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    [Fanfiction] Pokémon: The Legends - Capítulo 3

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    [Fanfiction] Pokémon: The Legends - Capítulo 3

    Mensagem por Brake em Sex 20 Nov 2015, 12:00



    Imagem provisória enquanto não há banner! xD

    Oe senhores e senhoras! o/

    Então, vim trazer uma fanfiction minha inspirada em Pokémon que escrevi há, mais ou menos, um ano atrás em outro fórum, mas que acabei por fazer somente alguns capítulos e não a encerrei. Com o intuito de retomá-la dando uns toques de reboot na mesma, mudando algumas coisas e etc, vim trazer-lha para cá!

    Esta fanfiction não é algo extraordinário, mas gostava de escreve-la e o que a mesma mais detinha era de mistérios, um dos aspectos que pretendo focar nesse "reboot" também. Mas ela também possuí seus clichês e essas coisas (vide pelo título), no entanto espero que gostem! ^^

    Quanto ao ritmo de postagem dos capítulos pretendo não deixar algo fixo, porque dificilmente cumprirei. Talvez um intervalo de uma semana entre um capítulo ou outro, mas estes primeiros capítulos serão entregues bem mais rápido por já te-los prontos.

    Então, vamos lá! ^^

    ::Sinopse
    Spoiler:
    Pokémon: The Legends é uma fanfiction que se passa no continente de Hoenn. Os protagonistas são primos opostos entre si. De um lado temos Blaine, um jovem que auxilia seu pai no trabalho como jardineiro desde criança e que não possuí muitas expectativas de melhora quanto à sua vida, e do outro May, uma jovem mimada e que sempre buscou sucesso e fama, espelhando em sua mãe, uma atriz internacional. Quando ambos tem de se unir em uma jornada, cada um aprenderá um pouco sobre o lado oposto de sua vida, entretanto certas verdades outrora escondidas surgirão como obstáculos para ambos os adolescentes.



    -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

    Prólogo

    O raiar do luar era ofuscado por um grupo de nuvens negras, tornando a noite mais sombria do que de costume e sem completa iluminação. A escuridão e a própria solidão abalavam o rapaz que seguia em velocidade por uma trilha irregular. Em volta da trilha algumas árvores e vegetação diversificada, tanto arbustos como algumas plantações de Berries.

    O jovem que corria por esta trilha era alto. Vestia um casaco um pouco rasgado e negro. O casaco detinha de uma toca que cobria seus cabelos castanhos e uma parte de seus olhos de mesma cor. Calçava um par de botas de jardineiro encardido por uma lama nada fresca.

    As nuvens do céu logo deixavam de cumprir o papel de apenas cobrir a lua e alguns altos estrondos alertavam de uma tempestade que estava prestes a cair. O garoto, de aproximadamente quinze anos e que era conhecido como Blaine, continuava a correr nesta trilha, aumentando mais a sua velocidade a fim de escapar da chuva.

    Mas, se passos longos poderiam acelerar sua chegada, poderiam tardar já que Blaine não detinha de um costume de correr muito e isso se comprovou logo quando seu fôlego foi acabando e este teve de que fazer uma parada.

    Sabendo que dificilmente chegaria a seu destino, o adolescente decidiu se abrigar abaixo de uma das diversas árvores que compunham o redor da trilha. Sentou-se sobre uma grama pastosa e, respirando a suspiros altos e longos, retirou de um dos bolsos de sua calça jeans um embrulho de goma de mascar.

    Este embrulho continha algo escrito, mas dificilmente de ser lido com a escuridão da noite. A tempestade tinha-se início e extensas gotas de chuva banhavam a trilha formando poças e deixando a terra molhada e pastosa, e enquanto isso Blaine ainda tentava ler o embrulho.

    ...

    “Por favor, encontre-me na Petalburg Woods. Estarei esperando-lhe numa cabana, próxima da saída da floresta e do fim da trilha, tenho um presente que provavelmente irá lhe agradar. - May”

    Quem diria que o adolescente conseguiria ler mesmo sob uma escuridão imensa? O bilhete já havia sido lido anteriormente pelo jovem, mas só pra constar novamente as informações dadas ele resolveu ler novamente. O garoto estava seguindo pela trilha da imensa floresta que era a Petalburg Woods (um dos bosques mais vastos do continente de Hoenn) para descobrir o “presente” que sua prima May citou no bilhete.

    Acontece que o jovem é jardineiro e mora em Petalburg. Vive apenas com seu pai e é de uma família humilde, onde trabalha desde os seus nove anos. Nunca teve coragem de sair em uma jornada como treinador de Pokémon, que é o que costumam fazer jovens de sua faixa etária, pois tinha que ajudar seu pai também jardineiro para que houvesse comida na mesa. Além de também auxiliá-lo a pagar uma dívida que come metade do pouco que os dois ganham todo mês e que o pai de Blaine paga há anos. Até hoje o jovem pouco sabe sobre esta dívida e, mesmo que já tenha ficado bastante curioso para saber do que se trata, nunca perguntou ao seu pai a respeito dela.

    O jovem vive com seu pai desde que perdeu a mãe logo quando criança, devido a um tumor no cérebro. Ele tinha seus avôs paternos como parentes mais próximos também, entretanto como ambos ganharam em uma loteria e como nunca gostaram do continente tropical de Hoenn, tampouco do próprio neto e filho, resolveram se mudar da região para Kalos onde vivem esbanjando luxúria.

    May é a única parente próxima de Blaine, mas pouco se parece com ele. Sua prima vive com sua mãe em Oldale e também esbanja do luxo. Sempre viveu sobre os mais bens cuidados e estudou em colégios particulares. Ao contrário de Blaine sempre teve o desejo comum entre os jovens de sua idade: o de vagar pelo continente e se tornar uma treinadora, embora seu sonho maior fosse de se tornar um ente famoso na região, inspirando-se na sua mãe. Era como se os dois fossem o oposto de cada um.

    Blaine ainda estranhava sobre o que fazia sua prima “patricinha” em uma cabana de floresta e ainda mais com um presente a lhe dar. Tomado pela curiosidade, ao ver que a tempestade havia cessado continuou sua trilha. Estava determinado a descobrir esta surpresa de sua prima, mesmo que já se passassem das vinte e uma horas da noite.

    -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


    Última edição por Brake em Qui 17 Dez 2015, 18:19, editado 5 vez(es)
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    Re: [Fanfiction] Pokémon: The Legends - Capítulo 3

    Mensagem por Math_Geek em Sex 20 Nov 2015, 12:17

    Legal postar aqui a sua fic, vou dar uma lida ^^
    E pokémon = pokémon blast, tópico movido

    Re: [Fanfiction] Pokémon: The Legends - Capítulo 3

    Mensagem por Ygor Salsa em Sex 20 Nov 2015, 12:26

    Pelo prologo achei bastante interessante e parabéns por esse prologo espero que eu fique mais interessado ainda sobre a historia e já estou curioso sobre o presente, contudo tenho já algumas ideias kkk. 

    E outro ponto se tem a saga Alpha oque impede de ter Omega ou até mesmo a Delta? (Imagem de referencia do Cap. America que entendeu a referencia) Irei esperar que poste o próximo capitulo da saga =D
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    Re: [Fanfiction] Pokémon: The Legends - Capítulo 3

    Mensagem por Brake em Sex 20 Nov 2015, 15:26

    @Ygor Salsa escreveu:Pelo prologo achei bastante interessante e parabéns por esse prologo espero que eu fique mais interessado ainda sobre a historia e já estou curioso sobre o presente, contudo tenho já algumas ideias kkk. 

    E outro ponto se tem a saga Alpha oque impede de ter Omega ou até mesmo a Delta? (Imagem de referencia do Cap. America que entendeu a referencia) Irei esperar que poste o próximo capitulo da saga =D

    Sobre a questão das Sagas, talvez sim ou talvez não =P
    Mas a maioria das referências que farei na fanfiction é quanto a OR/AS, já que quando comecei esta fanfiction estava todo hypado para os remakes xD
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    Re: [Fanfiction] Pokémon: The Legends - Capítulo 3

    Mensagem por Brake em Dom 22 Nov 2015, 16:17

    Primeiro capítulo lançado, galera! \O/

    -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

    Capítulo 1
    ~
    O Alpha de uma Indecisão


    "Petalburg Woods”

    Este é o nome do bosque no qual parecia ter uma trilha interminável. Se as árvores e a vegetação do local traziam um ar de tranquilidade a qualquer um que caminhasse por ali, não poderíamos dizer o mesmo do jovem Blaine, que com muito esforço continuava a correr pelo caminho empoçado e de terra que já se assemelhava à lama, devido a uma tempestade que ocorrera no local há alguns minutos.

    Cara, essa floresta não tem mais fim. A May poderia ter escolhido uma hora e um local melhor para dar este presente. Aliás, nem sei como ela conseguiu chegar aqui sem se perder, parece que estou vendo a mesma árvore pela quarta vez.

    A trilha irregular de Petalburg Woods já deixava o jovem confuso. Ele parecia estar dando voltas pelo local e enquanto isso as horas se passavam e o céu, que trazia a imagem do raiar do luar de volta após a saída daquelas nuvens negras, indicava pela posição do satélite que provavelmente já se passavam das vinte e duas horas da noite.

    Enquanto Blaine corria em círculos pelo bosque para tentar achar à cabana, sua prima já não aguentava mais esperar pelo jovem. Tomava um chocolate quente numa xícara de barro e dentro d’uma “cabana” de madeira. Sentada numa das cadeiras do local que na realidade era uma pousada e muito maior que uma cabana, ela movia suas pernas para frente e para trás num ritmo de ansiedade.

    Caramba, será que ele não vem mais? Eu não aguento mais esperar, não quero ter que dormir aqui!

    Ansiosa, a garota mexia seus cabelos castanhos e arrumava sua toca vermelha que ficava sob eles. Piscava de modo frenético seus olhos azuis e não parava de estalar os dedos. De tão fervorosa de ansiedade ela resolveu retirar seu casaco azul que lhe esquentava do frio e resolveu ficar apenas com sua camisa avermelhada com alguns toques de azul.

    Na pousada, poucos eram os clientes que se situavam no salão principal, onde a jovem estava. Logo as luzes iriam se apagar e todos teriam que dormir em seus respectivos quartos, já que a pousada não funcionava vinte e quatro horas. May temia que seu primo tivesse se perdido e como estava sem dinheiro no bolso não poderia pagar a estadia na pousada e teria que dormir no bosque.

    Percebendo que quase todos os clientes já haviam ido dormir e os passageiros já haviam saído do local para acampar pela floresta, a dona da pousada que estava no balcão do salão viu que May continuava sentada numa das cadeiras do local e que era a única a permanecer no salão.

    A senhora então, que consumia um bom espaço com seus cento e cinco quilos de peso, detinha de um cabelo curto e negro e vestia um vestido roxo, se aproximava da jovem e chamava sua atenção, já que a menina não desgrudava os olhos de uma das janelas da pousada para ver se seu primo finalmente chegaria.

    — Ei, menina! Você vai ficar para dormir ou vai ir embora, hein? Já faz horas que você está parada e não percebeu que a única que resta por aqui? Se quiser dormir em um dos quartos vai ter que pagar, senão vou pedir para que se dirija até a porta e saia daqui.

    May, que apesar de tentar disfarçar, percebeu que era a única a permanecer no salão e então viu que teria que enfrentar a realidade. Direcionou sua visão à dona da pousada e ao ver à grandiosa extensão da mulher já trazia consigo alguns pensamentos irônicos.

    Meu Arceus cuide desta senhora! Além dela já concorrer ao título de ser vivo mais espaçoso de Hoenn com um Wailord, acho que ela precisa de umas aulinhas de moda. Um vestido roxo, e ainda por cima brega? Ahahahahahahahaha, só isso para me animar depois de tanta espera!

    — Ei, garota! — chama a atenção, a dona da pousada — Será que eu estou falando com a parede? Você vai me responder ou não?

    A menina, que tomava o restante de seu chocolate quente da serventia do local na xícara de barro, logo se levantava da cadeira e respondia à senhora:

    — Olha, eu não tenho dinheiro aqui no momento. Mas eu sou filha da Lady Maria, quando eu voltar para minha mansão eu com certeza te pago o que lhe devo. Então, por favor, me deixe dormir aqui! — concluía May, agora ajoelhada no chão.

    A dona da pousada encarou seriamente a jovem e após isso começou a esboçar um sorriso seguido de altas gargalhadas, que de tão altas ecoavam até no piso superior da “cabana”.

    — Hahahahahahahahaha! Você? Filha da Lady Maria? A famosa atriz dos cinemas do Poké Star Studios? Me conta outra menininha, hahahahahahaha, eu já vi cada coisa na minha vida, mas nunca uma mentira tão esfarrapada como essa! — disse a senhora, que logo se sucedia com mais risadas.

    May, que fechava seus punhos com tamanha força a se avermelharem, encarou a senhora com seus olhos arregalados e tomada pela raiva contou até três no eu pensamento para acalmar a raiva. A garota sempre foi mimada e nunca gostou de ser contrariada, muito menos humilhada.

    O que a lhe salvou de um possível escândalo foi um som de batuque na porta de madeira da entrada da pousada. Era o seu primo que finalmente chegara ao local.

    — May, você está aí? — indagou o jovem do outro lado da “cabana”.

    — Finalmente! — gritou a garota, que acalmada da ansiedade sofrida há poucos minutos, pegou sua mochila que estava em cima de um dos bancos próximos a onde ela se situava e se “despediu” da dona da pousada — Eu iria te responder, mas minha espera acabou! Muito obrigado pela serventia do local e tome este presente como minha retribuição — disse May, logo retirando uma revista de sua mochila, dando-a para a senhora e saindo do local.

    — Aprenda a ter uma alimentação saudável – Não se sinta um Wailord, você ainda pode ser um Medichan! – lia à mulher, em voz alta, o título e a manchete da revista, enquanto se segurava de raiva ao ser insultada indiretamente.

    Ao sair da pousada com um sorriso do rosto, May logo esboçava uma expressão de raiva a Blaine, que estava agachado no chão e de tão cansado de correr pelo bosque e precisava recuperar seu fôlego a altos e longos suspiros.

    — Até que enfim, não é? Por que você demorou tanto? – indagava a jovem.

    — Como... — pausava Blaine para respirar — eu iria chegar... — pausava novamente — rápido depois de uma tempestade e de me perder... — mais uma pausa — numa floresta como essa?

    Ao conseguir recuperar um pouco mais do fôlego, o jovem se levantava vagarosamente e ao observar melhor o local em que estava, percebera que a pousada em sua frente não era de longe uma cabana como descrevia o bilhete dado a ele por May.

    O local era feito de uma madeira escura e que mofava por fora. Possuía dois andares, sendo o segundo repleto de janelas e o primeiro uma porta de entrada na frente e de emergência nos fundos. No seu telhado uma chaminé soltava a fumaça da lareira do primeiro andar, que se encontrava no salão em que May a pouco tempo estava.

    — Ei, e também como você considera isso uma cabana? Que eu saiba uma cabana não tem dois andares, e nem é tão grande assim. — exclama Blaine, ao perceber a inconsistência de sua prima.

    — Blaine você enxerga o mundo de forma muito pequena! Eu já estive em pousadas que realmente merecem deter desta classificação. Já foi no Hot Sun Hotel? Aquilo lá que é uma pousada mesmo!

    O garoto já conhecia os “pensamentos grandiosos” da sua prima. Por ser filha da Lady Maria, uma famosa atriz que trabalhou em diversos filmes em Unova, May sempre viveu esbanjando riqueza e às vezes não entendia o modo de viver de seu primo.

    Pensando nisso, Blaine se lembrou de uma dúvida que surgiu durante sua caminhada e logo indagou à May:

    — Espera, se você acha que esta pousada é uma cabana velha e que não se compara aos lugares de luxo que você frequenta, porque você combinou de nos encontrar aqui?

    Ao ser indagada disso, a jovem suspirou e respondeu, encarando Blaine de forma séria chegando até a assustar o rapaz:

    — Bem, eu marquei aqui porque eu não podia ir à Petalburg lhe dar esse presente na frente do seu pai e também porque tive que pegá-lo em Rustboro. Então, como achei que o local mais perto para lhe encontrar seria esse, pedi a um dos meus motoristas me deixarem aqui e levarem o bilhete a você. Tive que escrever nesse embrulho de bala porque os meus ótimos funcionários não tinham papel consigo, mas é por isso!

    — E que presente é esse? — indagou o rapaz, já transpirando de curiosidade.


    ...

    Enquanto o luar iluminava ambos os primos no bosque, em Petalburg as nuvens negras haviam acabado de chegar sob a cidade. Alguns clarões indicavam que a tempestade que havia caído na floresta há horas estava prestes a molhar as ruas da pequena metrópole.

    Os ponteiros do relógio da torre que se situava no centro da cidade marcavam quase vinte e três horas da noite. Iluminação ficava por conta apenas de alguns postes de iluminação e algumas janelas de casas onde provavelmente as pessoas ainda estavam acordadas.

    As avenidas costumeiras a estar movimentadas por automóveis e caminhões durante o dia, ao pôr do sol apenas o som de pequenos Whismur vagando pelos becos e calçadas eram ouvidos por quem passasse por ali.

    Entretanto, parecia que o som dos Whismur não era o único naquela noite. Uma mulher caminhava vagarosamente sobre algumas calçadas da cidade. Ela estava coberta por uma capa de chuva azulada, que cobria todo seu corpo. Só eram identificáveis seus olhos azuis e seus lábios avermelhados.

    A moça era alta e segurava uma maleta negra em uma das mãos, enquanto a outra segurava uma esfera bicolor vermelha e branca, possivelmente era uma Pokébola. Ela passava pelos becos da Avenida Greenyard, a maior da cidade e os observava. Esboçava um sorriso em seu rosto.

    Ao identificar um beco extenso, em que um rapaz também coberto por uma capa de chuva escura se encostava a uma das paredes do beco e segurava um telefone móvel, a mulher adentrou ao local e seguiu até o homem, que era alto também e que ao ver a moça guardou o telefone e se dirigiu até ela.

    — Você trouxe o prometido? — indagou o rapaz.

    — Você não está vendo esta maleta? Tome-a e espero que você cumpra com o combinado. — respondeu a mulher, entregando a mala e esboçando outro sorriso ao terminar a frase.

    — Pode deixar e eu vou fazer tudo certinho, hehe! – riu o homem, pegando a maleta negra.

    Ao entregar a maleta ao rapaz, a mulher começou a correr para fora do beco, enquanto a forte e esperada tempestade caía sobre a cidade de Petalburg. Ela continuava com seu sorriso e guardava sua esfera bicolor em um dos bolsos de sua capa de chuva.

    ...

    “O quê?! Dinheiro?!”

    Era esta frase que ecoava pelo bosque de Petalburg, em plena noite. O detentor deste grito era Blaine, que se assustara quando sua prima May lhe respondera qual o presente lhe daria e disse que era uma quantia grandiosa de dinheiro.

    — Eu não estou entendendo, você quer me dar dinheiro? — indagava o jovem, ainda confuso.

    — Blaine, xiiu! Você vai acordar os Pokémons desta floresta se não ficar quieto e também os moradores desta pousada, que não sei o porquê de estarmos na frente dela ainda! — cochichava May, enquanto ambos os primos se afastavam da pousada para continuar a conversa.

    — Mas, porque você quer me dar dinheiro?

    — Porque minha mãe vai viajar de volta à Unova para gravar O Último Suspiro e vou aproveitar para iniciar minha jornada por Hoenn. Como minha mãe é protetora, ela quer que alguém de confiança vá junto comigo e como sei que você e seu pai passam necessidade eu queria que você aceitasse este envelope de dinheiro para me acompanhar, o que acha? — respondia a garota, enquanto oferecia para Blaine um envelope embranquecido que acabara de retirar de sua mochila — Aproveite, porque eu me segurei para não usar esse dinheiro como minha estadia nesta pousada mixuruca.

    Blaine, ao ouvir a proposta, refletiu por alguns segundos e respondeu à sua prima:

    — Muito obrigado, May. Mas eu não sei se posso aceitar...

    Ao perceber que seu primo estava indeciso, a jovem pega os dois braços do garoto, encara bem nos olhos do rapaz e implora a ele que aceite seu pedido:

    — Blaine, por favor, esse dinheiro vai ajudar o seu pai. Eu quero muito sair numa jornada, conhecer novos lugares e batalhar, batalhar e batalhar, já que foi para isso que estudei. Por isso, te imploro: aceite a minha proposta!

    Uma breve brisa pelo bosque movia a copa das árvores e dos arbustos, e balançavam os cabelos de Blaine, enquanto o próprio se envergonhava um pouco do fato de sua prima estar lhe implorando tão proximamente dele e ainda por cima segurando os seus braços.  Neste momento ele entra numa perplexidade: aceitar ou não o convite de sua prima?

    O que faço agora? Como vou recusar, ainda mais ela pedindo deste jeito...
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    Re: [Fanfiction] Pokémon: The Legends - Capítulo 3

    Mensagem por Math_Geek em Dom 22 Nov 2015, 17:17

    Hu, muito bom esse capítulo. Gostei da forma como você vai contando a história, e morri de rir com a revista kkkk

    aguardando o próximo o/

    Re: [Fanfiction] Pokémon: The Legends - Capítulo 3

    Mensagem por Ygor Salsa em Seg 23 Nov 2015, 02:07

    Concordo que também rir com o titulo da revista kkk e fiquei curioso com o cena rápida da mulher no beco. Meu palpite poderia ser vilões da historia ou até posso supor a mãe da May? E pelo final aquela cena clássica onde o principal não pode negar o pedido quando a menina faz isso foi igual a muito anime que eu já vi XD
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    Re: [Fanfiction] Pokémon: The Legends - Capítulo 3

    Mensagem por Brake em Sab 28 Nov 2015, 10:54

    Fico feliz que gostaram, galera! O humor não faz grande parte do foco da fanfiction, mas eu sempre tento encaixar algum elemento para não deixar a fanfiction muito séria! ^^

    Sobre seu palpite, Ygor, talvez sim ou talvez não. Segundo o capítulo passado a mãe de May está em Unova realizando um filme, então as chances de terem sido ela em Petalburg são pequenas, mas nada impede que seu palpite esteja certo de alguma forma xD

    E, capítulo 2 lançado. Confiram galera \O/
    -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

    Capítulo 2
    ~
    A noite dos Shroomish


    “A Noite”

    Dizem que as coisas mais fantásticas no mundo ocorrem assim que o Sol deixa seu posto para a Lua poder brilhar. Isto pode ser comprovado pela noite agitada que os primos Blaine Rock e May Maria estavam tendo em um bosque. Tanta coisa já havia acontecido e agora um deles teria que tomar uma decisão ímproba.

    O relógio de pulso da garota da dupla de primos tinha seus ponteiros apontados na mesma direção, o número “12” e que significava que o dia anterior havia acabado de encerrar, ou seja, já era meia noite. A lua estava em seu ápice de altura e enquanto uma brisa forte balançava os fios cabelos de ambos os jovens e as copas das árvores, Blaine continuava a pensar.

    Sua prima pedira para que ele a seguisse em uma jornada devido à proteção de sua mãe que insistia em que ela levasse um acompanhante de confiança para protegê-la e inclusive ofereceu uma quantia de dinheiro ao adolescente caso a resposta viesse a ser positiva.

    Porém, o rapaz sabia que não era fácil aceitar. Ele teria que abandonar seu pai e deixá-lo sustentar-se sozinho. O dinheiro que receberia não resolveria toda a situação já que obviamente acabaria antes que o jovem voltasse de jornada e então seu pai ficaria sem apoio para continuar a pagar as dívidas.

    Ao mesmo tempo, Blaine via pelo brilho dos olhos de sua prima e por ela segurar seus braços que ela queria mesmo que seu sonho se realizasse. O garoto sabia que se dissesse não acabaria deixando-a arrasada.

    Dividido e após pensar por diversos minutos, Blaine acabou por tomar uma decisão e disse à sua prima:

    — May, isto não é fácil de responder de uma hora para outra. Não posso largar meu pai lá sozinho e esse dinheiro que você me daria acabaria antes mesmo de eu voltar de viagem...

    — Eu te pago mais! — interrompeu May — Dinheiro é o que não falta, eu posso lhe dar mais para que você siga comigo.

    O jovem acabou ficando um pouco constrangido com a oferta, pois nunca fora ambicioso e acharia um pouco sem graça pedir uma quantidade de dinheiro, isto ia contra os seus princípios.

    Mas, May continuava a insistir. O sonho dela dependia de Blaine para ser realizado. Por fim, o jovem acabou por pensar que ele não tinha mesmo como recusar a proposta dela e, ainda confuso, respondeu:

    — Aahhhh — suspira — Tudo bem May, eu vou com você, mas primeiro tenho que conversar com meu pai e, por favor, não me dê mais dinheiro, eu não quero que você pense que estarei abusando-lhe da sua boa vontade! – concluiu.

    A garota, ao ver a resposta de seu primo, deu um salto e o abraçou com força, deixando-o totalmente constrangido e agradeceu ao primo pela imensa gratidão:

    — Blaine, muito obrigado! Você não sabe o quanto estou feliz com sua resposta! — agradece a garota, falando em um tom de voz alto, enquanto abraça Blaine cada vez mais forte.

    Eu sabia que acabaria não resistindo e aceitando. Garotas, garotas, sempre me fazendo quebrar a cabeça...

    A alegria de May era contagiante, nem Blaine já havia visto tamanha felicidade da jovem. Ele, no fundo, acabou por ficar feliz também. Era bom para ele saber que estava fazendo a alegria de alguém.

    No entanto, a algazarra feita por May para contestar sua alegria parecia ter acordado um pouco a floresta. Enquanto os primos se abraçavam, um arbusto por trás deles parecia estar se mexendo.

    A garota, ao ouvir o som, largou o primo e se ajoelhou para perto do arbusto. Havia ficado curiosa ao ouvir o som.

    — Ei, Blaine — cochichava May — Parece que tem alguma coisa aqui.

    — May, não se aproxime tanto...

    Blaine tentara avisar, mas assim que May direcionara sua visão para entender o que seu primo estava falando, um vulto surge do arbusto e salta no rosto da garota, agarrando-a.

    — Aaaaaaaahhhhhhh! — gritou a menina, totalmente assustada.


    O vulto logo deu imagem de uma pequena criatura com manchas esverdeadas e que se parecia um pouco com um cogumelo. A criatura, que provavelmente era um Pokémon, soltou uma poeira sobre o local e afastou Blaine, que estava se aproximando para tentar retirar o bicho do rosto de sua prima.

    O jovem cobriu suas narinas, enquanto May aos poucos caía por suspirar o ar que aquela poeira havia trazido, enquanto a criatura permanecia grudada em seu rosto. A garota começava a apresentar dificuldades de se mexer. Era o efeito do Stun Spore, uma cortina de esporos que o Pokémon em questão utiliza de proteção para deixar o oponente paralisado.

    Vendo que o efeito estava dando certo, a criatura salta do rosto do May e passa a encarar Blaine, que fica um pouco de medo do pequeno Pokémon, mas percebe que não poderia ficar parado deixando que o pequeno tomasse as rédeas do território e paralisasse-o também.

    No entanto, antes que cometesse o erro de tentar enfrentar o Pokémon mano a mano, a jovem que estava deitada no chão com um pouco de delírio conseguiu avisar seu primo do perigo mesmo que ele entendesse pouco de suas palavras.

    — B-Blaine! N-não faça isso... Pe-pegue mi-minha mo-mochila e jo-jogue uma Po-poké-bola pa-para bata-batalhar con-contra e-ele u-usando meu Po-pokémon! — alertava a garota, deitada no chão e falando com dificuldades, já que conseguia mexer pouco de seus lábios.

    — May, você tá maluca? Você acha que eu vou deixar você caída para deter esse...

    — N-não fa-faça isso! — interrompeu May — Se você ten-tentar fu-fugir comigo, ele vai te ata-atacar!

    O jovem temia fazer algo errado. Nunca tivera muito contato com batalhas Pokémon e muito menos com Pokémon. Mas ele sabia que não poderia ficar parado e não poderia fracassar.

    O pequeno Pokémon o encarava e demonstrava fúria só pelo olhar. Quem imaginaria que uma pequena criatura como aquela teria tanta raiva guardada em seu coração?

    Enfim, Blaine não perdeu tempo. A mochila de May estava jogada pelo terreno lamacento da chuva que havia ocorrido há algumas horas. Era uma mochila azul, com traços brancos. Havia vários zíperes e descobrir em qual estava a Pokébola dita por May seria difícil.

    O jovem logo agachou e, em movimentos frenéticos, começou a abrir zíper por zíper e olhar os bolsos da mochila. Não demorou muito para encontrar o zíper de Pokébolas. Mas o problema é que eram “Pokébolas”. Sim, havia duas esferas bicolores.

    — Ei May, qual destas duas é a certa? — interroga Blaine, enquanto retira as duas esferas da mochila e mostra-as para a garota, que permanecia deitada no chão.

    — É-é a da-da di-direita! É só aper-apertar o bo-botão no cen-centro para ela au-aumentar de ta-tamanho e jo-jogar para o al-alto!

    Olha, eu realmente não entendo este mundo de treinadores. Como eles conseguem diferenciar as Pokébolas sendo que elas são iguais?

    Apesar de pouco compreender como a jovem conseguira diferenciar as Pokébolas, Blaine não hesitou para pensar: clicou no botão do centro da esfera que carregava em sua mão esquerda e a jogou para o alto.

    Ao jogar o objeto para o alto, este se abriu e um feixe de luz luminoso e branco surgiu de dentro da esfera e se direcionou até o chão. As luzes ficaram por poucos segundos no terraço até darem espaço para uma pequena criatura alaranjada e que se parecia com uma galinha.


    Uau, não sabia que até estes objetos tinham essa frescura de luz. Interessante, mas desnecessário. Aliás, nunca vi este Pokémon galinha. Prevejo ter que comer muitas omeletes durante a viagem...

    O rapaz tentava se comunicar com a ave para que ela entendesse o que estava ocorrendo no local, mas bastou um olhar da mesma para sua treinadora, um olhar para os olhos raivosos do Shroomish e um olhar para os olhos desesperados de Blaine para entender a situação.
    A batalha estava prestes a iniciar. A lua iluminava a clareira em que primos e Pokémon estavam. De um lado: Blaine e a criatura de May, Torchic. Do outro lado: um selvagem e furioso Shroomish.

    O pequeno cogumelo partiu para o ataque primeiramente e jogou a pequena galinha contra uma árvore da clareira com um Tackle que dera. O rapaz se assustara com a rapidez da pequena criatura adversária.

    Enquanto o pequeno Torchic se levantava da pancada, Blaine sabia que teria que mandá-lo fazer algo, mas não sabia o quê. Ele não tinha conhecimento dos ataques do Pokémon de sua prima.

    — M-May, me ajuda! O que eu faço para deter este bicho? — indagou o jovem à sua prima que continuava no estado de paralisia.

    — Pe-peça pa-para o To-torchic u-usar o Ember!

    Então o nome dessa ave é Torchic?

    Ao ouvir, com um pouco de dificuldade de entender, sua prima dizer para que ele mandasse o Torchic usar o Ember, o rapaz não hesitou e ordenou:

    — Use o Ember para detê-lo!

    A pequena galinha, que já estava de pé, abriu o seu bico e cuspiu pequenas brasas alaranjadas que foram em direção do Shroomish. As brasas atingiram o pequeno cogumelo e parece terem causado um dano um pouco mais incomum, pois deixaram o Shroomish com algumas marcas negras pelo corpo nos locais em que o ataque havia acertado.

    Cara, que legal! Gostei do efeito deste ataque!

    Blaine, vendo o pequeno sucesso com seu primeiro ataque em uma batalha, passou a transmitir mais confiança, no entanto ele estava sendo um pouco precipitado já que a batalha ainda estava no começo e Shroomish ainda tinha forças o suficiente para continuar a batalhar.

    O cogumelo então partiu para o contra-ataque. Ele saltou em um galho de uma das árvores da clareira para tomar impulso e se jogou para cima da pequena ave, derrubando-a e ficando sobre ela.

    Ao ficar em cima do Pokémon alaranjado, o cogumelo então abriu a sua boca e uma luz esverdeada começou a sair dela. Vendo que isto não era um bom sinal, o rapaz ordenou mais uma instrução ao Torchic para que ele saísse daquela enrascada:

    — Torchic, fuja daí. Use o Ember para jogá-lo longe.

    Era uma briga de forças e de velocidade. Shroomish já estava sobre a pequena galinha, então provavelmente o Torchic teria que deter de mais velocidade para utilizar mais uma vez seu ataque e retirar aquela criatura de seu corpo.

    No entanto, a sorte acabou por não beneficiar Blaine e não havia mais tempo para Torchic impedir o ataque. Shroomish logo solta uma espécie de raio esverdeado sobre a galinha. O raio serviu para o cogumelo se impulsar para trás e sair de cima do corpo do Torchic, além de deixar a galinha em maus lençóis e a machucando-a.

    O pior, no entanto, era que as feridas do Shroomish causadas pelo ataque que recebera do Torchic anteriormente estavam sumindo. Este era o efeito do ataque Absorb, demonstrando que o cogumelo havia sugado parte das energias da galinha.

    Caraca, como isso? Ele se curou usando as energias do Torchic, mas que cara sacana. Depois dizem que humanos que são maus.

    Blaine demonstrava que estava preocupado com Torchic. As emoções da batalha estavam causando reações sobre o rapaz. Em seu rosto algumas gotas de suor passavam a escorrer e a demonstrar o nervosismo que o garoto passava.

    Parecia que ele sentia que uma batalha não se passava de um simples passatempo bobo e simples, mas algo também que envolvia estratégias, paciência e união. Mais nervosismo sofria era May, que deitada na grama lamacenta da clareira via o seu primo enfrentar pela primeira vez uma batalha e angustiava-se ao ver que não podia ajudar muito. Era doloroso para ela ver também que seu Pokémon poderia sofrer com os resultados daquele confronto.

    O rapaz, então, relembrou de um momento no qual o pequeno cogumelo havia saltado de um galho de uma das árvores ao redor da clareira e pegado impulso para derrubar e ficar sobre o Torchic.

    Ele percebera que poderia aproveitar o campo para lhe oferecer vantagem e passou a olhar em volta. A vegetação da clareira era composta por árvores que eram detentoras de copas molhadas e arbustos recheados de berries dos mais variados tipos.

    Então, o jovem pensou que a ave tinha de vantagem o seu ataque de fogo e, como o fogo podia queimar a vegetação da floresta, logo teve uma ideia.

    — Torchic tenho uma ideia para acabar com esse cogumelo. Mire na árvore que está atrás dele e use Ember sem parar no tronco dela!

    A ave ouviu e entendeu os comandos dados por Blaine e, mirando no tronco da árvore que estava atrás do Pokémon cogumelo, passou a soltar diversas brasas seguidas e o tronco foi começando a se queimar.

    Enquanto isso, o Shroomish, não entendendo o plano que o jovem e Torchic estavam fazendo, permanece no local e começa a abrir sua boca, de onde começa a surgir um feixe de luz esverdeado, o mesmo de outrora. Isto significava que o cogumelo estava planejando atacar com mais um Absorb.

    — Torchic, mais rápido! — grita Blaine, ao ver que Shroomish planejava atacar a galinha.

    Se da última vez a velocidade de Torchic não foi o suficiente, parece que desta vez ela trouxe outros resultados. O tronco teve uma parte toda queimada e que começou a se rachar. Então, a árvore foi aos poucos caindo e caiu sobre o cogumelo, bem no momento que o raio esverdeado estava prestes a atingir a ave de May.

    Blaine, vendo o sucesso do seu plano, levantou o tronco de cima do Shroomish utilizando todas as suas forças e vendo que o pequeno cogumelo estava desmaiado pelo chão, jogou o tronco para o lado inverso e começou a pular de alegria.

    — É isso aí, conseguimos! — grita Blaine, dando pequenos saltos de alegria.

    — Tor... Chic! — grita também Torchic, fazendo o mesmo que o garoto.

    Ao ver o sucesso do primo na batalha, May, com muito esforço, conseguira mexer os lábios para esboçar um sorriso. A garota estava feliz pelo primo e via que teria um ótimo acompanhante de jornada.

    Mas a felicidade mesmo transbordava era de Blaine, que esboçava um sorriso tão largo que seus lábios até doíam. Ele ainda segurava a Pokébola errada que pegara na hora de questionar à May qual a Pokébola que continha Torchic e resolveu fazer um gesto com ela para provocar o inimigo derrotado.

    — Quem mandou ser tão durão assim? Sabia que ia ganhar, toma isso cogumelo! — ironizava Blaine, enquanto jogava a esfera bicolor sobre a criatura para irritá-la, mesmo sabendo que estava nocauteada.

    O jovem ainda continuava a comemorar, mas sua prima já não estava tão feliz e lembrava o rapaz de sua existência.

    — B-Blaine! — gritava a garota, ainda com esforço para falar devido à paralisia — Su-sua festa já aca-acabou?

    — Ah, foi mal May! Vou te levar no hospital de Petalburg para curar-lhe desta paralisia, agora podemos ir já que o “pobre” Pokémon está caído no chão!

    — Hu-hum, m-mas es-espera. Vo-você jo-jogou aque-aquela outra Pokébola ne-nele?

    — Sim, qual o problema?

    — De-desvie o seu o-olhar pa-para onde ele es-estava!

    Blaine, ao desviar sua visão para o local onde o Shroomish estava, vira que só restava no local a Pokébola que havia jogado por ali. Ou seja, o jovem havia capturado o Pokémon sem querer e agora pertencia a ele.

    — O que aconteceu com ele, a Pokébola sugou ele? — indaga Blaine, confuso.

    Aah, eu mereço. Justo quando achava que o Blaine tinha ficado um pouco mais esperto, ele me fala que não sabe que capturou o Pokémon. Vou ter um longo caminho para mostrar-lhe o que uma boa escola deveria ter mostrado a ele.
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    Notas do Autor: Então, finalmente tivemos algo de Pokémon na Fanfiction! A primeira batalha e a primeira criatura de brinde. Por isso, o mistério teve que ter sido deixado um pouco de lado, mas ele não vai sumir não. Como podem ver neste capítulo, Blaine pode até ser um bom protetor, mas entende bem pouco de Pokémon e isso vai garantir mais situações como essas da captura do Shroomish durante a história, podem ter certeza ^^ Ah, e não se esqueçam de comentar dizendo o que acharam, os comentários animam demais =D
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    Re: [Fanfiction] Pokémon: The Legends - Capítulo 3

    Mensagem por Math_Geek em Sab 28 Nov 2015, 15:57

    Uma das coisas que mais me irritam quando fazem algo relacionado à pokémon são os golpes,que traduzem. Acho muito melhor usa-los assim,com os nomes originais.

    Parabéns mais uma vez,está ficando cada vez mais legal ^^
    No aguardo da próxima o/
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    Re: [Fanfiction] Pokémon: The Legends - Capítulo 3

    Mensagem por Brake em Qui 17 Dez 2015, 18:18

    Demorou, mas chegou. Capítulo 3 fresquinho saindo, galera! Confiram-o Wink
    Ah, já aviso que o Capítulo 4 demorará um pouco mais a ser lançado, só ano que vem poderão lê-lo, pois é o único que não estava pronto =/

    -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

    Capítulo 3
    ~
    Avance - Em rumo ao horizonte


    “O hospital”

    Dentre tantos locais que gostamos de ir, de explorar, de morar, podemos dizer claramente que este é o lugar que as pessoas mais evitam visitar. No entanto, evitar não significa que algum dia você não terá que frequentar tampouco precisar dos serviços que são prestados apenas neste tipo de localidade.

    No tropical continente de Hoenn, a maioria das cidades contém um hospital ou pronto-atendimento. Porém, ainda há vilarejos atrasados em desenvolvimento em que a população local tem de aderir à ajuda das metrópoles próximas ao precisar de prestamento médico.

    O mais estranho é que enquanto os serviços de saúde para humanos não atingem uma boa parcela do continente — e ainda por cima são de qualidade duvidosa — para os Pokémon o contrário ocorre, já que por todo o continente existem grandes centros de saúde detendes de uma tecnologia avançada, marcados por, inclusive, oferecem um serviço de hospedagem para viajantes em jornada, nos quais há um prestamento de serviço de saúde exclusivo para os monstrinhos sem cobrança de alguma taxa.

    O que dava a entender era que os humanos eram inferiores às criaturas, pelo menos naquele continente, e isto foi um pretexto para diversas manifestações populares ocorridas principalmente nas cidades de Petalburg, Rustboro e Mauville, que compõem a lista de maiores metrópoles de Hoenn.

    Porém, quem precisava dos serviços não adiantava reclamar, teria que enfrentar o problema. No momento quem estava sobre serviços médicos do hospital público de Petalburg era May. A garota havia inalado uma cortina de esporos de um sóbrio, porém raivoso, Shroomish que havia lhe causado efeitos de paralisia.

    Graças ao seu primo, ambos conseguiram chegar ao hospital após uma longa caminhada de retorno do bosque de Petalburg, espaço onde todo o transtorno ocorrera. O sol, inclusive, já surgia pelo céu cinzento de pós-tempestade e clareava as casas e as avenidas da metrópole.

    Alguns automóveis já começavam a perambular pelas ruas e os Whismur que habitavam os becos da cidade à luz do luar, começavam a se esconder atrás de latões e tocas, provavelmente pretendiam descansar após uma noite agitada.

    Enquanto a cidade começava a se movimentar, Blaine limpava com uma flanela alaranjada uma esfera bicolor vermelha e branca há mais de minutos. Ele se encontrava sentado em um banco de um dos corredores do hospital de Petalburg.

    O centro de serviços médicos era grande. Continha três andares. O térreo era o andar que continha fileiras de cadeiras, local onde se aguardava o atendimento médico, e um balcão a oeste, local onde se marcavam as consultas. Continha também três salas, uma em que a enfermagem tratava da pesagem e das fichas médicas dos pacientes, e as restantes onde se tinha a farmácia e o depósito de medicamentos.

    O segundo andar era um corredor extenso, onde havia diversas salas de consulta e o centro de exames. Tinham-se vários bancos para os pacientes aguardarem o chamamento do médico depois de feita a ficha médica e a pesagem no andar abaixo.

    Já o terceiro andar, onde Blaine se situava, era o pronto socorro. O andar era mais um corredor extenso e cheio de salas de ambos os lados, muito similar ao andar abaixo. Ali eram realizadas as emergências.

    O garoto aguardava à sua prima que estava em repouso e se recuperando da paralisia em uma das salas da emergência. Paciente, enquanto enfermeiros e médicos perambulavam de um lado a outro pelo corredor, ele continuava a admirar e a limpar sua Pokébola, nova moradia de um Shroomish recém-capturado.

    Cara, eu nunca fui muito de apreciar Pokémon, mas tenho que admitir que fiquei muito feliz depois que capturei sem querer esse Shroomish, sendo que eu não sabia direito o que era uma captura.  Sabe aquela sensação de vitória? Eu nunca havia sentido aquilo, foi muito emocionante.

    O jovem estava com os pensamentos longes, havia até esquecido o motivo de estar ali e a preocupação para com sua prima. Após uma sucedida primeira batalha ele já se imaginava batalhando contra poderosas criaturas, encurralando-as e as capturando.

    No entanto, seus pensamentos avoados estavam prestes a sofrer uma pausa. Um médico robusto, de cabelos castanhos e que tinha de auxílio à visão um par de óculos, chamou a atenção do jovem. Provavelmente tinha uma notícia a lhe dizer:

    — Ei, garoto!

    O rapaz chamava Blaine, mas este continuava olhando para sua esfera bicolor em mãos.

    — Ei, menino! — chamava mais uma vez o médico, desta vez cutucando o garoto.

    Apesar de cutuca-lo, o jovem continuava a olhar para a esfera e o médico tentava mais uma vez:

    — Moleque, acorda! — chamava a atenção de novo desta vez balançando o jovem.

    Devido à sua força maior comparada à de Blaine, ao balança-lo o jovem acabou caindo do banco em que estava sentado e bateu sua cabeça no chão do corredor do hospital, o que serviu para “acordá-lo”.

    — Ai, ai! — reclamava o garoto de dor, com uma de suas mãos em sua cabeça e enquanto ao mesmo tempo começava a se levantar e a encarar o médico — O que é isso? Desde quando um médico pode empurrar um paciente?

    — Desde quando o médico tenta falar com o paciente, mas ele parece estar sofrendo de surdez. Eu estava te chamando garoto e você nem sequer estava me ouvindo!

    — Eu estava pensando em coisas muito importantes, por que me atrapalhou?

    — Porque eu achava que você se preocupava com sua namoradinha que está na sala de emergência!

    — Namoradinha? — se encabula Blaine — E-ela não é minha na-namorada não!

    — Então por que ficou gago? — indagava o médico, que cruzava os braços.

    — Ela é minha prima, rapaz! E pare de zombar de mim, senão quem vai para a emergência é você! — ameaçava Blaine, enquanto já levantado passava a encarar o funcionário.

    — Não estou sendo pago para ficar ouvindo ameaças de um moleque que acabou de entrar na puberdade e nem sabe o que é mulher ainda! Só vim dizer que sua prima está melhor e que vocês já podem ir embora. De preferência, não voltem mais. Há alguns postinhos de saúde pela cidade, provavelmente eles aturarão de uma forma melhor vocês!

    Blaine sempre fora calmo e nunca de arrumar briga, por isso apartou a discussão e adentrou a sala ao lado do banco que fora empurrado, a sala em que May se situava, mas ainda encarando o médico e com seus punhos fechados.

    A sala continha uma cama e alguns equipamentos médicos. Ao lado leste, tinha-se uma janela que dava imagem ao céu azulado da metrópole. May já se encontrava em pé. Ela organizava a sua mochila, remexendo alguns objetos e organizando alguns bolsos. Ao ver que Blaine adentrava ao local, dirigia sua visão a ele e ouvia a indagação que o seu primo dizia:

    — May, você está melhor?

    — Sim, estou. Mas, pelo amor de Arceus, não é? Que hospital mais xexelento. Não trouxeram nem café da manhã para eu na bandeja; os médicos ficam com cara feia para os pacientes; as enfermeiras têm penteados horríveis e o pior, demoraram a madrugada inteira só pra curar uma paralisia! Ah, e não é só isso...

    Eu estranhei que ela estava demorando para reclamar do hospital.

    O rapaz escutava as reclamações de sua prima, mas voltava a se imaginar batalhando e capturando as criaturas de bolso. Quem diria que um rapaz que não sonhara que um dia viajaria, hoje já sonha capturando todos os Pokémon do universo.

    Entretanto, assim que começa a refletir nisso, lembra que ainda não havia avisado seu pai sobre tudo que ocorrera e que ele iria partir em jornada, tampouco havia ainda dado o dinheiro ganho para atuar como “guarda-costas” de May na jornada da garota.

    Aproveitando que já estava em Petalburg, o jovem cortou a fala de May e já correndo para a porta de saída da sala, avisou:

    — May, depois a gente se encontra, tenho que conversar com o meu pai sobre esta jornada, te vejo depois!

    — O quê? Espera e... — responde May, que se interrompe ao ver que seu primo já saíra do local.

    Teimoso. Tenho que dar o Pokémon dele... Mas, deixa pra lá, vou sacar um pouco de dinheiro no banco, eu não aguento ficar sem!

    Os primos, então, saíam de lados opostos do hospital.

    Blaine já não aguentava mais estar vestido com aquela capa de chuva, ela estava ensopada e se não a tirasse poderia se resfriar. Por isso, ao descer as duas escadas do centro médico e sair do local, começou a correr pelas ruas e avenidas da metrópole. Estava a procurar sua casa. Ela era localizada em um dos bairros da periferia da cidade e como não era acostumado a vagar pelo centro de Petalburg, acabou se perdendo em alguns desvios e teve de apelar pelas placas de localização.

    Demorou, mas finalmente ele encontrara o caminho para o seu bairro. Ele era o bairro mais afastado da cidade e o conjunto de casas que o formavam se situavam sob uma colina, ou seja, as ruas não eram retas e proviam morros.

    Com pouco fôlego de tanto correr, a passos lentos Blaine começou a caminhar por estes morros. Olhando para baixo tentando escapar sua visão dos raios solares e de boca aberta para auxiliar sua respiração, o rapaz só pensava em chegar ao topo, mas parecia que nunca chegava a seu destino. Seu rosto estava coberto por gotas de suor que caiam e pingavam sob o chão áspero da calçada em que o jovem caminhava.

    Em suas mãos segurava a capa de chuva negra e a camiseta azul e desbotada que vestia já estava ensopada pelo suor. Seus cabelos castanhos detinham da mesma condição e causavam um odor forte. As botas que calçavam pareciam estar lhe torturando, pois seus pés doíam de tanto andar.

    Mas, o jovem estava persistente. Já estava quase a ponto de chegar ao topo.

    Cara, parece que um nunca andei por aqui. Porque estou tão cansado e não chego nunca?


    ...


    — Olá, senhor Stone. O que deseja? — uma voz doce, feminina e sedutora soava pela mais enorme sala do edifício-sede da corporação Devon.

    A extensão da sala era aproveitada. Estofados, armários e uma mesa redonda ocupavam a maior parte do local. O piso era avermelhado, feito do mais refino porcelanato. No teto, um lustre era pendurado e refletia a luz das lâmpadas com um conjunto de cristais que o formava.

    À ponta mais norte da mesa redonda, uma poltrona de estofado cor-de-vinho localizava-se abaixo de um quadro de um jovem sorridente, de cabelos acinzentados e que vestia um paletó. A poltrona estava virada ao contrário, mas assim que a voz charmosa de uma moça que acabara de entrar pela porta de madeira localizada à sul, que esbanjava sensualidade em um vestido roxo e que com seus olhos azulados por trás de um par de óculos chamava a atenção de qualquer homem, ecoa pelo local, a poltrona se virava e um senhor sentado nela olhava de cima à baixo a mulher e respondia:

    — Huum, Amanda. Você sabe que eu tenho uma queda por secretárias e você ainda vem toda charmosa assim hoje.

    Era uma voz grossa. O rapaz que a detinha era de um senhor. Continha uma barba branca e poucos cabelos, mas os que tinha eram de mesma cor da barba. Vestia um paletó negro, com gravata azul, parecido com o do jovem do quadro. Era conhecido como senhor Stone.

    — Aah, senhor Stone, assim você me encabula. Só queria lhe informar que seu filho pediu para que ligasse a ele, parece urgente!

    — Entendo, provavelmente deve ser por causa das pesquisas que ele está fazendo. Steven, Steven. — profere o homem, se levantando da cadeira e olhando para o quadro acima dele — Você não muda mesmo, não para de dar orgulho, mas pensa demais nos outros. Amanda. — dirige sua visão à secretária — Diga a ele para me ligar mais tarde, daqui a pouco teremos uma reunião com os acionistas e preciso rever a pauta. Muito obrigado pelo aviso.

    A secretária, tida como Amanda, se curva e sai do local, fechando cuidadosamente a porta da sala do senhor Stone, presidente da corporação Devon, e anda por um dos corredores do edifício até encontrar sua sala. A primeira coisa que faz ao adentrar ao local, consideravelmente menor que a sala do presidente e que continha uma única mesa que compunha a maior parte do espaço (sendo uma mesa mal organizada com papéis jogados por todos os lados), é pegar um telefone sem fio que estava sob diversos papéis, pressionar alguns botões e colocá-lo em seu ouvido.

    — Alô?... É a Amanda... O velho vai fazer uma reunião hoje, acho que você vai ter que adiar o seu “pequeno projeto”...


    ...


    Longos e demorados passos, mas finalmente Blaine chegara ao destino: sua casa. Sua moradia se localizava numa rua pacata, a qual não detinha de postes de iluminação, tampouco de uma rua asfaltada. Mas, continha algo interessante de se ver: devido à sua localização alta, era possível ter uma vista aérea da cidade de Petalburg e de algumas colinas ao redor.

    As casas daquela rua eram todas próximas uma das outras, por isso não detinham de quintal. A moradia de Blaine era tão simplória quanto às de seus vizinhos: era feita de um teto recheado de furos, o qual era responsável por trazer indesejáveis goteiras em dias de chuva; por mais que a estrutura da casa fosse feita de tijolos, estes não eram muito resistentes e inclusive já estavam trazendo um mofo para dentro do local; a pintura estava arcaica, já rachada e a cor que a sobreponha era um amarelo-claro todo manchado.

    Ao finalmente ver que havia chegado onde tanto queria, Blaine retirou de um dos bolsos de sua calça o envelope branco o qual sua prima havia lhe dado, olhou por alguns instantes para ele e se dirigiu até a porta. No momento em que iria abri-la, vê ela se abrindo sozinha e da casa saindo um homem alto, com cabelos despenteados e ao ver o jovem diz:

    — Blaine? — se espanta o rapaz — Onde é que você estava filho? Quer me deixar maluco? Eu não dormi a noite inteira de preocupação! — em seguida, abraça Blaine.

    O rapaz em questão era o pai do jovem. Seus cabelos eram castanhos, assim como seus olhos. Estava vestindo um macacão negro e calçava um par de botas de jardineiro de mesma coloração do macacão e que estavam manchados de barro.

    As pessoas o chamavam de JR, mas seu verdadeiro nome era Jorge Rock. Estava indo para o seu trabalho que era o de jardinagem.

    Apertava seu filho com força em um abraço, provavelmente a preocupação dele era grandiosa. Logo o abraço acaba e o jovem não poderia escapar de dar a notícia ao seu pai. Saberia que provavelmente ele não aceitaria, mas o próprio já havia criado um profundo e pequeno desejo de viajar junto à May.

    — Pai, eu estava na floresta, eu já tinha te avisado. É que eu acabei me perdendo, depois começou a chover e tive que proteger a May...

    — May? — se espanta — O que aquela mimada queria com você?

    — Pai, ela não é tão mimada assim e... Bem... Ela me fez uma proposta.

    — E que proposta é essa? — indaga o pai, curioso.

    — Ela quer que eu viaje junto com ela, porque a tia Maria quer que alguém tome conta dela e como ela quer alguém confiável me ofereceu esse dinheiro para que eu viajasse junto com a May — concluí, mostrando seu envelope ao pai.

    A primeira coisa que o homem pensa em responder é “não”, mas esta pergunta o pega de surpresa ainda mais depois de sofrer de preocupação a noite toda por causa de seu filho. Então, ele começa à ficar alguns segundos em silêncio: observa o envelope, olha para o rosto do filho, olha para a paisagem em sua frente da cidade abaixo.

    Que pai ou mãe gostaria de ver seu filho afastado de si, encarando o mundo? Mas, ao observar novamente o envelope em mãos de Blaine, ele passa uma de suas mãos em sua testa franzida e, encarando bem no fundo dos olhos de seu filho, o responde:

    — Blaine, eu já te avisei para ficar longe da família da Maria. Eles são pessoas bem diferentes de nós. Mas, bem, eu não posso te impedir de sair por aí, não é? Hoje em dia o que mais tem é moleque saindo de casa com mesma idade que você. Só quero lhe avisar uma coisa: tome cuidado, muito cuidado, ainda mais se tratando desses riquinhos. Quero que você me de notícias, senão eu vou te achar e eu vou te trazer de volta, entendeu?

    O jovem não acreditara na resposta do pai. Achava, com toda a certeza, que este iria recusar sua proposta. O rapaz nem responde o pai, apenas o abraça fortemente, com seus olhos fechados e estampando um sorriso largo. Aos poucos se via que Blaine estava mudando: influência de May ou do pequeno Shroomish que havia capturado?

    — Obrigado, pai. Obrigado mesmo. Pode deixar que não te deixarei sem notícias e muito menos desamparado. — agradece Blaine, soltando seu pai e lhe oferecendo o envelope — Tome este envelope, eu acredito que dará para pagar suas dívidas e se você ficar apertado comigo não te ajudando mais por aqui, me avise que eu volto correndo!

    O rapaz, vendo o agradecimento do filho, deixa escorrer algumas lágrimas pelo seu rosto e mais um abraço acontece entre os dois. Blaine acaba também molhando sua face com lágrimas, apesar de não ser um adeus era a primeira vez que o jovem ficaria longe do pai. Aquilo era um “até logo” entre os dois.

    O abraço então, que fora mais demorado, se encerra. Pai e filho então apertam as mãos. O jovem ainda entra em sua casa para arrumar uma mochila com seus pertences de jornada, logo sua aventura estava prestes a se iniciar.


    ...


    Passadas algumas horas....

    — Ai meu Arceus! Aonde aquele moleque se enfiou?

    Caminhando por uma das diversas avenidas da metrópole de Petalburg, May acabara de sair de um Centro Pokémon, onde as energias de seu pequeno Pokémon haviam sido restauradas após o seu último confronto na noite anterior.

    Olhando de um lado a outro ela procurava por seu primo, que havia sumido desde a última vez que ambos se encontraram. Olhava para a esquerda e via automóveis perambulando, olhava para a direita e via altos edifícios. Ela pensara em ligar para o primo, mas lembrou-se que ele não possuía um telefone móvel.

    Entretanto, sua procura estava prestes a se encerrar. Via, de longe, em um cruzamento, Blaine, agora vestindo uma camiseta avermelhada com listras negras e levando consigo uma mochila esverdeada.

    A garota, ao avistar o parente, começou a correr até chegar ao cruzamento em que o primo, que parecia também estar procurando ela, estava e após o sinal do semáforo que permitia o atravessamento de pedestres naquele cruzamento, a garota atravessa a rua e alivia também Blaine que realmente a lhe procurava da mesma forma.

    — Finalmente eu te encontrei, hein. Por que tanta demora? — indaga a garota, olhando de baixo a cima o primo e percebendo que ele havia trocado de roupa.

    — Ué, fui falar com meu pai e ele permitiu que eu saísse em jornada!

    — Sério? — se alegra May, estampando sorriso — Então, eu vou te dar mais um presente. — concluí, colocando sua mochila ao chão e retirando de dentro dela uma esfera bicolor. — Tome, essa Pokébola contém outro Pokémon que um amigo da minha mãe me deu, junto com o Torchic. Você vai precisar dele para lhe ajudar junto com o Shroomish!

    A garota entrega a esfera a Blaine e este, observando a bola, clica no botão do centro e dela saí uma criatura que nunca vira antes: parecia ser um peixe, mas ele andava por terra também e era azulado. A criatura olha para todos os lados assim que é solta e a primeira pergunta que Blaine faz ao vê-la é:


    — Que Pokémon é esse?

    -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

    Notas do Autor: Esse capítulo teve um pouco de enrolação, mas ainda assim é um capítulo importante. No próximo capítulo finalmente teremos o início de tudo e a saída deste núcleo inicial. Espero que tenha gostado do capítulo, deixem suas opiniões que animam-me bastante ^^
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    Re: [Fanfiction] Pokémon: The Legends - Capítulo 3

    Mensagem por Brake em Sab 19 Dez 2015, 12:10

    Passando para dar um Up para alguém... ler Brock Sad
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    Re: [Fanfiction] Pokémon: The Legends - Capítulo 3

    Mensagem por Math_Geek em Sab 19 Dez 2015, 12:32

    Eita, tem plasma reverso,colocando os direitos das pessoas acima dos pokémon? Razz

    Gostei desse, mas realmente teve muita enrolação -q
    Aguardando o próximo, em quenas coisas vão começar a ter mais sentido (esses mistérios no ar aí...).

    Re: [Fanfiction] Pokémon: The Legends - Capítulo 3

    Mensagem por Ygor Salsa em Sab 19 Dez 2015, 15:56

    Eu estou lendo todos que você postou, porem vou ir comentando na medida que achar interessante a ponto de comentar e por minhas ideias e teorias sobre a historia. Porem, estou gostando do desenrolar da historia.
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    Re: [Fanfiction] Pokémon: The Legends - Capítulo 3

    Mensagem por Hoshi no Kirby em Ter 06 Set 2016, 17:45

    Li apenas o prólogo, mas já achei bem legal! Eu posso ter lido pouco, mas já deu pra ver que a história é bem interessante, e também está sendo muito bem escrita!

    Depois vou até ler o resto dela, achei o prólogo muito bem feito! Bom trabalho @Brake!
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    Re: [Fanfiction] Pokémon: The Legends - Capítulo 3

    Mensagem por MikaelJMuller em Sex 09 Set 2016, 23:11

    Finalmente li a fanfic, estou deixando para depois desde que lançou, me arrependi, me arrependi de ter deixado para depois Razz
    A história realmente está muito boa, eu não sabia que você escrevia bem assim, gostei muito de ver um mundo pokémon "mais realista", gostei da parte dos protestos e das outras explicações e demonstrações de como a sociedade funciona nesse mundo.
    Eu simpatizei bastante com o personagem principal, apesar de que o nome me faz o imaginar como um velho careca, a prima eu gostei também, mas acho que isso de "menina mimada" ficou muito genérico, espero que a personalidade dela se destaque um pouco mais nos próximos episódios, se houverem. O pai teve uma aparição rápida, mas ainda assim foi possível ver bem sua personalidade e seus sentimentos.
    Também achei legal as cenas paralelas, deixam a história menos saturada e dão um tom de mistério, estou especulando qual será sua interação na trama principal, teorizo que tenha relação com a divida do pai do Blane, talvez ele tenha se metido com apostas ou tenha relação com a morte da mãe, realmente espero que a fanfic continue, é uma pena que tenha tão poucos leitores.

    A parte que eu mais gostei foi a batalha contra o Shroomish, eu mesmo me imaginei como um treinador pokémon, gritando ordens para o monstrinho acho que vou me meter com rinhas. As passagens da cabana e do hospital também foram ótimas, é muito bom uma leve descontração de vez em quando, mesmo quando o tema da história é mais sério, e eu estou shippando incesto.
    Enfim, claro que não é algo profissional, não é um Harry Potter da vida, mas eu ainda sim gostei de verdade, apesar da minha opinião ser de um mero leigo, é claro.

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    Re: [Fanfiction] Pokémon: The Legends - Capítulo 3

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