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    [Análise] Phoenix Wright Ace Attorney - Spirit of Justice

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    Felipe Fabricio
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    [Análise] Phoenix Wright Ace Attorney - Spirit of Justice

    Mensagem por Felipe Fabricio em Ter 04 Out 2016, 11:59



    Court is now in session for the trial of Phoenix Wright - Ace Attorney - Spirit of Justice. All Rise!

    Spirit of Justice, conhecido popularmente como Ace Attorney 6 ou simplesmente (porque convenhamos, o título oficial é grande pra caramba) é, como diz o nome, a sexta aparição da série titular de Ace Attorney nos portáteis da Nintendo (desconsiderando os Spin-Offs, como DGS e Investigations).

    O seu antecessor, Dual Destines, foi muito aclamado pelos gráficos e trilha sonora, mas recebeu duras críticas por ser fácil demais e pela história (apesar de, pessoalmente, eu adorar a reviravolta final do jogo). Spirit of Justice chegou para consertar os erros do passado e preparar o futuro para a série.

    Mas será que ele consegue fazer isso bem? Será que a Capcom acertou a mão ou falhou com esse jogo? É o que vamos conferir agora nesse review.



    A história de AA6 se passa tanto no Reino de Khura'in quanto em "Los Angeles". E se tem algo que fizeram muito bem nesse jogo, foi a caracterização de Khura'in. Você visita vários lugares do reino, conhece os costumes, lendas e até expressões populares usadas diariamente pelos seus moradores. Polkhunka!

    Não foi feita muita caracterização dos Estados Unidos, mas, sinceramente, não era e nunca foi necessário caracterizar um lugar que todo mundo conhece. Não falo pessoalmente, mas de livros, séries e jogos que se passam em Los Angeles. Ainda assim, é muito bom revisitar lugares já conhecidos que apareceram no jogo - incluindo um lugar muito especial que aparece no quinto caso!

    Uma das maiores ajudas que você tem para entender todo esse universo de Khura'in é, afinal, o seu guia, A'lhbi Urgaid! Ele é uma adição sensacional ao jogo e que realmente, junto com os outros personagens oriundos do reino, ajuda a entender esse local tão... Exótico. E é engraçado como no final do jogo, você já está tão familiarizado com algumas coisas que não chega nem a ser mais novidade.



    As investigações voltaram! Depois de serem quase extintas em Dual Destines, agora você pode novamente investigar dentro e fora da cena do crime e qualquer pontinho que achar interessante, rendendo, obviamente, diálogos hilários.

    Uma crítica antiga desse modelo, porém, é que muitas vezes essas investigações eram crípticas demais, demorando muito para avançar. Bem, não mais! Agora há um "caderninho" de anotações que indica para onde ir caso esteja perdido e afins. É um recurso opcional, num canto da tela, que você usa apenas se quiser, e é um excelente meio-termo entre a "investigação longa e chata" e o "quase sem investigação" que Spirit of Justice gerou (não só pelo caderninho, mas pelo jogo, mesmo).


    As Séances dão um ar novo e agradável à série

    Na parte do tribunal, temos agora a introdução das Divination Séances nos trials de Khura'in. A nova mecânica é muito boa, funciona de uma forma agradável e, felizmente, possui uma restrição - só funciona em Khura'in. Ela tem tempo e hora pra acontecer, o que não faz ela ficar jogada de lado, como a Magatama, o Bracelete ou a Mood Matrix, que há muitos momentos que parecem ser ignoradas e fazem o jogador pensar "porque eu não posso usar isso?" O jogo ás vezes parece estar acumulando mecânicas inúteis, mas foi um tiro certo com as Séances.

    Quanto ao resto do tribunal, ele continua igual antes - Testemunhos, Cross-Examination, Pressing, Objection! É a courtroom que sempre gostamos e adoramos, desde o primeiro jogo. Uma coisa que eu gostei muito desse novo jogo, porém, é que eles deram muita voz para a plateia, tanto nos casos de Khura'in quanto em LA. Isso foi algo muito bom, e que eu definitivamente não vou mais falar sobre para não estragar a experiência do jogo. Mas foi algo sensacional.

    Aliás, devo ressaltar que o jogo está lindo, graficamente. As animações são fluidas, bonitas, e um grande update em relação ao que vimos em Dual Destines. De verdade, o jogo é maravilhoso de olhar. Infelizmente, você vê alguns flashbacks vezes demais, o que os tornam cansativos e repetitivos às vezes.



    palavras não descrevem o quanto eu amo esse tema da Athena

    E se tem algo que Ace Attorney sempre brilhou, e SoJ faz brilhar ainda mais, é nos personagens. Personagens novos, velhos, todos eles tem sua chance de brilhar.

    Os personagens novos são sensacionais, contendo um grande carisma que fará você gostar muito deles. Destaques para Rayfa, A'hlbi, o Juíz de Khura'in... Nahyuta é uma carda coringa nesse aspecto - ele é um personagem interessantíssimo, com uma história muito boa, mas o modo com que ele age repetidamente pode se tornar cansativo e irritante às vezes. Ainda assim, ele também consegue cativar.

    Os personagens antigos que retornam também brilham - Phoenix, Athena e Apollo são o trio de advogados e cada um tem seu espaço (apesar de que poderiam dar um pouco mais para a coitada da Athena - coisa que eu não duvido que aconteça em AA7). Aliás, se teve um personagem que brilhou em AA6, ele se chama Apollo Justice. Nosso advogado vermelho foi glorioso no jogo, sendo tão importante (ou até mais) que o Phoenix, e de uma forma muito boa.

    A volta de Edgeworth, Blackquill, Maya, Ema, Trucy, entre outros, também foi bem executada. Eles não tem exatamente muito tempo de aparição na pequena tela do 3DS, mas o tempo que eles aparecem é maravilhosamente bem executado. Destaque para as cenas sensacionais do Edgeworth. E um destaque negativo para nossa pequena Pearls, que aparece por pouquíssimo tempo e parece que é só para ocupar espaço. Ainda assim, é uma aparição divertida - e ela tem um destaque maior em uma das DLCs.



    Vamos, então, ao ponto principal do jogo - a história. Devo dizer que eu adoro o rumo que os jogos estão tomando com relação à surpresas nos casos, e joguei esperando plot-twists de cair o queixo, como dos finais de Investigations 2 e Dual Destines.

    Devo dizer que fui surpreendido.

    A história do jogo é muito boa. O Caso 1 é relativamente longo para um primeiro caso (são quase 3 horas!), mas é uma ótima introdução à Khura'in. O Caso 2 é excelente, e dá um espaço merecido à Trucy Wright.

    Mas a partir do Caso 3... O jogo toma proporções épicas. O próprio terceiro caso é tão bom que caberia facilmente como o caso final de um jogo, e ele pavimenta ainda mais o caminho para o que vem pela frente. O Caso 4 é um respiro de ar no meio de tudo, e é um filler legal. E aí temos o Caso Final do jogo, uma verdadeira montanha russa de emoções, plot twists e uma história completamente sensacional.


    A dragon never yields.

    De verdade. Spirit of Justice brilha demais no quesito história. É uma das melhores (se não a melhor) de toda a saga, rivalizando com as plots de Investigations 2 e Trials & Tribulations, que são dois jogos com histórias sensacionais, também. O jogo te faz rir muito, mas também faz você ficar triste, raivoso, entre várias outras emoções dignas da Mood Matrix. Juro, há uma cena do caso final que quase me fez chorar.

    O final pavimenta uma rota estranha para um possível Ace Attorney 7. É difícil falar sobre sem dar spoilers, mas... Creio que veremos bastante sobre a Athena daqui para a frente. Eu realmente espero que ela ganhe uma caracterização similar a que o Apollo ganhou nesse jogo no próximo game.



    É difícil pra mim falar da soundtrack de Ace Attorney, porque ela é simplesmente uma das minhas favoritas de toda a história dos games. Sinceramente, toda a saga tem uma OST espetacular, e... Spirit of Justice não faz diferente.

    Há temas sensacionais, como "A Dragon Never Yields", "The Masked Magician", "The Laughing Typhoon", "Cornering Together!" e a minha absoluta favorita, "Courtroom Révolutionnaire 2016". O jogo é extremamente agradável de se ouvir. Você pode ver que eu espalhei um pouco da música pelas análises!

    Um destaque, claro, para a música que mais aparece no jogo - A Dance of Devotion. Realizada por Rayfa a cada vez que uma Séance é realizada (o que realmente se torna repetitivo depois de um tempo, visto que a dança tem quase dois minutos), dá para ver o trabalho que os desenvolvedores tiveram com essa parte do jogo. Dá uma olhada!


    "O Holy Mother
    We hold this Divination Séance in your name!"

    Você vai realmente ter decorado todo esse discurso da Rayfa até o fim do jogo. Experiência própria.

    ---

    Em resumo? Ace Attorney - Phoenix Wright - Spirit of Justice é sensacional. O jogo é uma entrada completamente sólida para a série, que agrada veteranos da saga e quem gostaria de começar, também (apesar de que pra isso eu recomendo Ace Attorney Trilogy - além de ser o começo de tudo, quase sempre está em promoção na eShop).

    O jogo demora umas 40 horas para ser zerado (eu demorei 39, mas na parte final eu estava com um guia do lado porque eu precisava dormir urgentemente e já era duas da manhã), e é realmente muito divertido - os produtores colocaram até uma referência à Donald Trump no meio do jogo. A história é sensacional e deixa no ar o que será que vai acontecer em AA7.

    Enfim, vocês sabem que eu não gosto de dar notas - Se você é um fã de Ace Attorney, jogue, com certeza. Se não, eu recomendo experimentar a Trilogia Original primeiro - o jogo te explica toda a situação de como chegou nesse ponto da Wright Anything Agency, mas é melhor vivenciando pelo jogo, mesmo.

    Se você leu tudo isso aqui, obrigado! Há algumas outras análises que eu fiz - na verdade, uma de Mother 3 e uma de Fire Emblem - Fates - Conquest. Valeu por tudo, espero que tenham gostado, e até a próxima!

    (e prepare os pulmões pra gritar OBJECTION!, porque o julgamento vai começar!)
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    Re: [Análise] Phoenix Wright Ace Attorney - Spirit of Justice

    Mensagem por BoBzitoxD em Ter 04 Out 2016, 12:46

    Excelente tópico, FF...=)

    Eu sempre vi esse jogo na Eshop e sempre me perguntava se era uma novo "Carmen Sandiego" que joguei no Windows 95 nos anos 90 ou se era um novo Criminal Case mais incrementado mas, pela sua descrição e sua recomendação do Trilogy, obrigado, já sei por onde começar...=D, o jogo me parece algo totalmente excepcional e super bem elaborado.

    Será que gritarei OBJECTION no game, mesmo? eu sempre me envolvo bastante com essas coisas...o problema é minha mãe achar que troquei a engenharia pelo direito...=X.
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    Re: [Análise] Phoenix Wright Ace Attorney - Spirit of Justice

    Mensagem por Hoshi no Kirby em Ter 04 Out 2016, 13:07

    Análise ótima, @Felipe Fabricio! Eu estou jogando os jogos da série Ace Attorney por ordem de lançamento (já estou no último capítulo do primeiro jogo), então acho que deve demorar um pouco pra chegar até o Spirit of Justice, mas eu certamente estou ansioso pra jogar esse jogo, ele parece ser incrível!
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    Re: [Análise] Phoenix Wright Ace Attorney - Spirit of Justice

    Mensagem por Silver Snivy em Ter 04 Out 2016, 13:31

    eu estou terminando a ultima rota do fe fates no lunatico,e depois eu vou pegar esse jogo delicia.

    espero que ele seja bom como os 3 primeiros
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    Re: [Análise] Phoenix Wright Ace Attorney - Spirit of Justice

    Mensagem por Felipe Fabricio em Ter 04 Out 2016, 19:06

    Feliz que gostaram da análise ^^

    Pega a Trilogy sim, Bob, é excelente! Recomendo muito ^^ Eu joguei ela no DS, mas eu realmente estou considerando comprar ela novamente na eShop do 3DS EEAUHEUHAEUHAE

    Snivy, eu achei ele muito bom, melhor que AA1 ou AA2 (AA3 é difícil de superar, hue). Acho que você vai gostar, sim q

    E Kirby, vai fundo! \O/
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    Re: [Análise] Phoenix Wright Ace Attorney - Spirit of Justice

    Mensagem por Wind Ice em Qua 05 Out 2016, 08:56

    Pergunta. Desculpe ser chato FF, mas não tem NENHUM ponto negativo?
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    Rhyel
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    Re: [Análise] Phoenix Wright Ace Attorney - Spirit of Justice

    Mensagem por Rhyel em Qua 05 Out 2016, 10:47

    Eu até tenho interesse, mas não aguento longas seções de conversa com o texto na tela fazendo "Bi bi pi ri bi" para personagens femininas e "Bo bo po ro bo" para personagens masculinos.

    Jogos como este tem que ser dublados e bem dublados.
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    Re: [Análise] Phoenix Wright Ace Attorney - Spirit of Justice

    Mensagem por Sanksuel em Qua 05 Out 2016, 12:03

    @Rhyel escreveu:Eu até tenho interesse, mas não aguento longas seções de conversa com o texto na tela fazendo "Bi bi pi ri bi" para personagens femininas e "Bo bo po ro bo" para personagens masculinos.

    Jogos como este tem que ser dublados e bem dublados.
    é... as vezes eu até quero continuar jogando, mas só escutando a música, sem esses sons de fala... ai eu paro de jogar só por conta disso

    se tivesse um jeito de desativar isso...
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    Felipe Fabricio
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    Re: [Análise] Phoenix Wright Ace Attorney - Spirit of Justice

    Mensagem por Felipe Fabricio em Qua 05 Out 2016, 14:40

    @Wind Ice escreveu:Pergunta. Desculpe ser chato FF, mas não tem NENHUM ponto negativo?

    Ué, mas eu falei bastantes pontos negativos na análise qq

    -Acumulação de Mecânicas raramente usadas (Magatama, Bracelete, Mood Matrix)
    -Excesso de Flashbacks
    -Nahyuta muitas vezes é cansativo e irritante, e parece não evoluir como personagem
    -A aparição minúscula da Pearls
    -A Dance of Devotion se torna cansativa depois de ser vista pela milésima vez
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    Re: [Análise] Phoenix Wright Ace Attorney - Spirit of Justice

    Mensagem por Wind Ice em Qua 05 Out 2016, 20:42

    @Felipe Fabricio escreveu:
    @Wind Ice escreveu:Pergunta. Desculpe ser chato FF, mas não tem NENHUM ponto negativo?

    Ué, mas eu falei bastantes pontos negativos na análise qq

    -Acumulação de Mecânicas raramente usadas (Magatama, Bracelete, Mood Matrix)
    -Excesso de Flashbacks
    -Nahyuta muitas vezes é cansativo e irritante, e parece não evoluir como personagem
    -A aparição minúscula da Pearls
    -A Dance of Devotion se torna cansativa depois de ser vista pela milésima vez

    Certo. Me desculpe. É que eu acho que sou um pouco acostumado com reviews com os pontos positivos e negativos destacados no final do post, e por isso não reparei tanto nos pontos levantados.

    Eu tenho certo receio em jogar esse Ace Attorney, e acredito que inclusive já comentei com você a respeito disso (conversei e converso muito sobre o assunto com os falecidos DarkRoxas e Mazzina).

    É que não é de hoje que o rumo que a franquia principal de Ace Attorney vem tomando não tem me agradado tanto. Nem tanto por conta do nível de dificuldade que abaixou no D&D (e que você destacou muito bem ter melhorado no jogo atual). O que realmente me incomoda é a maneira como o acúmulo de mecânicas DENTRO do tribunal.

    Eu rejoguei no mínimo uma vez todos os jogos da franquia (tirando PLvsPW:AA, que nunca joguei mesmo), e eu entendo a necessidade de inserir novas mecânicas dentro do jogo para romper a mesmice. O problema é que eu sinto que tudo isso é inserido de maneira muito deslocada dentro do tribunal. Cada vez mais a franquia ruma para algo extremamente fantasioso. Não que desde início não fosse assim. Isso seria desconsiderar tudo que acontece na trilogia original (quem já jogou sabe do que estou falando). Mas é que tudo isso era restrito ao círculo Phoenix-Maya e quando o caso tinha relação com o background da família Fey. E para todos os outros personagens em volta, todo o misticismo não era encarado seriamente. Não era algo que poderia ser apresentado como prova. Você realmente tinha que livrar o seu cliente por meios de provas concretas, pontuais. Não é a toa que a coisa só fica extremamente fantasiosa no último caso de T&T, justamente o encerramento da trilogia original.

    Só que, a partir de Apollo Justice, a maneira como foi inserido os "poderes" me incomodaram um pouco. Mas apenas um pouco. Eu acredito que seria muito mais interessante a inserção do poder do Apollo nas investigações em vez da maneira meio espalhafatosa que é apresentada dentro do tribunal. Mas tem muita coisa que hoje eu gosto em Apollo Justice, como os próprios personagens, como a franquia soube renovar bem o seu cast, e o tom mais escuro que o jogo tomou, mostrando que nem sempre tudo termina bem para os personagens queridos (por mais que eu tenha MUITAS reclamações sobre um certo TERCEIRO CASO desse jogo, mas isso é para outro momento).

    Mas o ponto crucial foi Dual Destinies. O Mood Matrix me incomoda muito. Eu sinto como se... não encaixasse. O fato de você largar o que as provas apontam e recorrer a essa mecânica para descobrir a verdade me faz me sentir menos parte do processo. É como se fosse fosse simplesmente brincar de "qual dos sentimentos não bate com o que ele disse?". Novamente, nada contra os personagens ou o plot. Eu acho fenomenal os últimos casos, e o Apollo tem uma evolução como personagem de maneira gigantesca nesse jogo. (ainda tenho minhas reclamações sobre os casos 2 e 3 do jogo, mas também não se encaixa aqui).

    Quando eu vi os trailers de Spirits of Justice, vocês já podem perceber como o meu nariz torceu com a apresentação dos Divination Séances. Eu meio que senti o filme de Dual Destinies se repetindo, o que me fez perder bastante interesse pelo jogo. E o fato do Divination Séance ser muito recorrente me faz ficar ainda mais com o pé atrás.

    Eu já falei isso também, mas me agrada muito a pegada de Dai Gyakuten Saiban, onde você utiliza as deduções durante a investigação (por mais que você sinta que o Sherlock parece meio burro), mas mais do que as deduções, a maneira como o tribunal é conduzido é diferente (Cross-Examination, bem inspirado em PLvsPW:AA), o que renova bastante a franquia, sem deixar cair na mesmice e de maneira menos fantasiosa. É justamente isso que me agrada tanto em DGS e AAI. Não existem poderes especiais. Você resolve tudo baseado em lógica e dedução.

    Enfim, depois desse enorme texto, pelo menos sinto que desabafei todos os meus sentimentos controversos a respeito dos jogos mais recentes da franquia. Agradeço muito a sua review FF. Eu só não irei jogar Spirits of Justice agora porque estou bem engajado com a série Persona (atualmente jogando Persona 4). Assim que eu zerar o atual que estou jogando, eu irei pegar SoJ pra jogar.

    EDIT: Esse vídeo resume bem minhas opiniões sobre os jogos mais recentes de AA, e o que eu acho de DGS...


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    Re: [Análise] Phoenix Wright Ace Attorney - Spirit of Justice

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