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    Grey's Anatomy: A vida, a morte e umas coisas entre elas

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    Simplesmente Gian
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    Grey's Anatomy: A vida, a morte e umas coisas entre elas

    Mensagem por Simplesmente Gian em Ter 31 Jan 2017, 11:32


    AVISO:

    • Apesar do TEXTO CONTER SPOILERS, tratei de escondê-los através de "color=#ededed".
    • As informações expostas, em sua maioria, referem-se ao piloto da série.
    • Algumas cenas e relatos no presente artigo são +16.

    DEPOIS NÃO DIGAM QUE EU NÃO AVISEI

    Introdução à série:

    Como muitos sabem, na faculdade de medicina, chega uma hora em que os estudantes deixam de ser meros estudantes e passam a atender em hospitais públicos, privados ou universitários.

    Quando passamos a acompanhar a vida de, inicialmente, 5 dos membros do programa estudantil do fictício Seattle Grace Hospital (posteriormente para Grey-Sloan Memorial Hospital) em casos médicos intercalados com suas vidas pessoais é que começa Grey's Anatomy.

    É engraçada a forma de como eu conheci a série.
    Já havia ouvido falar nela, mas nunca tive vontade de assistir.
    Até que meus colegas de classe do 3° Ano, o povo que estava interessado na faculdade de medicina na maioria das vezes, pedia que eu baixasse temporadas soltas (baixei a 1, 6, 9 e a 12). Assistindo um episódio aqui, outro ali, tomando um SPOILER aqui, outro ali, finalmente comecei a ver a série direito.

    O elenco da série sofreu muitas reformulações ao longo dos 13 anos de existência (e contando...) (tanto é que, do elenco original da série, lá de 2004, só sobraram 4 pessoas) mas sempre mantém essa divisão:


    • Staff (cirurgiões, enfermeiros, membros em geral do hospital) (Derek, Weber, Burke na primeira temporada)

    • Residentes (estado intermediário entre a staff e os internos. Responsáveis pelo monitoramento  das atividades dos internos e auxiliares nas cirurgias)(Miranda Bailey a.k.a Nazista a.k.a MikaelJMuller na primeira temporada)

    • Internos (Membros do programa estudantil. Geralmente são direcionados para atender casos do hospital no sentido de auxiliar a staff e os residentes quanto à identificação e prognóstico do paciente)(Meredith, Alex, Izzy, George e Christina,  na primeira temporada, a.k.a Quinteto M.A.G.I.C.)


    Apesar dessa divisão, muitas coisas acontecem entre os 3 grupos fazendo com que você esqueça da existência dessa divisão, principalmente os repentinos romances entre os médicos e é esse tipo de coisa que faz com que você se importe mais com a vida do médico do que com a vida do paciente.

    Outra coisa que é bem recorrente, e que sempre gera muita treta dentro da série, são os casos dos internos pegando o povo da staff e os outros internos acham que aquele que fez amor está sendo favorecido (MerDer por exemplo).

    Ainda bem que exemplos de casais não faltam para deixar o clima friozinho:

    Meredith e Derek (casal principal e primeiro casal da série)
    Mark e Lexie / Cristina e Burke / Cristina e Owen / Owen e Amelia / Callie e Arizona / Jackson e April / Miranda e Ben / Alex e Izzy
    e a lista continua


    Mas, e eu digo isso, um pouco por experiência própria, mas a maior parte por SPOILERS e curiosidades que havia lido anteriormente (adoro sofrer antecipadamente), apesar desse clima de romance, os finais de temporada deixam você de coração na mão (quase que literalmente).

    Inícios e finais de temporada:

    Shonda Rhimes, apesar do carinho que ela tem por suas produções (Grey's + Private Practice + Scandal + How To Get Away With Murder), ela possui o péssimo hábito de matar os personagens dos atores que querem deixar a série, geralmente nos dois primeiros ou nos dois últimos de cada temporada, o que leva aos fãs ao delírio e ao choro.

    Muitos dos principais, os quais são amados pelos fãs, já saíram da série de forma trágica, como atropelamentos, explosões, ataques terroristas e chacinas no hospital, aviões caindo, entre outros incidentes.
    Os únicos protagonistas, ao longo da série, que sairam sem morrer foram Cristina, Callie, Izzy, Preston, Teddy e Erica.

    A esse ponto você deve estar se perguntando "Por que matar os personagens ao invés de simplesmente deixá-los irem embora do hospital?"

    A resposta pra essa pergunta é relativa ao personagem o qual estamos falando, mas, segundo a própria Shonda, a morte vira uma opção viável quando a simples saída deixaria várias pontas no roteiro que não poderiam ser reparadas.

    Como no caso de Meredith e Derek, já que seria estranho e até imoral, ao meu ver, Derek simplesmente abandonar a esposa e os filhos. Nesse caso, a morte, infelizmente, foi a melhor opção. Foi esse tipo de coisa que aconteceu com Mark e Lexie.

    Descansem em Paz, personagens:



    Já estou morrendo por antecipação só por olhar essa foto

    O nome atual do hospital (Grey-Sloan Memorial Hospital) é uma homenagem a Lexie e Mark, dois dos mais queridos pelos fãs. Nada mais justo.

    How To Save A Life (11x21) (Contém SPOILERS):



    It's a beautiful day to save lives

    Eu tenho que abrir um parêntese para o episódio da morte de Derek (11x21, para os curiosos) porque ele dá um tom mais épico à despedida do personagem. Afinal, médicos salvam vidas. Não tem algo mais nobre do que a morte de um médico para salvar a vida de seus pacientes? Bem, o episódio, inicialmente, foi assim.

    A segunda parte do episódio foi focada na fútil tentativa de salvar Derek por uma equipe despreparada que focou no sangramento da região próxima ao tórax do que na lesão da cabeça. O pior é que toda a ação é acompanhada pela narração de Derek dizendo o que eles deveriam estar fazendo, fora que deixaram a cabeça do Derek ABERTA POR 1H30 porque o neurologista estava num jantar.

    O final do episódio mostra uma Meredith abalada, porém conformada com a situação do seu marido, companheiro, chefe e amante por 11 anos, tanto é que não hesitou ao assinar a papelada de desligamento dos aparelhos. Antes disso, ela ainda tinha mandado uma indireta bem direta para uma das residentes que atenderam Derek (que, por coincidência, virou uma interna do GSMH na temporada 12)

    Meredith Grey escreveu:“Ele vai te atormentar pro resto da vida e é por causa dele que você será uma médica melhor. Então não desperdice a morte do meu marido para desistir de sua profissão.”


    Song Beneath the Song (7x18):



    Na 7ª temporada, lá no ano de 2010~2011, Shonda Rhimes tirou uma ideia do papel que fez os fãs se perguntarem se ela tinha fumado alguma coisa quando escreveu o script dele.

    Considerado PELOS FÃS como um dos piores episódios da série, Song Beneath the Song é o resultado de quando alguém inventa de dar uma de Glee num seriado médico (apesar de não ter sido a primeira vez, já que Scubs e Dr. House já fizeram isso antes)




    O episódio mostra Callie em um estado de coma induzido devido a um acidente de carro com seu bebê em estado de risco (tanto é que tiraram Adisson de Private Practice, a série dela, pra participar desse episódio) e acompanhando em tempo real o que está acontecendo com ela sob uma perspectiva em terceira pessoa, como se fosse uma projeção astral.

    Por ser canônico, você é obrigado a assistir o episódio para progredir com a história geral, gostando ou não desse estilo Glee. Você só não pode discordar que Sara Ramirez (a intérprete de Callie) tem um vozeirão. Na verdade, o fato da maioria deles cantarem, e cantarem muito bem, já é uma surpresa.

    Uma curiosidade é que o título de









    If/Then (8x13):

    E se?
    Que atire a primeira pedra quem, em algum momento, nunca se perguntou o que seria de nossas vidas, do nosso futuro se tivéssemos escolhido "isso" ao invés "daquilo".

    E é por trás dessa filosofia que em muito já pertubou as pessoas que Grey's apresenta uma temática FRINGE, com uma realidade alternativa, um "Universo B".

    E se o caso de Ellis e Webber tivesse ido pra frente?
    E se Derek tivesse continuado casado com Addison?
    E se Lexie não tivesse feito a faculdade de medicina?
    E se Meredith fosse menos sombria e um pouco mais "cor de rosa" e mimada?

    Claro que, com essa perspectiva, quem não iria reclamar que é aqueles episódios de encher linguiça, até porque ele não é canônico, mas assistir If/Then é quase que uma lição de casa para aqueles fãs que, além de curioso, apreciam variações nas fórmulas batidas de séries médicas (vai ver seja por isso que também figura na lista de piores episódios PELOS FÃS)(PELOS FÃS,  porque eu particularmente adoro esse tipo de variação)

    Um dilema:

    Algo que é muito presente na vida, não só médica, é quando nos deparamos com dilemas, dilemas esses onde haverá consequências drásticas.

    Isso é algo bem comum na série, mas, por enquanto, 2x06 trouxe o dilema mais dramático até agora:
    A situação

    • Acidente de trem que decapita mais de 200 pessoas
    • Um casal de desconhecidos é atingido por uma barra de ferro
    • Devido ao estado de choque, o casal é incapaz de sentir dor
    • O objetivo é tentar separá-los da barra sem que não haja mortes

    O dilema

    • A barra de ferro está impedindo o casal de morrer por hemorragia
    • Só um poderá sobreviver porque, assim que retirado da barra, qualquer um deles sofrerá deslocamento de órgãos e acabará morrendo
    • Com o passar do tempo, os ferimentos de entrada e saída tendem a infecionar e matar os dois
    • Se cortar a barra ao meio, na esperança de separar os dois para tratá-los separadamente, eles morrem
    • Ao que parece, a mulher, devido a lesão, não apresenta sensibilidade nos membros inferiores.


    Esse é somente um dos vários casos lidados no G-SM.H. Não necessariamente dessa maneira, mas é dentro dessa atmosfera de drama e apreensão que os casos são apresentados.

    Uma situação curiosa (+16 alguns deles):

    Mesmo com todo esse drama, Grey's já mostrou casos que já deixou muito telespectador com aquela cara de "WTF?" como, por exemplo:


    • A vez que cortaram o *** de um cara duas vezes, pela mulher e pela amante, e, na segunda vez, a amante quase jogou ele pela privada
    • 7 pregos perfuraram o cérebro de um cara e não houve danos significativos (ele tava vivo e falando)
    • O cara deu um tiro em si mesmo porque sentia prazer em sentir dor
    • Uma menina com órgãos externos femininos e internos masculinos
    • Um homem com um ovário
    • Um homem "grávido"
    • Esqueceram uma compressa no pulmão de uma senhora
    • Alojaram uma faca no cérebro de um bêbado, ele chegou andando e falando, numa boa, e ainda foi beber depois da cirurgia
    • Vaginoplastia


    E o resto, bem, é melhor nem contar, senão, possivelmente, vai sair gente traumatizada.

    Um veredito:

    Grey's Anatomy não foi a primeira a abordar esse tipo de coisa (ER: Plantão Médico, estou falando de você) e devo dizer que existem séries novatas que chamam a atenção por diferenciarem a medicina (como, por exemplo, Pure Genius, que aplica uma parte mais tecnológica, e Saving Hope, que pega o drama médico e mistura com uma pegada sobrenatural, no melhor estilo Ghost Whisperer)

    "Então por que eu deveria assistir essa série, senhor Gian?"
    Porque ela tem 13 temporadas.
    13 anos de tragédias, festas, risos, choros, casos médicos, termos médicos usados à exaustão, dramas pessoais.

    Na verdade, eu não sei bem como explicar.
    Só assista a primeira temporada, que tem 9 episódios, e me diga você.
    Depois disso, prepare os lenços de papel.
    Aviso: Você verá tantas mortes que seu coração poderá endurecer(bem, só um pouco)

    Essa frase me representa

      Data/hora atual: Seg 23 Out 2017, 22:33