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    [Análise] Dark Souls III

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    Sonic Salies
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    [Análise] Dark Souls III

    Mensagem por Sonic Salies em Sex 19 Ago 2016, 00:29


    ANÁLISE - DARK SOULS III

    Em um tempo onde a dificuldade dos jogos é questionada e criticada, eis que surge a obra de Hidetaka Miyazaki, destacando-se justamente por ir contra a maré de jogos "não desafiadores" que vinham surgindo.
    Muitos se perguntam - ou até mesmo erroneamente afirmam - se o sucesso da saga Dark Souls se dá apenas pela sua dificuldade acima da média, e a resposta é, sem sombra de dúvidas: não. Dark Souls possui uma qualidade excepcional em vários outros aspectos além dos desafios, e faço questão de deixar isso bem documentado nesta análise.

    Dark Souls III já foi lançado há alguns meses, mas não é tarde para analisá-lo, afinal, DLCs estão vindo, além de que sempre é bom conhecer jogos como esse mais profundamente.

    INFORMAÇÕES BÁSICAS

    Dark Souls III é um RPG - apesar de possuir uma jogabilidade semelhante a um Hack N' Slash - produzido pela FromSoftware e distribuído pela Bandai Namco, lançado no dia 24 de março de 2016 no Japão, e no dia 12 de abril de 2016 para o resto do mundo, estando disponível para Xbox One, PS4 e PC. Tive a oportunidade de jogá-lo tanto no Xbox One quanto no PC.

    Assim como o exclusivo de PS4, Bloodborne, o jogo foi dirigido por Hidetaka Miyazaki, ao contrário de Dark Souls II, que teve apenas a sua supervisão. Apesar deste fato, Dark Souls III possui algumas semelhanças com o episódio anterior da saga.

    HISTÓRIA


    Para que possamos entender a história de Dark Souls III, é necessário que entendamos a história de seus antecessores, pois a estrutura é basicamente a mesma em todos os jogos. Então, teremos que voltar para o início - analisando o cutscene inical do primeiro Dark Souls:


    "Na era dos ancestrais, o mundo era informe, repleto de névoa. Uma terra de cinzentos penhascos, árvores retorcidas e dragões imortais. Mas então, houve o fogo. E com o fogo, veio a disparidade. Calor e frio. Vida e morte. E é claro, luz e trevas. Então, da escuridão eles vieram, e encontraram as almas dos lordes no interior da chama: Nito, o primeiro dos mortos; a Bruxa de Izalith, e suas Filhas do Caos; Gwyn, o Lorde da Luz Solar, e seus fiéis cavaleiros; e o Furtivo Pigmeu, tão facilmente esquecido. Com a força dos Lordes, eles desafiaram os dragões. Os poderosos raios de Gwyn partiram suas escamas de pedra. As bruxas lançaram grandes tempestades de fogo. Nito soltou um miasma de morte e doença. E Seath, o descamado, traiu sua própria espécie, e os dragões já não mais existiam. Assim começou a Era do Fogo..."

    A história de Dark Souls abre margem para muitas interpretações, por isso, nessa parte da análise apresentarei o meu ponto de vista de história, baseado nas informações que temos nos jogos e até em teorias de outros jogadores.

    Em Dark Souls, o fogo basicamente representa a vida. Como vocês podem ver pela cutscene do primeiro jogo, antes do surgimento do fogo o mundo era quase inabitado, coberto por uma grande névoa.

    Com o fogo surgiram as almas. As almas mais poderosas foram inteiramente clamadas por aqueles que chamamos de Lordes, enquanto a alma que chamamos de...Dark Soul foi dividida entre os outros seres. Isso explica o nome do jogo, pois nosso personagem basicamente fica mais forte matando os outros seres, e clamando uma maior parte das dark souls para ele.

    Buscando um domínio supremo, os Lordes desafiaram os seres mais poderosos que existiam, os dragões, que eram considerados imortais.

    Nota: Ao meu ver, os dragões jamais foram imortais, pois "imortal" classifica algo que não pode morrer. A vida representa algo que pode ser perdido, substituído pela morte. Antes do fogo, os dragões simplesmente não conheciam o que seria a vida, que seria uma fraqueza que eles não possuíam. Porém, após o fogo, as coisas mudaram...

    Após uma grande batalha, e com ajuda do traidor Seath, os dragões foram derrotados, o domínio dos Lordes é estabelecido e a Era do Fogo se inicia.

    Durante a Era do Fogo houveram diversos conflitos, porém nenhum deles teve uma escala grande ao ponto de fazer mudanças "globais". O mundo vivia basicamente bem, até que...o fogo, aquele que deu vida, começou a desaparecer. Então tudo mudou: reinos em ruínas, caos em todos os lugares. 

    Em um ato desesperado, Gwyn, o Lorde da Luz Solar, divide sua alma em duas, vai até a Chama Primordial, onde tudo começou, e queima o restante a fim de manter o fogo aceso por um pouco mais de tempo. Um sacrifício inútil, pois o fogo continuou a desvanecer...

    Quando o fogo começa a desaparecer novamente, um escolhido surge, destinado a derrotar os Lordes, aqueles que clamaram o poder do fogo antes dele, e decidir qual será o destino do mundo. Foi assim por séculos, milênios, não se sabe. E em Dark Souls III não é diferente, ou é?

    Novamente o fogo está desaparecendo e então surge um escolhido, o predestinado a derrotar os Lordes e se tornar o novo Lorde, porém...o escolhido se recusa a realizar tal ato, e a existência do fogo encontra-se ameaçada novamente, dessa vez sem esperanças de ser restaurada.

    Então, ocorre um um rompimento no espaço-tempo, onde diversos tempos e realidades diferentes se juntam em apenas uma dimensão. Essa junção no universo fez com que diversos Lordes, de realidades e tempos diferentes, voltassem a vida, agora em uma única dimensão.

    Você é um "Inaceso". Inacesos são descritos pelo próprio jogo como "seres incapazes até mesmo de se tornarem cinzas", acredito eu, que são seres que, através dos Braseiros, ainda conseguem manter um pouco do fogo, da vida, em si. Assim como os Vazios de Dark Souls 1, também reaparecem nas Fogueiras quando mortos.

    Seu objetivo novamente é...buscar os Lordes das Cinzas, derrotá-los e...não vou falar mais. O final desse jogo é um presente para qualquer fã da série, com suas (não tão) sutis referências.

    A história do terceiro jogo da série Dark Souls mantém a qualidade excepcional dos jogos anteriores, sendo apresentada de uma forma complexa, misteriosa e instigante.

    JOGABILIDADE


    Ao contrário de seu antecessor - na minha opinião, é claro - Dark Souls III recebeu notáveis melhorias e mudanças em sua jogabilidade. O jogo agora está muito mais rápido e dinâmico, principalmente se comparado com o primeiro jogo da trilogia.
    Essa velocidade e dinamismo nas mecânicas de combate certamente foram influências trazidas de Bloodborne, sendo muito bem adaptadas a maneira da qual a série Souls funciona.

    Juntar o dinamismo de Bloodborne com as influências Hack N' Slash já presentes na série Souls resultou em uma jogabilidade muito mais divertida e menos cansativa. Porém, algumas dessas mudanças visando adicionar velocidade ao game não agradaram os jogadores PvP, como a remoção do Poise, que é basicamente um número que determina a quantidade de ataques que o jogador pode receber antes de ser atordoado.

    Agora, falando de forma mais específica para os novatos na série, Dark Souls possui um sistema de classes, e assim como todo o restante da jogabilidade, esse sistema também recebeu algumas alterações, visando um maior balanceamento para o início do jogo.

    Por falar em classes, a "barra de magia" de Demon's Souls está de volta, acredito eu que procurando balancear principalmente as Sorceries, que estavam demasiadamente fortes em Dark Souls II. Isso, ao meu ver, fez com que as classes de magia ficassem mais fracas do que deveriam, mas continuam completamente "jogáveis".

    Quanto a tão falada dificuldade, senti que o jogo ficou um pouco mais fácil do que seu antecessores, para mim sendo o mais fácil de toda a franquia. Isso não é uma crítica negativa, de forma alguma, mas apenas um comentário comparativo. Também gostaria de lembrar que esse comentário vem de um completo viciado em Dark Souls, então talvez meu gameplay tenha sido mais fácil simplesmente por eu já estar familiarizado com as mecânicas do jogo, tanto de combate, quanto as de "segredos' e cuidados que se devem ter.

    Mesmo achando o jogo mais fácil que seus antecessores, ele ainda consegue oferecer uma dificuldade "fora dos padrões", que no início pode parecer frustrante mas logo se torna...viciante. Alguns até consideram que um dos bosses opcionais do game seja o mais difícil de toda a franquia.

    Ocorreu outra mudança, dessa vez em relação à forma "humana" do seu personagem. Em Dark Souls um, se usássemos o item "Humanity" na fogueira e restaurássemos nossa humanidade, ganharíamos alguns bônus (como de vida) e seríamos capazes de invocar outros jogadores e fantasmas para nosso mundo. Em Dark Souls II, o mesmo ocorria, mas no lugar das Humanities, haviam as Human Effigies, itens mais raros. Em Dark Souls III, temos os Braseiros, itens com raridade relativamente baixa e que se mostram não ser tão necessários, a não ser que você precise de ajuda para um boss ou queira jogar o PvP do jogo.

    A jogabilidade nos bosses e inimigos padrões segue a mesma, ainda sendo necessário tomar cuidado e analisar bem os seus inimigos, pois o jogo te penaliza por atacar feito um louco. Apesar de não ter a estrutura padrão de JRPG, Dark Souls - um jogo japonês - segue bem a linha de um, pois ao contrário dos WRPG - como The Elder Scrolls - onde se pode atacar livremente, sem graves penalidades, em Dark Souls temos que esperar, desviar, tomar cuidado e analisar o inimigo para saber a hora certa de atacar sem sofrer consequências, e essa estrutura de turnos e "esperar pela sua vez" me lembra muito a estrutura adotada pelos JRPGs.

    Mas, a jogabilidade de Dark Souls III não é feita apenas melhorias na mecânica, mais dinamismo e mudanças, pois temos um problema bem incômodo, que vem desde o primeiro jogo da série, e que infelizmente permanece: a câmera. A maioria dos jogadores prefere usar o "lock" (travar a câmera em um inimigo) para atacar, assim prevenindo-se de errar ou receber um ataque surpresa, ou até se prevenir de perder o inimigo de vista. O problema é que muitas vezes, especialmente em bosses "gigantes", o inimigo sai do seu campo de visão, a câmera destrava, e você fica completamente perdido, sem saber qual será o próximo ataque de seu inimigo e assim, fica completamente vulnerável. Por mais que a mira seja destravada, o inimigo continua fora do seu campo de visão, dando uma desvantagem injusta para o jogador - lembrando que tal desvantagem não significa dificuldade, e sim desleixo por parte dos desenvolvedores.
    É uma pena que um problema que pode gerar tanta dor de cabeça continue presente na franquia, sendo que ele poderia ser facilmente resolvido com alguns ajustes no posicionamento da câmera.

    GRÁFICOS



    Não é segredo que este jogo possui uma grande qualidade neste quesito, na verdade, toda a franquia - incluindo Bloodborne - possuem cenários espantosamente belos, que proporcionam uma experiência única através da atmosfera criada. Em relação a arte e qualidade gráfica, só tenho uma lista de elogios a fazer, porém o quesito gráfico do jogo não pode ser analisado simplesmente através do que é fácil se ver.

    Gostaria de lembrar que não tive a oportunidade de jogar a versão de PlayStation 4, simplesmente por não possuir o console, por isso não comentarei sobre a "experiência" nesse console.

    Começando pela versão de PC: o jogo rodou em uma taxa de quadros completamente normal, sendo muito bonito mesmo em qualidade Média-Baixa (na qual tive que jogar devido a minha configuração), porém apresentou diversas e frequentes "travadinhas", que incomodavam bastante. Essas travadinhas foram corrigidas, depois voltaram, e da última vez que chequei (cerca de 1 mês atrás) elas ainda permaneciam.
    Pelo o que pude observar, essas travadas ocorrem quando o jogo está carregando algo no ambiente, sejam inimigos, partículas, etc.
    Antes que digam que isso seria culpa do meu PC, vi diversos jogadores com placas de vídeo superiores a minha (tenho uma GTX 760) reclamando dos mesmos problemas. Alguns alegaram que a solução para o problema seria voltar para um driver anterior da placa de vídeo (no caso de GPUs Nvidia). Não testei tal solução, mas por mais que ela funcione, já é uma pena um jogo de tamanha qualidade gráfica possuir uma falha como essas.

    Já na versão de Xbox One: o jogo possui uma qualidade muito boa, obviamente não sueperior à versão de PC ,por motivos óbvios de potência, mas que ainda assim agrada bastante. Não tive grandes problemas com travadas ou coisas do tipo, mas apenas algumas raras qudas de FPS. Em suma, o jogo ofereceu uma experiência gráfica bem agradável, apenas com uma quantidade de serrilhado meio grande para o meu gosto e com as já citadas quedas de FPS, que não incomodam tanto, mesmo quando ocorrem. Veja algumas screenshots:

    screenshots:





    TRILHA SONORA E DUBLAGEM



    Sim, a trilha sonora ainda é muito boa, não irei questionar isso e não há muito o que dizer sobre. Porém, notei uma queda de criatividade na composição se comparada aos jogos anteriores. Senti falta da sensação de solidão e melancolia que as músicas de Motoi Sukaraba, compositor responsável pela trilha do primeiro jogo, conseguiam passar.

    A melhor trilha do jogo, na minha opinião, justamente remete a uma música da OST do primeiro jogo. NÃO procurem qual música é caso vocês não tenham zerado o jogo, É SÉRIO, trata-se de uma experiência única.

    A dublagem mantém o padrão de qualidade inquestionavelmente excelente de toda a série. Os personagens transmitem tranquilidade, desespero, tristeza e deboche na sua voz, um trabalho de imensa qualidade, com vozes muito bem escolhidas.

    AVISO: ALGUMAS DAS ÚLTIMAS FALAS PODEM CONTER SPOILERS

    CONSIDERAÇÕES FINAIS

    Dark Souls III consegue deixar um marco em uma franquia tão conhecida. Trazendo mudanças - a maioria delas, agradáveis - o jogo consegue inovar e ao mesmo tempo manter o padrão de qualidade da série Souls.

    Com pouquíssimos erros, esta é um jogo imperdível para aqueles que buscam desafio aliado a outras qualidades que proporcionam uma experiência inigualável.

    Para mim, o jogo é um dos melhores da trilogia, sendo superado apenas por Dark Souls 1. Sem dúvidas, é um concorrente fortíssimo a GOTY.

    Notas

    História: 10
    Jogabilidade: 9.9
    Gráficos: 9.7
    Trilha Sonora e Dublagem: 9.8
    Nota Final: 9.9

    Peço desculpas por qualquer erro ocasional. Estou completamente aberto a críticas construtivas, correções e comentários.


    Última edição por Sonic Salies em Sex 19 Ago 2016, 14:13, editado 1 vez(es)
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    Re: [Análise] Dark Souls III

    Mensagem por Nujaka Knight em Sex 19 Ago 2016, 00:53

    MUITO LINDO GAROTO SALIES!

    Faltou dar nota pra dificuldade do jogo.
    E oh boy, como é bom esses jogos q passam raiva!
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    Re: [Análise] Dark Souls III

    Mensagem por Arthimura em Sex 19 Ago 2016, 10:48

    Bela análise, o tópico está muito bem escrito e o design impecável.

    Ainda não joguei o Dark Souls III, mas não tenho pressa porque com expansões e patches de balanceamento/correção de bugs, eu terei uma experiência mais polida se esperar um pouco, já que é provável que lancem uma versão GOTY com todos os patches e DLCs.

    Mas pelo que vi por todos os trailers, notícias e discussões que eu vi sobre o jogo, acho difícil de acreditar que ele é superior ao Demon's Souls e Bloodborne, pois pelo design dos inimigos, armas/armaduras e cenários, dá pra perceber que o jogo é bem desinspirado, apenas repetiram a fórmula pela quarta vez.

    Quando anunciaram o jogo alguns meses depois do Bloodborne, ele já estava praticamente pronto, e como ainda estavam desenvolvendo a expansão The Old Hunter, acho bem difícil de acreditar que o Hidetaka Miyazaki dirigiu o projeto de perto, já que o desenvolvimento do Dark Souls III coincidiu com o do Bloodborne e sua expansão. Devem ter dado a engine do Bloodborne para algum B-Team, o Hidetaka Miyazaki no máximo devia participar de algumas reuniões e ver se estava aceitável.

    A pouca participação do Hidetaka Miyazaki fica evidente até nos temas, pois o Demon's Souls tem fortes influências do terror do H.P Lovecraft e do mangá Berserk, enquanto o Bloodborne explora uma ambientação vitoriana com lobisomens e aborda viagens astrais e deuses alienígenas. Dá pra ver que são obras únicas com bastante paixão, já os três Dark Souls apenas repetem o mesmo tema.

    Do aspecto técnico, vi reclamarem bastante que o sistema de poise ficou ainda pior que no Dark Souls II, estragaram o sistema de invasões, que alguns chefes tem hitboxes mal feitas e dá geografia do jogo não fazer sentido.

    Enfim, vou jogar ainda pra tirar minhas conclusões, mas acredito que não deve passar de um jogo 7.5~8.0, uma experiência agradável pra quem gosta da série mas que está longe de superar o Demon's Souls e Bloodborne.
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    Sonic Salies
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    Re: [Análise] Dark Souls III

    Mensagem por Sonic Salies em Sex 19 Ago 2016, 12:47

    @Arthimura escreveu:Bela análise, o tópico está muito bem escrito e o design impecável.

    Mas pelo que vi por todos os trailers, notícias e discussões que eu vi sobre o jogo, acho difícil de acreditar que ele é superior ao Demon's Souls e Bloodborne, pois pelo design dos inimigos, armas/armaduras e cenários, dá pra perceber que o jogo é bem desinspirado, apenas repetiram a fórmula pela quarta vez.

    Quando anunciaram o jogo alguns meses depois do Bloodborne, ele já estava praticamente pronto, e como ainda estavam desenvolvendo a expansão The Old Hunter, acho bem difícil de acreditar que o Hidetaka Miyazaki dirigiu o projeto de perto, já que o desenvolvimento do Dark Souls III coincidiu com o do Bloodborne e sua expansão. Devem ter dado a engine do Bloodborne para algum B-Team, o Hidetaka Miyazaki no máximo devia participar de algumas reuniões e ver se estava aceitável.

    A pouca participação do Hidetaka Miyazaki fica evidente até nos temas, pois o Demon's Souls tem fortes influências do terror do H.P Lovecraft e do mangá Berserk, enquanto o Bloodborne explora uma ambientação vitoriana com lobisomens e aborda viagens astrais e deuses alienígenas. Dá pra ver que são obras únicas com bastante paixão, já os três Dark Souls apenas repetem o mesmo tema.

    Do aspecto técnico, vi reclamarem bastante que o sistema de poise ficou ainda pior que no Dark Souls II, estragaram o sistema de invasões, que alguns chefes tem hitboxes mal feitas e dá geografia do jogo não fazer sentido.

    Enfim, vou jogar ainda pra tirar minhas conclusões, mas acredito que não deve passar de um jogo 7.5~8.0, uma experiência agradável pra quem gosta da série mas que está longe de superar o Demon's Souls e Bloodborne.
    1 - Obrigado.
    2 - Eles misturaram a fórmula de Dark Souls e Bloodborne, gerando algo novo mas que ainda mantém suas raízes, como disse na análise.
    3 - Sim, Hidetaka Miyazaki dirigiu o projeto, inclusive há diversas entrevistas e declarações do mesmo, dizendo sobre os rumos que ele queria que o jogo tomasse. Dark Souls 2, esse sim, vou feito por uma equipe diferentes e apenas supervisionado pelo Miyazaki.
    Os cenários de terror Lovecrafitiano estão sim presentes, é só olhar para a Profaned Capital.

    Dark Souls 1 é mais denso em seu cenário, até um pouco mais "cinza". Dark Souls II adota um cenário com coloração mais saturada, até nos ambientes mais sinistros, lembrando o próprio Demon's. Dark Souls III mistura as influências de cenário de Bloodborne com as influências já presentes na saga Dark Souls.

    4 - Meus maiores problemas foram realmente com a câmera, apenas tendo alguns problemas ocasionais com a hitbox, especificamente na Dancer of The Boreal Valley.

    A geografia é proposital, acredite. Aqueles que afirmam que a geografia confusa do jogo não faz sentido, não entenderam a lore do jogo.
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    Re: [Análise] Dark Souls III

    Mensagem por Nan Gamer em Sex 19 Ago 2016, 13:11

    Estou terminando de platinar Dark Souls 2 no PS4. No momento estou matando aquele Alone ( aka espadachim maldito ), rsrs. Já comprei meu Souls 3 e terminando o 2 vou direto pro 3.

    Pra mim figura fácil entre as 5 melhores séries criadas nos últimos 10 anos.
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    Arthimura
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    Re: [Análise] Dark Souls III

    Mensagem por Arthimura em Sex 19 Ago 2016, 13:52

    @Sonic Salies escreveu:
    @Arthimura escreveu:Bela análise, o tópico está muito bem escrito e o design impecável.

    Mas pelo que vi por todos os trailers, notícias e discussões que eu vi sobre o jogo, acho difícil de acreditar que ele é superior ao Demon's Souls e Bloodborne, pois pelo design dos inimigos, armas/armaduras e cenários, dá pra perceber que o jogo é bem desinspirado, apenas repetiram a fórmula pela quarta vez.

    Quando anunciaram o jogo alguns meses depois do Bloodborne, ele já estava praticamente pronto, e como ainda estavam desenvolvendo a expansão The Old Hunter, acho bem difícil de acreditar que o Hidetaka Miyazaki dirigiu o projeto de perto, já que o desenvolvimento do Dark Souls III coincidiu com o do Bloodborne e sua expansão. Devem ter dado a engine do Bloodborne para algum B-Team, o Hidetaka Miyazaki no máximo devia participar de algumas reuniões e ver se estava aceitável.

    A pouca participação do Hidetaka Miyazaki fica evidente até nos temas, pois o Demon's Souls tem fortes influências do terror do H.P Lovecraft e do mangá Berserk, enquanto o Bloodborne explora uma ambientação vitoriana com lobisomens e aborda viagens astrais e deuses alienígenas. Dá pra ver que são obras únicas com bastante paixão, já os três Dark Souls apenas repetem o mesmo tema.

    Do aspecto técnico, vi reclamarem bastante que o sistema de poise ficou ainda pior que no Dark Souls II, estragaram o sistema de invasões, que alguns chefes tem hitboxes mal feitas e dá geografia do jogo não fazer sentido.

    Enfim, vou jogar ainda pra tirar minhas conclusões, mas acredito que não deve passar de um jogo 7.5~8.0, uma experiência agradável pra quem gosta da série mas que está longe de superar o Demon's Souls e Bloodborne.
    1 - Obrigado.
    2 - Eles misturaram a fórmula de Dark Souls e Bloodborne, gerando algo novo mas que ainda mantém suas raízes, como disse na análise.
    3 - Sim, Hidetaka Miyazaki dirigiu o projeto, inclusive há diversas entrevistas e declarações do mesmo, dizendo sobre os rumos que ele queria que o jogo tomasse. Dark Souls 2, esse sim, vou feito por uma equipe diferentes e apenas supervisionado pelo Miyazaki.
    Os cenários de terror Lovecrafitiano estão sim presentes, é só olhar para a Profaned Capital.

    Dark Souls 1 é mais denso em seu cenário, até um pouco mais "cinza". Dark Souls II adota um cenário com coloração mais saturada, até nos ambientes mais sinistros, lembrando o próprio Demon's. Dark Souls III mistura as influências de cenário de Bloodborne com as influências já presentes na saga Dark Souls.

    4 - Meus maiores problemas foram realmente com a câmera, apenas tendo alguns problemas ocasionais com a hitbox, especificamente na Dancer of The Boreal Valley.

    A geografia é proposital, acredite. Aqueles que afirmam que a geografia confusa do jogo não faz sentido, não entenderam a lore do jogo.
    Sinto muito mas tenho que discordar.

    Vamos para os fatos.

    Bloodborne começou a ser desenvolvido após o DLC Artorias of the Abyss do Dark Souls em 2012, desde então o Hideaki Miyazaki dirigiu de perto o Bloodborne.

    Oficialmente, o Dark Souls III teve o seu desenvolvimento iniciado no meio de 2013, antes de lançarem o Dark Souls II. Enquanto o Miyazaki e o time principal estavam desenvolvendo o Bloodborne, o Dark Souls III estava sendo desenvolvido por um B-team, e os diretores eram o Tomohiro Shibuya e Yui Tanimura. Depois da expansão The Old Hunter no final de 2015, o Dark Souls III já estava pronto praticamente, então o Hideaki Miyazaki mal participou do desenvolvimento, só colocaram o nome do Miyazaki junto do Isamu Okano e Yui como diretor por questões de marketing.

    Além disso, o Miyazaki já disse em algumas entrevistas que gosta de trabalhar em obras inéditas (por isso a mudança de ambientação e paradigma de combate no Bloodborne) e que nunca houve a intenção de lançar sequências para o Dark Souls inicialmente, então fizeram o Dark Souls II e II pra aproveitar o sucesso da série, mas não era uma intenção genuína do criador.

    Sobre a geografia, não tem relação com conhecimento da lore, tem coisas que simplesmente não fazem sentido lógico. O Dark Souls II teve esse problema, e vi várias pessoas reclamarem (inclusive o review do Polygon) que o Dark Souls III também tem. É algo típico de um jogo feito por um B-team sem o devido polimento e direção.

    Geografia padrão de jogos da série Souls feito por B-teams.

    Não estou falando que o Dark Souls III é um jogo ruim, e sim que comparar ele com o Demon's Souls e Bloodborne é o equivalente a comparar uma saga filler com a saga principal de um anime, ou uma fanfic com a obra original.

    Obs: Acabei te karmando sem querer quando fui te quotar.  Razz

    @Nan Gamer escreveu:Estou terminando de platinar Dark Souls 2 no PS4. No momento estou matando aquele Alone ( aka espadachim maldito ), rsrs. Já comprei meu Souls 3 e terminando o 2 vou direto pro 3.

    Pra mim figura fácil entre as 5 melhores séries criadas nos últimos 10 anos.

    Absolutamente sim, pra mim entra fácil no top 3 de novos IPs da geração passada e entrou nos meus jogos favoritos de todos os tempos.
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    Sonic Salies
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    Re: [Análise] Dark Souls III

    Mensagem por Sonic Salies em Sex 19 Ago 2016, 19:13

    @Arthimura 

    Já corrigi uma comparação completamente errada que eu havia feito nas Considerações Finais. Eu comparei a qualidade do jogo com Bloodborne e Demon's, mas eu NÃO joguei tais jogos para firmar minha comparação. Eu não sei porque diabos eu escrevi isso, devia ser o sono...

    Até hoje eu lembro da minha cara de "WTF?" quando subi um elevador qualquer e dei de cara com um p*ta lugar ensolarado cheio de dragões. Entendi o que você quis dizer sobre a geografia, mas também digo que não está tão nonsense quanto no II, que seguia uma lógica de level design simples até demais.
    De fato, existem algumas pequenas áreas secretas que apresentam tal inconsistência, porém as "ligações" entre o mapa são bem feitas e eu acredito que a sensação de mudança seja proposital, para justificar a fusão de mundos e tempos que ocorreu na lore do jogo. Ou então eles usaram a lore do jogo como desculpa...não havia pensado nisso (ehauehae).

    Sim, o Miyazaki entrou no meio do projeto, mas até onde eu saiba, os dois diretores ficaram menos presentes e ele assumiu a direção. Agora, na parte da equipe, sim, Dark Souls III foi feito por uma equipe diferente da de Bloodborne, com exceção de alguns designers e de Hidetaka Miyazaki, o único que eu creditei na análise.
    A impressão que se passa é que as influências dos co-diretores ficaram um pouco "na sombra", pois não vejo em Dark Souls III tantas relações com o II.

    Obrigado pelo seu comentário, extremamente construtivo e que me fez tomar alguns reconsiderações. Ainda assim, não acredito que 7,5~8,0 seria uma nota extremamente injusta, pois do meu ponto de vista, o jogo conseguiu ser mais consistente que o anterior (II), que pessoalmente não me agradou muito.

    OBS.: Sempre fui meio ruim com notas, por isso peço que levem mais em consideração o que eu escrevi e liguem menos para os números. Acho meio justo resumir a qualidade de obras tão vastas em números.
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    Re: [Análise] Dark Souls III

    Mensagem por vits em Sab 20 Ago 2016, 00:10

    Excelente análise Salies, como sempre um texto bastante extenso e cheio de detalhes. Seus argumentos em relação ao jogo pendem para o âmbito pessoal, o que é algo que eu acredito ser mais interessante, pois ajuda a entender a experiência que você teve com o jogo.

    Quanto a nota, ela é com certeza a parte menos importante de qualquer análise, já que o parâmetro de notas para jogos é completamente deturpado, ainda assim, quando for usar notas fragmentadas, acredito que a escala de 0 - 100 seja esteticamente mais bonita.
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    Re: [Análise] Dark Souls III

    Mensagem por Wolflink em Sab 20 Ago 2016, 08:14

    Umas das melhores análises que eu já li. Geralmente jogo que curto muitooo e já joguei e sei o que esperar dele, raramente eu sento e paro para ler alguém falando sobre. Abri uma exceção para ver o que saia de suas palavras. Gostei mt da análise cara. Bem informativo e detalhista. Pra mim DS3 merece um 10/10. Jogo de excelente qualidade. Apesar de que eu ainda gosto mais do 1 ( acho que pelo fator nostalgia mesmo ).
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    Arthimura
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    Re: [Análise] Dark Souls III

    Mensagem por Arthimura em Sab 20 Ago 2016, 10:54

    @Sonic Salies

    Entendi, você não chegou a jogar o Demon's Souls e o Bloodborne. Normal, todo mundo já comparou algum jogo sem ter jogado alguma vez na vida  Citrus von Schweppes

    As considerações finais ficaram bem melhores agora, pois dá pra descobrir a posição do Dark Souls III no seu gosto dentro dos jogos que você jogou (a trilogia Dark Souls), e sem ser injusto com os demais.

    Novamente, parabéns pela análise.
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    Re: [Análise] Dark Souls III

    Mensagem por Zuado Pela Vida em Sab 20 Ago 2016, 12:55

    Não esperava menos da análise do jogo que tomou a vida do nosso querido Salies -q

    Até hoje eu só joguei o DS II, e parei logo no começo pois estava ficando cego já que a Tv não era HD. Depois que eu comprei uma Tv decente fiquei sem Xbox. É, minha jornada por Dark Souls foi tão curta quanto a do aventureiro de Skyrim que levou uma flechada no joelho.

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    Re: [Análise] Dark Souls III

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