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    [Análise] Cutthroat Island (SNES)

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    Chazzy
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    [Análise] Cutthroat Island (SNES)

    Mensagem por Chazzy em Seg 21 Dez 2015, 13:41



    Plataforma: Super Nintendo, Sega Genesis, Game Boy, Game Gear.
    Desenvolvedora: Software Creations.
    Publicadora: Acclaim Entertainment.
    Ano de Lançamento: 1995.
    Gênero: Ação/Aventura, Plataforma.


     INTRODUÇÃO  


    Hoje resolvi falar sobre um dos "fantasmas" da minha infância, o jogo "Cutthroat Island".


    Recentemente joguei o Mega Man X de novo, jogo que eu sentia dificuldade de jogar quando criança e hoje em dia não acho difícil, então resolvi jogar o Cutthroat novamente depois de anos achando que aconteceria o mesmo, mas me enganei! Esse jogo é realmente difícil!


    Esse jogo é baseado em um filme de mesmo nome, que ficou conhecido no Brasil como "A Ilha da Garganta Cortada", clássico da "Sessão da Tarde". Laughing


     HISTÓRIA  


    O jogo é ambientado em 1688, uma época em que piratas sedentos por aventura velejam sob uma bandeira negra ostentando uma caveira e ossos cruzados, o "Jolly Roger". O pirata mais perigoso de todos, Dawg Brown, aterrorizou o Caribe em sua busca para encontrar os 3 pedaços do mapa da lendária "Cutthroat Island".




    Morgan Adams, a conhecida dama pirata, recebeu um pedaço desse mapa de seu falecido pai. Dawg fará de tudo para consegui-lo, mas Morgan também está atrás do tesouro que está escondido em "Cutthroat Island". O caçador de piratas, "Governador Ainslee da Jamaica" jurou parar todos eles.




    Agora, como capitã do navio de seu pai (o "Estrela d'Alva"),  Morgan pode ir atrás do tesouro, mas antes que ela possa sair velejando pela ilha perdida, ela precisa encontrar os três pedaços do mapa. Sua jornada começa em uma prisão na Jamaica, controlada por um homem perverso conhecido como "The Warden".




     JOGABILIDADE  


    O jogo disponibiliza dois personagens jogáveis, Morgan Adams, uma dama pirata que usa um florete e William Shaw, um pirata que usa uma espada. Eu testei ambos e gostei mais de jogar com a Morgan, pois ela é mais ágil, o Shaw é um pouco lento.




    O jogo também disponibiliza dois "estilos de luta", é possível escolher em "Options" antes de começar o jogo, "Swordplay" ou "Brawling". Eu também testei os dois e gostei mais da primeira opção, no estilo "Brawling" o nosso personagem ainda ataca com a arma, porém não usa a lâmina, a ideia é possibilitar uma melhor sincronia entre os "combos", mas na prática, eu não achei que isso funciona bem e demora mais pra derrotar os oponentes. No final de algumas fases, nós ganhamos golpes especiais que podemos usar nas próximas fases.




    Seja qual for sua escolha de personagem e estilo de luta, o jogo possui uma jogabilidade divertida, mas no geral, é bem simples, o jogador percorre cenários em 2D e precisa ir derrotando os oponentes e o chefe (nem todos os estágios tem chefe) até chegar no final da fase. Existem fases que fogem desse padrão, como a segunda fase, onde estamos em um carrinho e precisamos desviar dos obstáculos e também tem uma fase onde estamos em cima de uma carruagem e passamos a fase toda assim.




    Durante as fases podemos encontrar objetos que podemos pegar pra usar em nossas lutas, como facas, bombas, tochas e até pistolas.




    De um modo geral, a jogabilidade é bem divertida, mas a dificuldade do jogo chama a atenção desde o início! É necessário ter paciência até pegar o jeito. Uma boa ideia é jogar em co-op, o que pode tornar a jogatina ainda mais divertida. O jogo pode ser jogado em co-op, um jogador controla a Morgan e o outro controla o Shaw.




     GRÁFICOS E SOM  


    Eu gosto muito do visual desse jogo, ele é estranho no começo, mas com o tempo acostuma. O jogo usa um estilo "aquarela", e o visual lembra muito o do clássico "Another World / Out of this World". O ponto negativo é que os cenários não possuem muitos detalhes, mas tem momentos muito bonitos, como no início da fase da selva (a praia) e a luta em pleno pôr do sol.




    Quanto à trilha sonora, ela também me agrada, não chega a ser uma trilha sonora memorável como a de muitos clássicos que temos por aí, mas ela é decente, não é enjoativa e acredito que ela cumpre bem o seu papel!


     CURIOSIDADES  


    - O filme que dá nome a esse jogo foi um fracasso, ele custou muito mais do que foi arrecadado e foi criticado em muitos aspectos, como por sua história inconsistente, pouca "química" entre os protagonistas, etc...


    - Quando o jogo foi lançado, ocorreu uma promoção onde os jogadores poderiam tentar encontrar tesouros escondidos in-game e quem conseguisse, poderia se inscrever em um concurso pra ganhar prêmios reais.




     COMENTÁRIO FINAL  


    "Cutthroat Island" é um jogo divertido, e bonito à sua maneira, mas é difícil a ponto de ser irritante em alguns momentos.


    Eu não tenho nada contra o jogo ser difícil, até sinto falta de jogos assim hoje em dia, o problema é que a dificuldade desse jogo de certa forma lembra um pouco a de "Battletoads", ou seja, ele é injusto em alguns momentos, na segunda fase (a do carrinho), por exemplo, a gente precisa desviar dos obstáculos, porém o jogo não dá nenhuma dica de onde estará o obstáculo e não tem como ser rápido o suficiente pra desviar, ou seja, o jeito é jogar até decorar (ou anotar em um papel) onde aparece cada pedra, cada árvore, etc... na minha opinião, esse tipo de dificuldade não é bem vinda, gosto quando o jogo consegue ser difícil, porém continua sendo justo e "Cutthroat Island" peca um pouco nisso.


    Outra crítica que tenho, é que essas fases como a do carrinho e da carruagem tentam quebrar um pouco a lógica das outras fases pra tornar o jogo mais divertido, mas acabam não conseguindo e se tornam mais uma dor de cabeça do que uma diversão.


    Eu não podia deixar esses detalhes passarem batidos, mas apesar dessas críticas, eu gosto desse jogo, ele é divertido de um modo geral, principalmente jogando em co-op, recomendo o jogo, mas apenas para quem gosta de jogar coisas um pouco mais difíceis que o normal, pois com certeza quem tentar jogar, vai passar raiva!


    Minha Nota: 7/10.
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    vits
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    Re: [Análise] Cutthroat Island (SNES)

    Mensagem por vits em Ter 22 Dez 2015, 14:28

    Eu cheguei a joga-lo em um emulador, não curti muito justamente por conta da "dificuldade" dele. Mas boa análise, Chazzy.

      Data/hora atual: Qua 13 Dez 2017, 20:41