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    Blast from the Past: Crash Bandicoot 2: Cortex Strikes Back (PS1)

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    Blast from the Past: Crash Bandicoot 2: Cortex Strikes Back (PS1)

    Mensagem por Convidado em Dom 24 Mar 2013, 04:07

    Agradecimentos especiais ao usuário Hekonzord, que colaborou com a construção deste tópico.



    Quando um jogo atinge as expectativas, ele segue a vida? Mas é lógico que sim! Crash Bandicoot 2 é a continuação direta de seu antecessor, seguindo com a megaparceria entre a Sony e a Naughty Dog. Lançado em 1997, Crash conseguiu se superar na sua sequência e atingir seu carisma até na Terra do Sol Nascente! Isso mesmo, Crash foi um dos poucos personagens a conseguir a proeza de ter um selo "Platinum Prize" estampado em sua capa (algo raro em jogos não oriundos de lá). Crash 2 se destaca também por apresentar um modelo de jogabilidade que ficara em muitos jogos
    posteriores.
    Com diversas melhorias em relação ao seu antecessor, sem mais delongas, vamos mergulhar de cabeça e conferir mais uma nova aventura do marsupial que marcou a era PS1.


    Enredo
    Após ser derrotado por Crash, Dr. Neo Cortex acaba caindo de seu dirigível e "aterrando" numa caverna escura e misteriosa. Ao acender um fósforo para verificar o local, Cortex vê um grande cristal roxo; dá uma risada maquiavélica, pois já tem planos futuros com aquela joia.

    Um ano depois, Neo Cortex construiu um Cortex Vortex (para quem não se lembra, a máquina é usada para fazer lavagem cerebral em animais) no espaço e ele está orbitando pela Terra; na nave, o doutor discute com o físico e seu braço-direito, N.Gin, sobre os seus planos. Neo pretende usar o poder do cristal mestre, que ele havia encontrado na caverna, para ligar o Cortex Vortex, no entanto, apenas um cristal não era o suficiente e seriam necessários mais vinte e cinco. O doutor já previa isso e tem uma ideia em mente.

    Enquanto isso na Terra, Coco (irmã mais nova de Crash) está teclando em seu laptop até que a bateria acaba, ela manda Crash sair para buscar mais. Seguindo as ordens, Crash percorre um caminho até ser transportado para outro lugar, seu corpo se materializa numa sala estranha e redonda com cinco portais, chamada de "Warp Room".

    Uma imagem holográfica da cabeça de Cortex se materializa na frente de Crash e ordena o marsupial a coletar os cristais, um em cada portal. Ao coletar o primeiro, Cortex revela que está querendo usar o poder das joias para salvar a Terra de um "evento misterioso" que ocorrerá com o alinhamento dos planetas do Sistema Solar - nesse mesmo instante, Coco tenta contatar com Crash, sem sucesso.

    Depois, outra imagem holográfica aparece, a de Dr. Nitrus Brio. Ele está insatisfeito por Cortex levar mérito pelas invenções dele e revela a Crash que, se quiser salvar a Terra, tem de coletar as gemas, não os cristais. Assim poderá criar um feixe de luz capaz de destruir o Cortex Vortex.

    Com um dilema nas mãos, Crash não sabe em quem acreditar e então decide coletar ambas as joias.
    ----
    Assim como seu antecessor, Crash Bandicoot 2 possui dois finais diferentes. Um é derrotando o último chefe, enquanto o segundo é coletando todas as joias (cristais e gemas).

    Whoa!
    Crash Bandicoot 2 deu grande salto em questão de novidades; começando pelos controles, agora compatíveis com o Dualshock [analógicos]. Além de conseguir dar sequências de pulos incríveis e o seu famoso spin ("giro"), Crash agora pode se agachar (segurar círculo ou R1), engatinhar (segurando círculo ou R1 enquanto anda), deslizar (pressionar círculo ou R1 enquanto anda), conseguir realizar um pulo maior (deslize + botão X) e a "barrigada" (pulo + círculo ou R1).

    Logo ao iniciar o jogo já percebe-se mais um grande salto
    em relação ao antecessor, os gráficos estão muito bonitos e bem vivos (é possível até ver as expressões faciais de Crash). Sabendo que o humor é um conceito que marca a série, a Naughty Dog quis levar a ideia até nos piores momentos, isso mesmo, Crash tem diversos tipos de mortes cômicas - de ser esmagado e ficar com a cabeça na altura dos pés a perder as roupas em uma explosão.

    De volta à ação
    O vício por ouvir um barulho de caixa quebrando pode voltar. Elas estão espalhadas por toda a fase, dando brindes a Crash. Pode ser uma ou um punhado de frutas wumpas (que, quando coletadas cem unidades, ganha-se uma vida extra), a máscara Aku-Aku ou ainda uma vida extra.

    Desta vez há um número maior de fases (divididas em sete Warp Rooms - uma é secreta), logo, maior o desafio. Novamente deve-se quebrar todas as caixas do nível para conseguir uma gema cinza, enquanto no primeiro jogo tem de realizar isso sem morrer, aqui isso não se aplica; desta vez as caixas estão bem escondidas, dependendo, algumas podem até estar presentes em outras fases! Um detalhe é que sempre no final das fases têm um cristal.

    Como a exploração é uma obrigação, alguns níveis contém plataformas que levam a templos, passagens subterrâneas ou áreas secretas (ou até mesmo a uma Warp Room secreta!), é obrigatório a ida a esses lugares se quiser quebrar a quantidade de caixa necessária para obter a gema. Tome cuidado com os seus movimentos, pois há plataformas que surgem se você chegar até elas sem morrer.
    Outro detalhe são as cinco gemas coloridas, que são encontradas nas fases (sem requerimento mínimo de quebra de caixas) - elas também servem como portais.

    Não espere "refresco", achar todas as joias não é tarefa fácil [suspeite de qualquer local, uma surpresa pode-se esconder por lá], ainda por cima, diversos inimigos estão dispostos a atrapalhar a jornada de Crash.

    Os cenários são bem bonitos e bem variados. Crash viaja por uma floresta, lugares gelados, portos aquáticos, laboratórios e até fugir de uma bola de neve gigante ou de um urso raivoso. Caso fique cansado de fases a pé, existem também meios de transporte: como um jet ski, mochila a jato e montado num filhote de urso polar.
    Como Crash sempre mantém humor em alta, agora, toda vez que completa alguma tarefa, ele comemora dançando;
    essa dança acabou virando uma marca registrada do personagem.

    Turma nova (e velhos amigos)

    Crash Bandicoot 2 também apresenta novos personagens, além de alguns clássicos permanecerem. A máscara Aku-Aku está de volta para proteger Crash e lhe dar conselhos (isto na versão japonesa) e Dr. Nitrus Brio, vilão no jogo anterior, parece ter mudado de papel; vilões também voltaram a dar as caras, além do maquiavélico Dr. Neo Cortex, o canguru Ripper Roo também voltou e, mesmo depois de formado em letras, está mais maluco ainda!

    E apresentando os novos personagens: Coco Bandicoot, irmã mais nova de Crash, também foi uma criação de Cortex, ela é esperta e possui um vasto conhecimento sobre tecnologia; N.Gin, o ciborgue e braço direito de Cortex, geralmente usa suas máquinas para causar o caos; os impacientes irmãos Komodo Joe e Moe são mestres da espada samurai e têm sangue-frio; Taz/Tiny Tiger é um tigre da tasmânia geneticamente alterado que detesta o Crash, quando o criou, N.Brio se baseou em Koala Kong [chefe do primeiro jogo - forte, porém, burro]; Polar, filhote de urso polar, que acabou virando um "meio de transporte" para o marsupial.

    Uma trilha que é espetacular
    Como a música é algo indispensável em um jogo, Crash Bandicoot 2 não deixou de fazer o dever de casa. Mais uma vez as músicas dão mais um gás ao jogo, empolgantes e variadas, a trilha sonora consegue perfeitamente combinar com os ambientes em que é tocada. A música que está no início deste tópico é a musica de abertura (nas versões americana e europeia), veja mais três exemplos e tente se lembrar em que lugares são tocadas:




    Kurasshu Bandi-Bandikuu!
    Crash Bandicoot 2: Cortex Strikes Back foi lançado primeiramente nos Estados Unidos, depois na Europa e, mais tarde, no Japão. Cada versão possui suas diferenças sutis, mas pode-se notar uma maior entre as versões ocidentais e japonesa. O design do Crash no Japão foi alterado para o estilo em anime e mais "fofinho" ("kawaii"); o jogo em si teve leves modificações (como a morte em que Crash é esmagado até a altura dos pés foi retirada; de vez em quando Aku-Aku mostra as funções do jogo; as frutas wumpas viraram maçãs e as gemas, diamantes).
    O principal deferencial é que a versão japonesa possui um vídeo secreto! Ao segurar os botões esquerda + círculo + R1 + L1 após o logotipo do PS1 aparecer, é mostrado um musical composto pelo grupo Banana Ice (que também é a musica de abertura desta versão e de diversas propagandas do jogo). O destaque do vídeo é a dança que Crash interpreta, a mesma ao comemorar a conclusão de uma fase, que conquistou os japoneses.


    Crash Bandicoot 2 foi um marco na carreira do marsupial; apresentou uma nova perspectiva da então recente série e, com isso, ganhou mais fãs ao redor do mundo. Inovando e melhorando em todos os aspectos o seu antecessor, Crash foi alvo de críticas positivas e de destaque nas mídias; mostrando o que o novo mascote tinha ainda muita coisa a oferecer - conseguindo também, agradar aos que estavam descontentes com o jogo anterior. Crash 2 conseguiu se tornar um dos melhores jogos do PS1, enquadrando-se em edições especiais como "Platinum Prize" e "Greatest Hits".
    Que tal matar as saudades jogando novamente esse clássico no PS1? Para os novatos (ou os que não têm mais PS1) o jogo também está disponível por download na PlayStation Network e está exatamente igual à versão original. Crash Bandicoot 2 foi o primeiro jogo da série que eu joguei e também é o favorito de Jason Rubin (um dos criadores de Crash). E você, leitor(a), quais as suas recordações sobre Crash 2?


      Data/hora atual: Qui 17 Ago 2017, 10:56