo e fez a separação entre aspectos técnicos e gosto pessoal - coisa que não consigo fazer). Apenas discordo das notas finais... rsrsrs

    Eu pesquisei o tópico exatamente porque queria dar uma visibilidade para o Recore - um jogo que tende a passar batido, mas que deve agradar a boa parte dos gamers que gostam da Nintendo.

    Ao fim e ao cabo, a pergunta que me faço sempre é: esse jogo vale ou não meu dinheiro e tempo? Daí o 8 ou 80. Se acho um jogo meia-boca eu deixo ele de lado (infelizmente aconteceu isso recentemente com o Super Paper Mario e o Fast Racing Neo, os quais não devo ter jogado uma hora cada e que me custaram os olhos da cara Shocked)

    Por isso quando a opinião geral sobre um jogo do qual gostei muito (tive a sensação de gastar bem o meu dinheiro e empregar bem o meu tempo) é negativa, vou lá e posto um scorezinho na Steam, apenas como contraponto.
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    Re: [Análise] - ReCore, nova aposta da Microsoft.

    Mensagem por vits em Qua 21 Set 2016, 12:43

    @Zinid, acho compreensível a sua forma de pensar, como um jogador que possui como intuito apenas se divertir, não há porque se dar ao trabalho de realmente analisar o produto e ponderar seus pontos fortes e fracos, já que o impacto disso em sua diversão é virtualmente zero. Porém, quando se escreve uma análise a situação é muito diferente, aqui a ideia é passar as pessoas que não jogaram o jogo o máximo de informações possíveis, sejam elas baseadas no que vemos ou baseadas no que sentimos.

    A nota é com certeza a parte menos importante de uma análise, tendo como único propósito ajudar a categorizar o jogo na mente do leitor, definindo o tipo de expectativa que é viável ter para com determinado jogo. Algo que uma simples recomendação é incapaz de transmitir em sua totalidade, por exemplo, em ReCore minha recomendação é positiva, mas a nota exprime que o jogo possui problemas e alerta um usuário interessado quanto a eles, que apesar de não terem prejudicado a minha experiência, podem se mostrar completamente intragáveis a outro indivíduo (dai a junção opinião x informação técnica).

    Minha recomendação é exatamente oposta a sua, recomendo que as pessoas leiam as análises, tanto para se informarem das questões técnicas do jogo, quanto para saberem as opiniões do redator quanto a essas questões. Acho especialmente interessante ler mais de uma, de preferência três, uma que esteja em cada extremo do espectro de notas e uma que esteja próxima da média. Assim o comprador pode fazer uma compra melhor informada, evitando que ele gaste dinheiro em jogos que não serão jogados por mais de uma hora.
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    Re: [Análise] - ReCore, nova aposta da Microsoft.

    Mensagem por Zinid em Qua 21 Set 2016, 13:25

    @vits Permita-me discordar novamente. Por mais que se leia os reviews, somente a experiência com o jogo determina se a pessoa vai ou não gostar dos jogos.

    Tanto que, no meu entender, a melhor coisa que aconteceu no mundo dos games recentemente é a política de devolução do dinheiro da Origin e da Steam. Só neste ano, recebi meu dinheiro de volta pelo Phanton Pain e pelo Dragon Age Inquisition. Nenhum dos reviews e comentários que li apontavam para questões que me deram verdadeira ojeriza esses dois jogos.

    Daí minha visão de que, na compra de um jogo, deve-se seguir a seguinte regra: i) verificar se o jogo é do gênero de que se gosta ii) ver sinopse da história; iii) assistir a um vídeo de gameplay (com a versão de lançamento); iv) tentar comprar em uma loja que trabalhe com estorno.

    Tomara que a Nintendo adote essa política em breve (coisa da qual duvido muito).

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    Re: [Análise] - ReCore, nova aposta da Microsoft.

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