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    Recomendem-me jogos da sexta geração abaixo!

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    Recomendem-me jogos da sexta geração abaixo!

    Mensagem por Convidado em Qua 06 Ago 2014, 14:34

    tou querendo jogos da sexta geração para jogar mais não sei quais jogar, pode ser qualquer jogo portanto que seja bom!

    OBS: tou esperando sair o chronno cross em pt-br para jogar mais isso não significa que não sei inglês so significa que eu sou um LIXO em inglês.
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    Re: Recomendem-me jogos da sexta geração abaixo!

    Mensagem por Cortex em Qua 06 Ago 2014, 14:53

    Dicas pra vc.

    0- Metal Gear Solid: Twin Snakes
    1- Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty
    2- Metal Gear Solid 3: Snake Eater
    3- Shadow of the Colossus
    4- ICO
    5- The Legend of Zelda: Wind Waker
    6- The Legend of Zelda: Twilight Princess
    7- Crash Bandicoot: Wrath of Cortex
    8- Crash TwinSanity
    9- Red Dead Revolver
    10 - Halo 1: Combat Evolved
    11 - Halo 2
    12 - Super Mario Sunshine
    13 - Mario Party 4,5,6 e 7
    14 - Mario Kart: Double Dash
    15 - God of War 1
    16 - God of War 2
    17 - Gran Turismo 3: A-Spec
    18 - Gran Turismo 4
    19 - The Elder Scrolls III: Morrowind
    20 - Half Life 2


    Acho que é uma bela lista  HEUHEUEHE... TEM MUITO MAIS, mas to com preguiça de dizer, tem Jak and Daxter, Prince of Persia, tem Black, The Warriors, Sonics, Spyros, Manhunt, Kingdom Hearts, Final Fantasy, Valkyrie Profile, e etc.
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    Re: Recomendem-me jogos da sexta geração abaixo!

    Mensagem por Urashima em Qua 06 Ago 2014, 15:00

    Bom, já que você não especificou pra qual plataforma você quer eu vou te recomendar alguns jogos de GameCube e DreamCast que foi as duas plataformas que eu mais joguei na sexta geração;
    - Viewtifull Joe 1 e 2
    - Pikmin 1 e 2
    - Metroid Prime e Metroid Prime Echoes
    - F Zero GX
    - Super Smash Bros. Melee
    - Soul Calibur 2
    - Sonic Adventure Emerald Coast
    - Crazy Taxi
    Shenmue 
    - Residen Evil Code Veronica
    - Marvel vs Capcom 2
    - Dead or Alive 2
    - Jet Set Radio
    - Phantasy Star Online
    - Shenmue 2 
    - Sonic Adventure 2

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    Re: Recomendem-me jogos da sexta geração abaixo!

    Mensagem por Slaughterworm em Qua 06 Ago 2014, 15:01

    Beyond of Good and Evil
    Prince of Persia Sands of Time

    Se tiver console Nintendo
    Eternal Darkness
    Wind Waker
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    Re: Recomendem-me jogos da sexta geração abaixo!

    Mensagem por ari789 em Qua 06 Ago 2014, 16:48

    Sonic Adventure 2 ( DC/GC/PC/PS3/X360 )

    por que isso aqui é simplismente épico :
    Spoiler:




    Sonic Heroes Sad PS2/GC/PC )
    Spoiler:



    Crazy Taxi : ( DC/PS2/GC/PC/XBOX/GBA/X360/PS3 )
    Spoiler:



    Soul Calibur 1/2 ( DC/PS2/GC/XBOX/PC/X360/PS3 )
    Vale lembrar que cada versão da Sexta geração tem um personagem exclusivo

    No Caso da versão Game Cube tem nada mais nada menos que o LINK do Ocarina Of Time
    Spoiler:




    Resident Evil Code Veronica ( DC/PS2/GC/X360/PS3 )
    Spoiler:



    Dead Or Alive 2 ( DC/PS2 )
    Spoiler:



    Marvel vs Capcom 2 ( DC/PS2/Xbox/PS3e4/X360e1)
    Spoiler:



    Shenmue 1/2 ( DC/XBOX/X360/PS3 )
    Spoiler:



    O Ultimo Crash legal :

    Crash Bandicoot 4/Crash Bandicoot: The Wrath of Cortex
    ( PS2/GC/XBOX )
    Spoiler:



    Crash Nitro Kart ( PS2/GC/XBOX )
    Spoiler:



    Phantasy Star Online ( DC/GC/XBOX/PC )
    Spoiler:


    Vale lembrar que existe um servidor Private ainda Online na qual da para jogar GC/DC ( Com o Modem/Adapter é claro ) simultaneamente com o PC/DC/GC

    Eu Coloquei multiplataformas por que não sábia qual console você tinha

    e sim antes pergunte sou fã do Dreamcast XD , é dificil acreditar que tem gente que pensa que esse console não tem jogos bons X_x

    Mas tem outros exclusivos bem fodas também

    God of War 1/2 ( PS2/PS3/PSVita )
    Super Mario Sunshine ( Game Cube )
    Shadow of The Colossus ( PS2 )
    Pikmin 1/2 ( GC/Wii )
    Smash Bros Mellee ( GC )
    Mario Kart : Double Dash ( GC )
    Mario Kart : Advance ( GBA )
    Sonic Advance 1/2/3 ( GBA )


    Etc... espero ter ajudado ^^


    Última edição por ari789 em Qua 06 Ago 2014, 16:56, editado 1 vez(es)
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    Re: Recomendem-me jogos da sexta geração abaixo!

    Mensagem por ari789 em Qua 06 Ago 2014, 16:48

    Desculpem pelo Double Post


    Última edição por ari789 em Qua 06 Ago 2014, 16:57, editado 1 vez(es)
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    Re: Recomendem-me jogos da sexta geração abaixo!

    Mensagem por Convidado em Qua 06 Ago 2014, 16:53

    Quem disse console? eu sou o rei dos piratas HUE HUE HUE HUE HUE HUE HUE HUE.
    Recomendem qualquer jogo.
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    Re: Recomendem-me jogos da sexta geração abaixo!

    Mensagem por ari789 em Qua 06 Ago 2014, 16:59

    valcilio escreveu:Quem disse console? eu sou o rei dos piratas HUE HUE HUE HUE HUE HUE HUE HUE.
    Recomendem qualquer jogo.
     :guino: 

    Prevejo gente jogando pedra em você.

    Mas de certa forma as empresas não ganham com venda de jogos usados e como boa parte dos jogos da sexta geração ( ao menos os que não foram re-lançados ) foram descontinuados .

    Enfim se pelo visto você é o ''Rei dos Piratas'' saiba que não é qualquer PCzinho por ai que emula PS2/DC/GC perfeitamente o..O
    Alem disso com DC/PS2 você fica sem os ''poucos'' recursos online.
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    Re: Recomendem-me jogos da sexta geração abaixo!

    Mensagem por Convidado em Qua 06 Ago 2014, 17:12

    ari789 escreveu:
    valcilio escreveu:Quem disse console? eu sou o rei dos piratas HUE HUE HUE HUE HUE HUE HUE HUE.
    Recomendem qualquer jogo.
     :guino: 

    Prevejo gente jogando pedra em você.

    Mas de certa forma as empresas não ganham com venda de jogos usados e como boa parte dos jogos da sexta geração ( ao menos os que não foram re-lançados ) foram descontinuados .

    Enfim se pelo visto você é o ''Rei dos Piratas'' saiba que não é qualquer PCzinho por ai que emula PS2/DC/GC perfeitamente o..O
    Alem disso com DC/PS2 você fica sem os ''poucos'' recursos online.

    como tu falou as empresas não vão ganhar nada com jogos re-vendidos, e relaxe meu PC roxa PS2 aos 10 fps HUEHUEHUEHUE.
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    Re: Recomendem-me jogos da sexta geração abaixo!

    Mensagem por Simplesmente Gian em Qua 06 Ago 2014, 18:45

    Resident Evil 0
    Resident Evil 4
    Silent Hill 3
    Super Mario SunShine
    Metroid Prime
    Metroid Prime 2: Echos
    Metal Gear Solid (o remake para GameCube)
    Halo 2
    The Legend Of Zelda: Twilight Princess
    The Legend of Zelda: Collector's Edition


    A maioria é da Big N, admito!!
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    Re: Recomendem-me jogos da sexta geração abaixo!

    Mensagem por Bferrari350 em Qua 06 Ago 2014, 19:24

    Pokémão
    Pokémão de GBC
    Pokémão de GBA
    Pokémão de N64
    Pokémon de GC

    Já dá pra ficar bem feliz com isso.

    edit: também tem GTA, não sei como pude me esquecer de GTA. Tem o III, o San Andreas, o original, o II, o Vice City, o Liberty City Stories e o Vice City Stories, pode escolher qualquer um, apenas não se esqueça do GTA.
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    Re: Recomendem-me jogos da sexta geração abaixo!

    Mensagem por lpslucasps em Sab 09 Ago 2014, 14:58

    Aqui vai uma lista com 100 (cem) jogos que considero essenciais para todo gamer, classificados por geração e ano. Todos da sexta geração ou anterior.

    Limitei o número a 100 porque é um número maneiro. Há algumas omissões de jogos que não coloquei por não achar toda essa Coca-Cola (e.g.: FFVII) e outros que simplesmente (e infelizmente) não joguei (e.g.: Persona). Não obstante, todos que estão aí acho importantes e que valem a pena jogar.

    Um dia, quem sabe, adiciono mais coisas na lista.

    1ª e 2ª gerações:

    Phoenix | 1980 | Arcade


    Influenciado por Galaxian, Phoenix era muito mais do que um clone de Space Invaders. Para começar, ele tinha um senso de progressão, com diferentes estágios e inimigos. Além disso, foi o primeiro jogo comercial a contar com um chefão — a Nave Mãe, que aparecia no quinto nível. Só sua importância histórica já o torna obrigatória, mas o game em si também é bem divertido, com certeza um dos melhores shooters espaciais da época.

    O título foi posteriormente lançado na coletânea Taito Legends, para PC, PS2 e Xbox, junto de outros clássicos da empresa. Vale a pena buscar.

    Rogue | 1980 | PC


    Este jogo foi tão importante que há um gênero inteiro nomeado em sua homenagem — os roguelikes. Fazendo uma mistura de geração aleatória de conteúdo, morte permanente e dificuldade elevada, Rogue tem profundidade e fato replay que intimidam muitos jogos modernos. Imperdoável e viciante, é um daqueles games atemporais, com base fiel de fãs mesmo três décadas depois.

    Quem quiser a experiência clássica, com "gráficos" fazendo uso de caracteres de um terminal, pode baixá-lo aqui. Há também versões com gráficos "de verdade", mas só hereges vão em busca delas.

    Eamon | 1980 | PC


    Uma peculiaridade de jogos de PC é que eles podem ser modificados. Com as ferramentas certas, uma comunidade de jogadores aficionados pode fazer com que um game seja basicamente eterno, sempre com novo conteúdo e desafios.

    Eamon é a prova cabal disto. Criado em 1980, é incrível como este jogo sem gráficos e que funciona com comandos de terminal recebeu, ao longo do tempo, mais de 200 novas quests e aventuras, das mais variadas temáticas. Todas disponíveis a um mero clique de distância na Guilda Online de Aventureiros de Eamon.

    I, Robot | 1983 | Arcade


    Um dos primeiros jogos 3D "de verdade" da história — e um excelente jogo, não menos! Fazendo uma mistura interessantíssima de plataforma e stealth, seu objetivo é basicamente pular de plataforma em plataforma enquanto o olho do "Big Brother" não está aberto. Parece simples e bobinho, mas é muito bem executado e divertido.

    Os gráficos, impressionantes para a época, até que não sofreram muito com a ação do tempo e se encaixam perfeitamente na temática a história. Uma pena que foi lançado na pior época possível — no crash de 1983 — e tornou-se um fracasso comercial.


    3ª geração:


    Super Mario Bros. | 1985 | NES


    O jogo que revolucionou os videogames e trouxe o mercado das cinzas depois do crash de 1983. E ele não é só história: é realmente excelente, com um dos level designs instrutivos mais incríveis da história. Jogar esse game não é mera questão de ser gamer, é uma questão de ter conhecimento básico da cultura moderna, a pessoa goste ou não de videogames. Sem mais.

    Gradius | 1985 | Arcade


    O jogo que introduziu o Konami Code, basicamente porque era tão difícil que até o desenvolvedor precisava trapacear para vencer. Mas mesmo sendo imperdoável e punitivo, é divertido, com ótimo level design, frenético e vários power-ups. Se estiver sofrendo muito, já sabe o que fazer: ↑↑↓↓←→←→BA.

    Ghosts 'n Goblins


    Esse jogo não é apenas difícil: ele foi feito para ser difícil. Uma das coisas mais apelonas da existência, extremamente injusto e estressante. Todo mundo que zera essa joça deveria ganhar um prêmio.

    Castlevania | 1986 | NES


    A terceira geração de videogames tinha vários jogos de ação que se resumiam a correr atacando alucinadamente uma horda de inimigos. Castlevania não era um desses, mesmo parecendo-se, à primeira vista. Este era um game baseado na cautela, em que você tinha que ver o que vinha em frente e pensar em suas ações. Um platformer com espírito de survival horror — antes mesmo deste termo existir.

    The Legend of Zelda | 1986 | NES


    Não tem muito o que falar deste jogo que já não tenha sido falado. Vou me limitar a dizer apenas uma coisinha: 1/3 do mapa tem algum segredo. Um. Terço. Quantos jogos modernos você conhece que têm segredos em quase metade de todas as áreas?

    Metroid | 1986 | NES


    Um dia alguém decidiu misturar adventure com plataforma. Dessa união sagrada nasceu um dos estilos de gameplay mais viciantes e profundos da história dos games. Ah, se você zerar esse jogo em menos de 1 hora sem tomar dano consegue ver a Samus pelada, fica dica aí*.
    *É sério!

    Alex Kidd in Miracle World | 1986 | Master System


    Antes de Sonic existir, este era o mascote da SEGA. Seu primeiro jogo era um excelente platormer, com gráficos bonitos (para a época) e gameplay dinâmica. Pena que nasceu numa época em que a rival da Nintendo era insignificante e logo caiu no esquecimento. Agora Alex só faz algumas aparições aleatórias em outros jogos da SEGA para agradar os fãs mais velhos.

    NetHack | 1987 | PC


    Rogue pode ter sido a pedra fundamental dos roguelikes, mas NetHack é que consolidou o gênero. Pegando a fórmula básica do pai e a expandindo a níveis inimagináveis, este jogo é um dos melhores exemplos de "The Dev Team Thinks of Everything" (Os Desenvolvedores Pensam em Tudo). As maneiras de interagir são inúmeras, as estratégias de perder a vista e as formas de morrer infinitas. E todas são imensamente divertidas.

    Você pode baixá-lo aqui.

    Mega Man 2 | 1988 | NES


    Você controla um robô azul e tem que pular e atirar até matar os chefes apelões. É só isso. E só com isso consegue ser o melhor jogo de plataforma da terceira geração.

    Super Mario Bros. 3 | 1988 | NES


    Tem jogo que não envelhece. Mesmo existindo coisas tecnicamente mais avançadas, Super Mario Bros. 3 continua bonito, com ótimas músicas e viciante. É o tipo de jogo que daria sem medo para minha priminha de 4 anos, certo de que lhe agradaria mesmo sendo antigo pra caramba.

    Castlevania III: Dracula's Curse | 1989 | NES


    Em minha singela opinião, o melhor Castlevania "clássico", antes de Symphony of the Night mudar a fórmula. Criativo, com grande atmosfera, excelente música e vários personagens, esse jogo clama por um remake em HD até hoje. Quem sabe um dia...

    Prince of Persia | 1989 | PC


    A magnum opus do praticamente extinto gênero de cinematic platformer. Extremamente inteligente, um caso de estudo até hoje. Evitem os ports NES, SNES e Mega Drive, a versão original de PC é a melhor.

    Tetris | 1989 | Game Boy


    Esse jogo foi jogado no espaço sideral, por astronautas de verdade. No fucking espaço sideral. Preciso dizer mais?


    4ª geração:


    Loom | 1990 | PC


    O primeiro point-and-click da LucasArts nos moldes que a deixaram famosa, usando SCUMM e centrado na experiência do usuário. E que jogo lindo. Não subjetivamente lindo, literalmente lindo. Arte linda, música linda e, principalmente, história linda. Obras posteriores da empresa se focariam muito mais no humor e irreverência, mas essa é a prova cabal de que ela também sabia fazer histórias profundas e que te faziam pensar.

    The Secret of Monkey Island | 1990 | PC


    Falando em jogos da LucasArts focados no humor... Este é provavelmente o mais engraçado já lançado pela falecida. Não é um humor forçado, mas um humor genuíno e muito bem montado através da história e personagens.

    Há uma versão para Steam, chamada de Special Edition, em que você pode mudar entre os gráficos e interface clássicos e a versão em HD na hora — uma ótima forma de agradar tanto oldschoolers quanto graphic-fags

    ActRaiser | 1990 | SNES


    Algumas misturas parece só ocorrer uma vez na história. ActRaiser e sua mistura de hack'n'slash com god sim é um dos maiores exemplos. Nem mesmo sua sequência fez essa mistura de novo, focando-se apenas na ação e tirando os elementos de simulação.

    O jogo tem duas "cenas": na primeira, você desce dos céus em forma física e combate os monstros da área num estágio side-scrolling. Vencido o estágio, humanos podem habitar o local de novo. Você então passa a guiá-los, usando um anjo como seu representante e fazendo a civilização crescer.

    Super Mario World | 1990 | SNES


    A decisão entre qual Mario 2D é melhor, este ou Super Mario Bros. 3, parece ser influenciada unicamente por qual console da Nintendo o jogador teve na infância, SNES ou NES. No final das contas, ambos são jogos de extrema qualidade, cada um com sua própria identidade. Particularmente, fico com Super Mario World, principalmente devido a presença do Yoshi.

    Sonic the Hedgehog | 1991 | Mega Drive


    Uma diferença interessante entre o combo SNES+Super Mario World e Sonic+Mega Drive: Super Mario World foi feito para mostrar o que o SNES era capaz; já o Mega Drive foi criado para tornar Sonic the Hedgehog possível. Por isso o console da SEGA tinha um processador insano para a época: nada mais lento seria capaz de rodar um jogo veloz como Sonic.

    Outra diferença entre os dois jogos é que Sonic, ao invés de ter muitos níveis que exploram várias ideias diferentes, possui relativamente poucos níveis, mas são todos grandes e se focam numa única decisão de design: recompensar o jogador habilidoso com maiores velocidades. Mesmo sendo mecanicamente simples (tem apenas um botão de pulo e nada mais), acaba tendo um design complexo que explora essa decisão à exaustão. Pena que os 3D parecem ter perdido esse foco…

    The Legend of Zelda: A Link to the Past | 1991 | SNES


    O jogo que consolidou a “fórmula” da série. Pegue três pingentes, reclame a Master Sword, viaje para um novo mundo e derrote Ganondorf. Se essa fórmula foi repetida sem muitas alterações por praticamente todos os jogos seguintes, é por um simples motivo: ela funciona bem pra caramba.

    Lemmings | 1991 | PC


    Até hoje não sei se o objetivo desse jogo é salvar os lemmings ou encontrar novas formas de matá-los. Não importa. Ambas opções são divertidas pra caramba.

    Final Fantasy IV | 1991 | SNES


    Sou meio suspeito para falar desse jogo, tendo em vista que foi meu primeiro jRPG. Mas acho que mesmo olhando objetivamente ele tem seus méritos. Os personagens são carismáticos, tem um ótimo character development, trama interessante, excelente direção de arte e música magnífica.

    Recomendo em especial o remake em 3D para NDS, iOS e Android, que dá uma reequilibrada na dificuldade e adiciona alguns extras interessantes.

    Sonic the Hedgehog 2 | 1992 | Mega Drive


    É basicamente o mesmo Sonic, mas maior e melhor. Mais fases, mais personagens, mais itens. Para que mudar o que estava dando certo? (Essa pergunta é direcionada para a cambada que fez os Sonics 3D)

    Contra III: The Alien Wars | 1992 | SNES


    Tenho a leve impressão de que este jogo não foi feito para ser zerado sozinho. Extremamente apelão, ele praticamente te obriga a jogar com um amigo no modo coop, para dividirem o desafio. Mesmo acompanhado, zerar essa joia é para poucos. Prepare-se para destruir alguns controles por puro estresse.

    Final Fantasy V | 1992 | SNES


    É como dizerem que Final Fantasy vale a pena por causa da história, não da gameplay. FFV é a exceção: sua trama é dispensável e seus personagens rasos, mas a jogabilidade é extremamente viciante. Contando com uma das melhores implementações de sistema de jobs que já vi, este game é uma delícia de se jogar.

    Sua versão original nunca chegou às américas, mas ele foi relançado para GBA, iOS e Android.

    Axelay | 1992 | SNES


    Na terceira geração de videogames, os scrolling shooters haviam se dividido em dois estilos distintos: horizontal e vertical. Axelay decide usar ambos no mesmo game, com fases em ambos formatos. O resultado é um dos melhores shooters de sua geração, com um primor no level design e boss battles difícil de se ver.

    Ecco the Dolphin | 1992 | Mega Drive


    A única palavra pra descrever este jogo é “lisérgico”. Precisa de mais detalhes? Este é um adventure em que você controla um golfinho com poderes telepáticos contra uma invasão alienígena. Adicione Atlantis, máquinas do tempo e alegorias à destruição do meio ambiente e pronto.

    Ou você pode se limitar a simplesmente descrever o jogo como “lisérgico”.

    E.V.O.: Search for Eden | 1992 | SNES


    Este jogo faz uma interpretação artística da evolução darwinista para usá-la como mecânica de gameplay. Comendo outros animais menores, você pode evoluir seu personagem comprando novas “partes” de corpos. Você começa como um mero peixinho no bilhões de anos atrás, virando um anfíbio, réptil, dinossauro, podendo até mesmo virar um humano no final do jogo. É basicamente a mesma ideia que Spore tentou implementar, mas menos ambicioso e muito mais divertido.

    DOOM | 1993 | PC


    Um bom game design é atemporal. DOOM, e seu game design voltado à violência crua e visceral, é uma das maiores provas disso. Mesmo que os gráficos estejam defasado (ainda que estilosos), continua sendo um jogo empolgante.

    Esse jogo é também prova de que John Romero era um level designer fantástico — pena que sua húbris acabou encerrando sua carreira anos depois.

    Myst | 1993 | PC


    Um graphic adventure fantástico, com uma das histórias mais complexas e profundas da indústria do entretenimento (não apenas dos videogames!). O mais interessante é que essa história não é contada ao jogador em momento algum: você é, literalmente, jogado nela e tem que colher as peças do quebra-cabeça uma a uma para forma algo coeso. O mundo todo é um enigma e aos poucos ele te mostra seus segredos.

    Mega Man X | 1993 | SNES


    O melhor jogo de plataforma do 2D do SNES, quiçá o melhor ad existência. Uma obra-prima do level-design. Pega tudo que era bom em Mega Man e eleva a novos patamares. Isso é uma sequência.

    Ah, e a trilha sonora também é do caralh*. Esse é inclusive o termo técnico, podem procurar.

    Super Bomberman | 1993 | SNES


    Até hoje não joguei algo com coop melhor do que a série Bomberman. Chega a ser um crime jogar isso aqui sozinho. Inclusive, foi o primeiro jogo que zerei — junto de meu irmão.

    Princess Maker 2 | 1993 | PC


    “Poxa, Lucas, um jogo sobre cuidar de princesinhas?”. Sim, um jogo sobre cuidar de princesinhas. Da Gainax. Lembra desse nome? Não? Deixa eu lembrar: é a mesma empresa que fez Neon Genesis Evangelion e Gurren Lagann. Pois é.

    Mesmo que sua premissa possa parecer boba, sendo uma obra da Gainax, é infinitamente mais complexo do que parece. Há vários elementos de simulação, várias decisões a se fazer e vários finais — a maioria deles sendo mind blowns, como é de se esperar da Gainax.

    Castlevania: Rondo of Blood | 1993 | PC Engine


    Alguns se esquecem, mas a 4ª geração de consoles não era só limitada ao SNES e Mega Drive. Na verdade, quem deu o pontaté inicial da geração foi o PC Engine, conhecido no ocidente como Turbgrafx-16. Ele era inclusive mais popular que o aparelho da SEGA no Japão.

    O melhor jogo do console, de longe, foi Castlevania: Rondo of Blood. Ele é um prelúdio de Symphony of the Night, tanto em termos de história (o clássico de PSX é na verdade sequência direta deste jogo) quanto em termos de mecânica, trazendo alguns elementos de não-linearidade e múltiplos finais.

    Uma pena que ficou confinado ao Oriente, assim como muitos outros jogos do PC Engine (não é à toa que o videogame foi um fracasso espetacular nas américas e quase não é lembrado). Felizmente, o jogo recebeu um remake para PSP, intiulado Castlevania: The Dracula X Chronicles.

    Contra: Hard Corps | 1994 | Mega Drive


    O Contra exclusivo de Mega Drive é muito mais justo e possível de se zerar sozinho que o exclusivo de SNES — o que é no mínimo curioso, considerando que o console da SEGA é que tinha a fama de ter jogos mai “arcade-like”.

    “Mais justo” não quer dizer “fácil”. Hard Corps ainda é difícil pra caramba e exige bastante habilidade do jogador. Um dos melhores run-and-guns que já agraciaram a existência e obrigatório para os fãs da série.

    Doom II: Hell on Earth | 1994 | PC


    Mais armas, mais monstros, mais sangue, o mesmo DOOM. Preciso dizer mais alguma coisa?

    SimCity 2000 | 1994 | PC


    Uma das coisas mais mágicas dos videogames é a habilidade de transformar atividades banais em uma forma de entretenimento. Quem diria que ser prefeito de uma cidade seria tão divertido?

    Sonic 3 and Knucles | 1994 | PC


    Este é um jogo de Sonic com uma fase aquática boa. Genuinamente boa - a saber, Hydrocity. Se até as fases de água são boas, imagina o resto?

    Puzzle Bobble | 1994 | Arcade/Neo Geo/SNES


    Uma pequena historinha: na minha casa, a primeira pessoa a zerar esse jogo foi minha mãe. Você consegue imaginar um jogo tão acessível que até sua mãe zeraria?

    Super Metroid | 1994 | SNES


    Se você tem o mínimo de interesse por game e level design, esse jogo é obrigatório. Poucos jogos dominaram essas duas artes de forma tão impressionante quanto Super Metroid. Tudo nele é milimetricamente bem projetado e planejado, um verdadeiro caso de estudo.

    Se você não tem interesse por game e level design e só quer jogar algo legal, esse jogo continua sendo obrigatório. Até hoje é o metroidvania 2D definitivo, com pouquíssimos títulos sequer chegando perto de sua excelência.

    Chrono Trigger | 1995 | SNES


    Final Fantasy IV pode ser meu jRPG favorito, mas tenho que dar o braço a torcer: Chrono Trigger é o jRPG mais bem feito. Não necessariamente melhor, mas certamente mais bem projetado e planejado - talvez da história. Pudera. Com uma equipe dos sonhos como aquela (Hironobu Sakaguchi, criador de Final Fantasy, Yuji Horii, criador de Dragon Quest, e Akira Toriyama, criador de Dragon Ball) era impossível sair algo mal feito.

    Donkey Kong Country 2: Diddy's Kong Quest | 1995 | SNES


    Outro jogo que sou um pouco suspeito de falar sobre, já que marcou muito minha infância. Direção de arte excelente, música maravilhosa, level design criativo, desafiador… É possível não gostar desse jogo?

    Super Mario World 2: Yoshi’s Island | 1995 | SNES


    Um dos jogos mais bonitos da história. Não com gráficos tecnicamente avançados, apenas bonitos mesmo. Sério, não tem como fazer cara feia para o visual desse jogo.

    Não é só a direção de arte que é fantástica, o gameplay também é. Tem mais mecânicas que Super Mario World, mas equilibra isso com uma dificuldade um pouco menor e níveis maiores que as aproveitam bem. E para os que gostam de desafios, fica a tarefa de fazer 100% nesse jogo - que não é nada fácil.

    Warcraft II: Tides of Darkness | 1995 | PC


    Uma especialidade da Blizzard é pegar gêneros de nicho, destilar tudo o que eles têm de bom e torná-los acessíveis para qualquer um. Foi isso o que Warcraft II fez com os RTSs, até aquele momento da história um gênero sem muito apelo para as massas. Viciante, criativo, carismático e com ótimo ritmo, é até hoje um dos melhores jogos de estratégia em tempo real.

    Super Mario RPG: Legend of the Seven Stars | 1995 | SNES


    A Nintendo tem os melhores game designers do mercado e a Square tinha os melhores roteiristas. O que acontece quando as duas se unem? Apenas um dos RPGs com uma das melhores jogabilidade e história da existência.

    5ª geração:

    Super Mario 64 | 1996 | N64


    Todos os jogos 3D da existência devem muito a este jogo. Sem exceção. Ele criou os padrões de movimentação em espaço tridimensional, controle de câmera e level design 3D usados até hoje.

    Mesmo se você desconsidera o fator histórico, esse jogo é obrigatório. Até o surgimento de Super Mario Galaxy, era pura e simplesmente o melhor jogo de plataforma 3D.

    Quake | 1996 | PC


    Considero este o jogo mais influente e importante da história dos videogames, até mesmo mais que Super Mario Bros., Super Mario 64 ou Ocarina of Time. Se esse jogo não existisse, não teríamos multiplayer online, eSports, speedruns, comunidades online, computadores com placas gráficas, engines de criação de jogos ou ferramentas para mods - para você ter uma noção da influência desse game.

    Aliás, que game! O último trabalho de John Romero com a id Software, mostrando porque ele era o level designer mais genial de sua época.

    Pokémon Red and Blue | 1996 | GB


    Um jogo tão viciante que seus fanáticos criaram uma religião, com deuses, profetas e até livros sagrados. Por Helix, se não jogou, jogue este game!

    Mario Kart 64 | 1996 | N64


    Acho que um gamer não é feliz até jogar um kart racing pela primeira vez - nem o que é raiva até levar um casco azul antes de cruzar a linha de chegada.

    NiGHTS into Dreams... | 1996 | Sega Saturn


    O jogo que a Team Sonic decidiu fazer para Saturn no lugar de Sonic. O título não poderia ser mais apropriado: parecia que a equipe estava sonhando com os tempos em que a SEGA ainda era uma empresa focada em Arcades.

    Era um jogo excelente, com uma jogabilidade extremamente inusitada que misturava plataforma, ação, simulação de voo e elementos de arcade, uma direção de arte fantástica e trilha sonora magistral. Mas não era Sonic, então foi um fracasso.

    Final Fantasy Tactics | 1997 | PlayStation


    Tactics tinha tudo para ser o melhor Final Fantasy. Tudo nele é de extrema qualidade: estética, trilha sonora, jogabilidade, história… EXCETO o ritmo. É triste pensar que muita gente deixa essa pérola no meio do caminho por causa do começo um tanto tedioso e o excesso de grinding. Se tiver um mínimo de paciência e amor próprio, jogue essa gema até o fim e entenda porque é tão cultuado por seus admiradores.

    Quake II | 1997 | PC


    O primeiro jogo da id Software sem John Romero. Não tem o mesmo level design genial do primeiro Quake, mas é mais coeso, com mais ação, mais amas e com multiplayer melhor. Também apresenta uma jogabilidade menos linear, com um pouco de backtracking e vários objetivos no decorrer da missão - mas tudo sem quebrar o ritmo intenso do jogo.

    Castlevania: Symphony of the Night | 1997 | PlayStation


    O que é um homem? Uma pilha miserável de segredos. Mas chega de talco. Tem pra você!

    … Você que não entendeu a referência: pare tudo o que está fazendo e vá jogar Symphony of the Night, o melhor metroidvania que não se chama Metroid.

    The Legend of Zelda: The Ocarina of Time | 1998 | N64


    Para muitos, um jogo perfeito. Quando foi lançado, era mesmo: simplesmente não existia nada que se comparasse em excelência e magnitude. Mesmo que ache, em minha singela opinião, que hoje em dia há há jogos melhores, continua sendo uma experiência magnífica, com poucas coisas chegando sequer perto. Uma lenda.

    Half-Life | 1998 | PC


    Naquela época existiam dois tipos de FPS: aqueles com foco no level design e ação (Quake, Doom, Duke Nukem) e os centrados na trama e gameplay tático (Rainbow Six, System Shock). A Valve foi uma das primeiras a unir os dois de forma efetiva e tornar os jogos de tiro cada vez mais o centro das atenções dos videogames. É verdade, algumas coisas envelheceram mal (principalmente a dublagem), mas continua sendo um shooter excelente e divertido.

    Resident Evil 2 | 1998 | PlayStation/N64/PC


    O melhor Resident Evil antes da série deixar de ser survival-horror. Bastante sustinho, personagens legais e jogabilidade maneira.

    Banjo-Kazooie | 1998 | N64


    Hoje em dia há um enorme clamor pela tal de “inovação”. Um jogo pode ser excelente, mas todo mundo odiar porque não “inovou”.

    Vejam só, aqui está um jogo que não inovou em nada, basicamente só melhorando lições aprendidas com Mario 64, e mesmo assim é amado por muitos - inclusive os oldschoolers que hoje em dia ficam reclamando da falta de inovação. Curiosa a vida, né?

    Age of Empires II: The Age of Kings | 1999 | PC


    Considero o melhor RTS já feito. Inclusive, não consegui gosta de nenhum Real Time Strategy depois desse. Não sei que magia a Ensemble Studios fez para criar um jogo de estratégia tão viciante.

    Pokémon Gold and Silver | 1999 | GBC


    Poxa, cara, se você nunca jogou Pokémon para de ler isso e vai jogar agora.

    Quake III Arena | 1999 | PC


    O terceiro Quake jogou fora a campanha single-player e focou-se apenas no multi. Resultado: revolucionou a jogatina multiplayer como conhecemos.

    The Legend of Zelda: Majora’s Mask | 2000 | N64


    Majora’s Mask não é melhor que Ocarina of Time, é apenas diferente. Não só diferente dos outros Zeldas, mas de tudo o que veio antes ou depois. Extremamente bem projetado, é até hoje inigulável em gameplay e game design.

    The Sims | 2000 | PC


    The Sims não é exatamente um jogo. Está mais para um “brinquedo digital”. É basicamente uma casinha de bonecas. E como é viciante.

    6ª geração:

    Phoenix Wright | 2001 | GBA


    Quando comentei sobre SimCity, comentei da habilidade incrível que os games têm de transformar atividades mundanas em algo legal. Phoenix Wright é o epítome disso. Ele faz com que a burocracia dos tribunais seja não apenas divertida, mas fucking awesome.

    Sonic Adventure 2 | 2001 | Dreamcast


    Fiquei meio relutante em colocar esse jogo aqui. A verdade é que não sou muito fã de Sonic Adventure. Vejam, as fases com o Sonic e Shadow são ótimas... mas elas são apenas um terço do jogo. O resto é com o Tails usando um robô mais lerdo que uma lesma ou o Knuckles e suas fases chatas.

    Ainda assim, recomendo. Tanto para ver como se fazer um jogo bom de Sonic (nas fases com Sonic e Shadow), como para se ver como estragar um (nas fases com outros personagens).


    Super Smash Bros. Melee | 2001 | GC


    Um jogo de luta capaz de agradar até que não curte jogos de luta. Simples, acessível, frenético e cheio de personagens carismáticos.

    Silent Hill 2 | 2001 | PS2


    Jogo familiar e cheio de amor, recomendado principalmente para crianças pequenas jogarem sozinhas de noite. <3

    The Legend of Zelda: The Wind Waker | 2002 | GC


    The Wind Waker mudou muita coisa. Do visual cartunesco, ao mundo marítimo, várias decisões dividiram os fãs. Mas no final das contas não mudou a essência da série, que continua firme e forte. Prova de que inovar não significa perder a identidade - e também prova de que sempre vai ter gente reclamando das coisas novas, por mais bem feitas que elas sejam.

    Metroid Prime | 2002 | GC


    Quando citei Super Metroid, disse que ele era o melhor metroidvania 2D. Já este aqui, é o melhor metroidvania de todos, 2D ou 3D. Período. É incrível como a Retro não apenas transportou a fórmula do jogo para o mundo tridimensional, mas a melhorou e aprimorou absurdamente.

    Pokémon Ruby and Sapphire | 2002 | GBA


    Esse jogo trás poucas mudanças para os jogadores “normais”. Já para os competitivos, ele foi uma revolução. Natures, EVs, abilities, novos golpes, maior impacto dos climas, novas estratégias… Este fez a série transformar-se num verdadeiro esporte, não apenas um passatempo. Ah, e também teve alguns dos melhores lendários.

    Kingdom Hearts | 2002 | PS2


    Comprei um PS2 só por causa desse jogo. Não me arrependi. Queria só um crossover de Final Fantasy com Disney, mas o jogo tem identidade própria, um mundo único, ambientação fantástica e história incrível.

    The Elder Scrolls III: Morrowind | 2002 | PC/Xbox


    Esse jogo é CHEIO de falhas. Não é só uma questão de "envelhecer mal", há decisões de design que, tenho certeza, eram consideradas ruins mesmo na época de lançamento do jogo. O combate é frustrante, o diálogo maçante e genérico, as animações precárias, a economia quebrada, a interface ruim...

    Mas que mundo fantástico, que atmosfera, que senso de liberdade! Apesar dos pesares, os altos se sobressaem aos baixos. A prova de que um jogo, mesmo com erros crassos, pode ser bom se faz com maestria o que se propõe.

    Broken Sword: The Sleeping Dragon | 2003 | PC/Xbox/PS2


    Os fãs da série costumam odiar The Sleeping Dragon, dizendo que os dois primeiros Broken Swords são melhores. Não entendo. Eu sinceramente acho o terceiro o melhor - em história, puzzles, desenvolvimento de personagens, tudo. Meu graphic adventure favorito.

    EVE Online | 2003 | PC


    O jogo mais complexo dessa lista. É o tipo de coisa que você tem que jogar com ajuda de uma wikia, mais parecendo um Excel no Espaço. Mas o trabalho recompensa. A comunidade é extremamente dedicada e o game uma dos mais imersivos que já vi. Só tome cuidado para não perder a vida.

    Prince of Persia: The Sands of Time | 2003 | PC/PS2/Xbox/GC


    Recentemente conversava com um amigo sobre reboots. Comentávamos que Tomb Raider era possivelmente o melhor reboot na indústria dos games. Durante a conversa, não me recordei de nenhum outro exemplo, até que, dias depois, por pura epifania, lembrei: Sands of Time.

    Não tinha lembrado de SoT na conversa porque ele não parece um reboot. Pelo contrário, é tão organicamente ligado ao jogo clássico de 89 que parece o mesmo. É o mesmo espírito, mesma sensação. Simplesmente transportaram tudo de bom do primeiro jogo para um mundo 3D.

    Castlevania: Aria of Sorrow | 2003 | GBA


    Jogos portáteis de séries grandes não precisam dever em qualidade para seus irmãos de consoles. Aria of Sorrow é um exemplo perfeito: tão bom quanto Symphony of the Night, em alguns pontos, como história e direção de arte, até melhor. Tudo isso na telinha pequena do GBA.

    Defense of the Ancients | 2003 | PC


    Não gosto de MOBAS, mas sou obrigado a colocar Defense of the Ancients (DOTA, para os íntimos) na lista. Um game planejado comunitariamente para ser competitivo, que foi tão bem sucedido em sua missão que influenciou toda a indústria. Para vocês verem como o mundo seria sem graças sem os MODs..

    Harvest Moon: A Wonderful Life | 2003 | GC/PS2


    A escolha de A Wonderful Life ao invés de outro Harvest Moon é puramente arbitrária. Basicamente, é meu jogo favorito da série. Na verdade, qualquer um serviria. Todos são idênticos, com poquíssimas mudanças entre si. O que não é necessariamente ruim: sua fórmula funciona muito bem e realmente não precisa de mudanças bruscas. Garanto que é melhor que Fazendinha Feliz.

    Tony Hawk’s Underground | 2003 | PS2/GC/Xbox


    Pessoalmente, não gosto de esportes físicos. Tenho menos interesse ainda por skate e outros “esportes radicais”. Ainda assim, adoro a série Tony Hawk’s. Será que há triunfo maior para uma série de jogos esportivos que fazer um cara sedentário ao extremo se interessar e divertir com eles?

    Final Fantasy I & II: Dawn of Souls | 2004 | GBA


    As versões definitivas dos primeiros Final Fantasies. O primeiro é muito bom. Simples, mas divertido, cativante e com um plot twist bem mindfuck no final. O segundo serve só por curiosidade mesmo.

    Metroid: Zero Mission | 2004 | GBA


    É ASSIM QUE SE FAZ UM REMAKE, MUNDO.

    Metal Gear Solid: The Twin Snakes | 2004 | GC


    Mesma coisa de Metroid: Zero Mission. Táquepario, que remake bom.

    Half-Life 2 | 2004 | PC


    Uma obra de arte do game design em primeira pessoa. A ação é milimetricamente distribuída para que o jogador nunca se sinta entediado. Excelente em tudo, da direção de arte à trilha sonora. Só existirá um FPS melhor quando lançarem Half-Life 3 (ou seja, nunca).

    Metal Gear Solid 3: Snake Eater | 2004 | PS2


    Hoje em dia há uma feroz crítica com “jogos cinematográficos”. Ainda bem que ela não era tão forte na época de MGS3. Um jogo com fortes e explícitas inspirações em filmes de espionagem antigos, que usa e abusa de lições de cinematografia. E funciona. Funciona muito bem.

    Grand Theft Auto: San Andreas | 2004 | PS2/Xbox/PC


    Você pode não gostar de GTA, mas daí para dizer que é ruim é um enorme salto. É um jogo extremamente bem projetado e planejado, feito com bastante amor e carinho por seus desenvolvedores. Seu escopo e detalhismo gigantescos também são de se admirar.

    San Andreas é o último da série com tom mais irreverente, antes da franquia tomar uma atitude mais “serious business” - e, em minha singela opinião, é também o melhor.

    Cave Story | 2004 | PC


    Este era o “Grande Jogo Indie” antes de Braid surgir e colocar os holofotes no mercado de jogos independentes. É basicamente um “metroidvania-lite”, com a estética e elementos do gênero, mas sem o backtracking obrigatório e com mais ação.

    World of Warcraft | 2004 | PC


    MMOs não eram exatamente acessíveis até o surgimento de WoW. Poucos eram lançado fora da Coréia do Sul, e os que vinham para o ocidente eram extremamente complexos (Everquest) ou exigiam muito tempo e dedicação (EVE Online).

    A Blizzard mais uma vez usou suas habilidades para criar portões de entrada para gêneros de nicho, criando um MMO capaz de apelar qualquer jogador, do mais inexperiente ao mais hardcore. Até hoje é um dos melhores do mercado, só melhorando a cada nova expansão.

    Psychonauts | 2004 | PC/PS2


    Tim Schafer, famoso pelos adventures point-and-click dos anos 90, decidiu fazer um jogo de plataforma 3D. Tomando lições de Super Mario 64 e Banjo-Kazooie e somando a sua incrível habilidade narrativa, criou um dos platformers mais carismáticos e originais de sua geração.

    Pena que quase ninguém jogou e foi um fracasso enorme de vendas, mesmo sendo sucesso de críticas. Infelizmente, uma sequência não parece algo realizável no futuro próximo.

    God of War | 2005 | PS2


    Um hack’n’slash extremamente inteligente. De início, parece apenas “ande, mate, fim”, mas chegando em Pandora’s Temple o jogador é presenteado com um dos level designs mais bem feitos de sua geração.

    E as partes de puro hack’n’slash também são muito boas, diga-se de passagem, com muita adrenalina e ação. Pena que o chefe final é uma droga.

    Resident Evil 4 | 2005 | GC/PS2


    Resident Evil 4 não é um survival-horror. Ele tenta se vender como um, tem a estética de um, mas nunca chega a, de fato, ser um.

    Ainda bem. Ao invés de tentar emular o horror dos jogos passados, seu foco na ação em terceira pessoa acabou por gerar o melhor TPS já feito. Pena que os jogos seguintes não conseguiram fazer o mesmo com tanto sucesso…

    Shadow of the Colossus  | 2005 | PS2


    Sabe um daqueles jogos que a você só pode descrever como “únicos”? SotC é um desses.

    Kingdom Hearts II | 2005 | PS2


    Melhorou tudo que o primeiro Kingdom Hearts tinha de bom, tirou partes desnecessárias de platforming e desenvolveu ainda mais a excelente história.

    Civilization IV | 2005 | PC


    Só. Mais. Um. Turno.

    Devil May Cry 3: Dante's Awakening | 2005 | PS2/PC


    Enquanto God of War era um hack’n’slash “inteligente”, DMC não tinha medo de ser “burro”. O foco dele era puramente a adrenalina e ação, inclusive recompensando os jogadores que fizessem tudo com mais “estilo”. O resultado é um dos jogos mais divertidos de seu gênero.

    Final Fantasy XII | 2006 | PS2


    FFXII tem um mundo aberto gigantesco, uma lore enorme e detalhada e um sistema de combate complexo e viciante. Seu único erro e usar um fraco (e falso) protagonista por quase 1/4 do jogo, antes de apresentar os personagens realmente legais e carismáticos. Esse lance de jogar verde pra colher maduro iria acabar matando a Square Enix futuramente com FFXIII.

    Black | 2006 | PS2


    Antes de surgir Call of Duty 4: Modern Warfare, havia uma distinção clara entre FPSs “de PC” e FPSs “de console”. Black era um dos poucos “de console” de sua época que conseguiam encarar os “de PC” sem tremer. Talvez o único.

    God of War II | 2007 | PS2


    God of War II aumentou o escopo de seu mundo, perdendo assim parte de seu brilhantismo com level design. Em compensação, ganhou em ambientação, história e imersão. Um dos melhores usos da mitologia grega que já vi, com várias referências e detalhes (ainda que tomando algumas liberdades criativas).

    Aí veio o III e estragou tudo. Damn.

    Guitar Hero III: Legends of Rock | 2007 | PS2


    Lembro que na época que esse jogo saiu, a mídia tradicional fazia matérias falando como esse jogo sozinho aumentou o interesse de várias crianças em música e aprender a tocar instrumentos.

    Essa série foi de fato uma febre. A maior vantagem dela era o repertório. Mesmo olhando torto para algumas escolhas do repertório (como Through Fire and Flames), bastou eu pegar o controle por alguns segundos para entender. As músicas não eram simplesmente boas, elas eram boas de tocar. A Harmonix soube escolher a dedo que músicas beneficiariam ou não o sistema do jogo. O resultado é fantástico.
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    Hekonzord
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    Re: Recomendem-me jogos da sexta geração abaixo!

    Mensagem por Hekonzord em Sab 09 Ago 2014, 20:38

    lpslucasps escreveu:Aqui vai uma lista com 100 (cem) jogos que considero essenciais para todo gamer, classificados por geração e ano. Todos da sexta geração ou anterior.

    Limitei o número a 100 porque é um número maneiro. Há algumas omissões de jogos que não coloquei por não achar toda essa Coca-Cola (e.g.: FFVII) e outros que simplesmente (e infelizmente) não joguei (e.g.: Persona). Não obstante, todos que estão aí acho importantes e que valem a pena jogar.

    Um dia, quem sabe, adiciono mais coisas na lista.

    1ª e 2ª gerações:

    Phoenix | 1980 | Arcade


    Influenciado por Galaxian, Phoenix era muito mais do que um clone de Space Invaders. Para começar, ele tinha um senso de progressão, com diferentes estágios e inimigos. Além disso, foi o primeiro jogo comercial a contar com um chefão — a Nave Mãe, que aparecia no quinto nível. Só sua importância histórica já o torna obrigatória, mas o game em si também é bem divertido, com certeza um dos melhores shooters espaciais da época.

    O título foi posteriormente lançado na coletânea Taito Legends, para PC, PS2 e Xbox, junto de outros clássicos da empresa. Vale a pena buscar.

    Rogue | 1980 | PC


    Este jogo foi tão importante que há um gênero inteiro nomeado em sua homenagem — os roguelikes. Fazendo uma mistura de geração aleatória de conteúdo, morte permanente e dificuldade elevada, Rogue tem profundidade e fato replay que intimidam muitos jogos modernos. Imperdoável e viciante, é um daqueles games atemporais, com base fiel de fãs mesmo três décadas depois.

    Quem quiser a experiência clássica, com "gráficos" fazendo uso de caracteres de um terminal, pode baixá-lo aqui. Há também versões com gráficos "de verdade", mas só hereges vão em busca delas.

    Eamon | 1980 | PC


    Uma peculiaridade de jogos de PC é que eles podem ser modificados. Com as ferramentas certas, uma comunidade de jogadores aficionados pode fazer com que um game seja basicamente eterno, sempre com novo conteúdo e desafios.

    Eamon é a prova cabal disto. Criado em 1980, é incrível como este jogo sem gráficos e que funciona com comandos de terminal recebeu, ao longo do tempo, mais de 200 novas quests e aventuras, das mais variadas temáticas. Todas disponíveis a um mero clique de distância na Guilda Online de Aventureiros de Eamon.

    I, Robot | 1983 | Arcade


    Um dos primeiros jogos 3D "de verdade" da história — e um excelente jogo, não menos! Fazendo uma mistura interessantíssima de plataforma e stealth, seu objetivo é basicamente pular de plataforma em plataforma enquanto o olho do "Big Brother" não está aberto. Parece simples e bobinho, mas é muito bem executado e divertido.

    Os gráficos, impressionantes para a época, até que não sofreram muito com a ação do tempo e se encaixam perfeitamente na temática a história. Uma pena que foi lançado na pior época possível — no crash de 1983 — e tornou-se um fracasso comercial.


    3ª geração:


    Super Mario Bros. | 1985 | NES


    O jogo que revolucionou os videogames e trouxe o mercado das cinzas depois do crash de 1983. E ele não é só história: é realmente excelente, com um dos level designs instrutivos mais incríveis da história. Jogar esse game não é mera questão de ser gamer, é uma questão de ter conhecimento básico da cultura moderna, a pessoa goste ou não de videogames. Sem mais.

    Gradius | 1985 | Arcade


    O jogo que introduziu o Konami Code, basicamente porque era tão difícil que até o desenvolvedor precisava trapacear para vencer. Mas mesmo sendo imperdoável e punitivo, é divertido, com ótimo level design, frenético e vários power-ups. Se estiver sofrendo muito, já sabe o que fazer: ↑↑↓↓←→←→BA.

    Ghosts 'n Goblins


    Esse jogo não é apenas difícil: ele foi feito para ser difícil. Uma das coisas mais apelonas da existência, extremamente injusto e estressante. Todo mundo que zera essa joça deveria ganhar um prêmio.

    Castlevania | 1986 | NES


    A terceira geração de videogames tinha vários jogos de ação que se resumiam a correr atacando alucinadamente uma horda de inimigos. Castlevania não era um desses, mesmo parecendo-se, à primeira vista. Este era um game baseado na cautela, em que você tinha que ver o que vinha em frente e pensar em suas ações. Um platformer com espírito de survival horror — antes mesmo deste termo existir.

    The Legend of Zelda | 1986 | NES


    Não tem muito o que falar deste jogo que já não tenha sido falado. Vou me limitar a dizer apenas uma coisinha: 1/3 do mapa tem algum segredo. Um. Terço. Quantos jogos modernos você conhece que têm segredos em quase metade de todas as áreas?

    Metroid | 1986 | NES


    Um dia alguém decidiu misturar adventure com plataforma. Dessa união sagrada nasceu um dos estilos de gameplay mais viciantes e profundos da história dos games. Ah, se você zerar esse jogo em menos de 1 hora sem tomar dano consegue ver a Samus pelada, fica dica aí*.
    *É sério!

    Alex Kidd in Miracle World | 1986 | Master System


    Antes de Sonic existir, este era o mascote da SEGA. Seu primeiro jogo era um excelente platormer, com gráficos bonitos (para a época) e gameplay dinâmica. Pena que nasceu numa época em que a rival da Nintendo era insignificante e logo caiu no esquecimento. Agora Alex só faz algumas aparições aleatórias em outros jogos da SEGA para agradar os fãs mais velhos.

    NetHack | 1987 | PC


    Rogue pode ter sido a pedra fundamental dos roguelikes, mas NetHack é que consolidou o gênero. Pegando a fórmula básica do pai e a expandindo a níveis inimagináveis, este jogo é um dos melhores exemplos de "The Dev Team Thinks of Everything" (Os Desenvolvedores Pensam em Tudo). As maneiras de interagir são inúmeras, as estratégias de perder a vista e as formas de morrer infinitas. E todas são imensamente divertidas.

    Você pode baixá-lo aqui.

    Mega Man 2 | 1988 | NES


    Você controla um robô azul e tem que pular e atirar até matar os chefes apelões. É só isso. E só com isso consegue ser o melhor jogo de plataforma da terceira geração.

    Super Mario Bros. 3 | 1988 | NES


    Tem jogo que não envelhece. Mesmo existindo coisas tecnicamente mais avançadas, Super Mario Bros. 3 continua bonito, com ótimas músicas e viciante. É o tipo de jogo que daria sem medo para minha priminha de 4 anos, certo de que lhe agradaria mesmo sendo antigo pra caramba.

    Castlevania III: Dracula's Curse | 1989 | NES


    Em minha singela opinião, o melhor Castlevania "clássico", antes de Symphony of the Night mudar a fórmula. Criativo, com grande atmosfera, excelente música e vários personagens, esse jogo clama por um remake em HD até hoje. Quem sabe um dia...

    Prince of Persia | 1989 | PC


    A magnum opus do praticamente extinto gênero de cinematic platformer. Extremamente inteligente, um caso de estudo até hoje. Evitem os ports NES, SNES e Mega Drive, a versão original de PC é a melhor.

    Tetris | 1989 | Game Boy


    Esse jogo foi jogado no espaço sideral, por astronautas de verdade. No fucking espaço sideral. Preciso dizer mais?


    4ª geração:


    Loom | 1990 | PC


    O primeiro point-and-click da LucasArts nos moldes que a deixaram famosa, usando SCUMM e centrado na experiência do usuário. E que jogo lindo. Não subjetivamente lindo, literalmente lindo. Arte linda, música linda e, principalmente, história linda. Obras posteriores da empresa se focariam muito mais no humor e irreverência, mas essa é a prova cabal de que ela também sabia fazer histórias profundas e que te faziam pensar.

    The Secret of Monkey Island | 1990 | PC


    Falando em jogos da LucasArts focados no humor... Este é provavelmente o mais engraçado já lançado pela falecida. Não é um humor forçado, mas um humor genuíno e muito bem montado através da história e personagens.

    Há uma versão para Steam, chamada de Special Edition, em que você pode mudar entre os gráficos e interface clássicos e a versão em HD na hora — uma ótima forma de agradar tanto oldschoolers quanto graphic-fags

    ActRaiser | 1990 | SNES


    Algumas misturas parece só ocorrer uma vez na história. ActRaiser e sua mistura de hack'n'slash com god sim é um dos maiores exemplos. Nem mesmo sua sequência fez essa mistura de novo, focando-se apenas na ação e tirando os elementos de simulação.

    O jogo tem duas "cenas": na primeira, você desce dos céus em forma física e combate os monstros da área num estágio side-scrolling. Vencido o estágio, humanos podem habitar o local de novo. Você então passa a guiá-los, usando um anjo como seu representante e fazendo a civilização crescer.

    Super Mario World | 1990 | SNES


    A decisão entre qual Mario 2D é melhor, este ou Super Mario Bros. 3, parece ser influenciada unicamente por qual console da Nintendo o jogador teve na infância, SNES ou NES. No final das contas, ambos são jogos de extrema qualidade, cada um com sua própria identidade. Particularmente, fico com Super Mario World, principalmente devido a presença do Yoshi.

    Sonic the Hedgehog | 1991 | Mega Drive


    Uma diferença interessante entre o combo SNES+Super Mario World e Sonic+Mega Drive: Super Mario World foi feito para mostrar o que o SNES era capaz; já o Mega Drive foi criado para tornar Sonic the Hedgehog possível. Por isso o console da SEGA tinha um processador insano para a época: nada mais lento seria capaz de rodar um jogo veloz como Sonic.

    Outra diferença entre os dois jogos é que Sonic, ao invés de ter muitos níveis que exploram várias ideias diferentes, possui relativamente poucos níveis, mas são todos grandes e se focam numa única decisão de design: recompensar o jogador habilidoso com maiores velocidades. Mesmo sendo mecanicamente simples (tem apenas um botão de pulo e nada mais), acaba tendo um design complexo que explora essa decisão à exaustão. Pena que os 3D parecem ter perdido esse foco…

    The Legend of Zelda: A Link to the Past | 1991 | SNES


    O jogo que consolidou a “fórmula” da série. Pegue três pingentes, reclame a Master Sword, viaje para um novo mundo e derrote Ganondorf. Se essa fórmula foi repetida sem muitas alterações por praticamente todos os jogos seguintes, é por um simples motivo: ela funciona bem pra caramba.

    Lemmings | 1991 | PC


    Até hoje não sei se o objetivo desse jogo é salvar os lemmings ou encontrar novas formas de matá-los. Não importa. Ambas opções são divertidas pra caramba.

    Final Fantasy IV | 1991 | SNES


    Sou meio suspeito para falar desse jogo, tendo em vista que foi meu primeiro jRPG. Mas acho que mesmo olhando objetivamente ele tem seus méritos. Os personagens são carismáticos, tem um ótimo character development, trama interessante, excelente direção de arte e música magnífica.

    Recomendo em especial o remake em 3D para NDS, iOS e Android, que dá uma reequilibrada na dificuldade e adiciona alguns extras interessantes.

    Sonic the Hedgehog 2 | 1992 | Mega Drive


    É basicamente o mesmo Sonic, mas maior e melhor. Mais fases, mais personagens, mais itens. Para que mudar o que estava dando certo? (Essa pergunta é direcionada para a cambada que fez os Sonics 3D)

    Contra III: The Alien Wars | 1992 | SNES


    Tenho a leve impressão de que este jogo não foi feito para ser zerado sozinho. Extremamente apelão, ele praticamente te obriga a jogar com um amigo no modo coop, para dividirem o desafio. Mesmo acompanhado, zerar essa joia é para poucos. Prepare-se para destruir alguns controles por puro estresse.

    Final Fantasy V | 1992 | SNES


    É como dizerem que Final Fantasy vale a pena por causa da história, não da gameplay. FFV é a exceção: sua trama é dispensável e seus personagens rasos, mas a jogabilidade é extremamente viciante. Contando com uma das melhores implementações de sistema de jobs que já vi, este game é uma delícia de se jogar.

    Sua versão original nunca chegou às américas, mas ele foi relançado para GBA, iOS e Android.

    Axelay | 1992 | SNES


    Na terceira geração de videogames, os scrolling shooters haviam se dividido em dois estilos distintos: horizontal e vertical. Axelay decide usar ambos no mesmo game, com fases em ambos formatos. O resultado é um dos melhores shooters de sua geração, com um primor no level design e boss battles difícil de se ver.

    Ecco the Dolphin | 1992 | Mega Drive


    A única palavra pra descrever este jogo é “lisérgico”. Precisa de mais detalhes? Este é um adventure em que você controla um golfinho com poderes telepáticos contra uma invasão alienígena. Adicione Atlantis, máquinas do tempo e alegorias à destruição do meio ambiente e pronto.

    Ou você pode se limitar a simplesmente descrever o jogo como “lisérgico”.

    E.V.O.: Search for Eden | 1992 | SNES


    Este jogo faz uma interpretação artística da evolução darwinista para usá-la como mecânica de gameplay. Comendo outros animais menores, você pode evoluir seu personagem comprando novas “partes” de corpos. Você começa como um mero peixinho no bilhões de anos atrás, virando um anfíbio, réptil, dinossauro, podendo até mesmo virar um humano no final do jogo. É basicamente a mesma ideia que Spore tentou implementar, mas menos ambicioso e muito mais divertido.

    DOOM | 1993 | PC


    Um bom game design é atemporal. DOOM, e seu game design voltado à violência crua e visceral, é uma das maiores provas disso. Mesmo que os gráficos estejam defasado (ainda que estilosos), continua sendo um jogo empolgante.

    Esse jogo é também prova de que John Romero era um level designer fantástico — pena que sua húbris acabou encerrando sua carreira anos depois.

    Myst | 1993 | PC


    Um graphic adventure fantástico, com uma das histórias mais complexas e profundas da indústria do entretenimento (não apenas dos videogames!). O mais interessante é que essa história não é contada ao jogador em momento algum: você é, literalmente, jogado nela e tem que colher as peças do quebra-cabeça uma a uma para forma algo coeso. O mundo todo é um enigma e aos poucos ele te mostra seus segredos.

    Mega Man X | 1993 | SNES


    O melhor jogo de plataforma do 2D do SNES, quiçá o melhor ad existência. Uma obra-prima do level-design. Pega tudo que era bom em Mega Man e eleva a novos patamares. Isso é uma sequência.

    Ah, e a trilha sonora também é do caralh*. Esse é inclusive o termo técnico, podem procurar.

    Super Bomberman | 1993 | SNES


    Até hoje não joguei algo com coop melhor do que a série Bomberman. Chega a ser um crime jogar isso aqui sozinho. Inclusive, foi o primeiro jogo que zerei — junto de meu irmão.

    Princess Maker 2 | 1993 | PC


    “Poxa, Lucas, um jogo sobre cuidar de princesinhas?”. Sim, um jogo sobre cuidar de princesinhas. Da Gainax. Lembra desse nome? Não? Deixa eu lembrar: é a mesma empresa que fez Neon Genesis Evangelion e Gurren Lagann. Pois é.

    Mesmo que sua premissa possa parecer boba, sendo uma obra da Gainax, é infinitamente mais complexo do que parece. Há vários elementos de simulação, várias decisões a se fazer e vários finais — a maioria deles sendo mind blowns, como é de se esperar da Gainax.

    Castlevania: Rondo of Blood | 1993 | PC Engine


    Alguns se esquecem, mas a 4ª geração de consoles não era só limitada ao SNES e Mega Drive. Na verdade, quem deu o pontaté inicial da geração foi o PC Engine, conhecido no ocidente como Turbgrafx-16. Ele era inclusive mais popular que o aparelho da SEGA no Japão.

    O melhor jogo do console, de longe, foi Castlevania: Rondo of Blood. Ele é um prelúdio de Symphony of the Night, tanto em termos de história (o clássico de PSX é na verdade sequência direta deste jogo) quanto em termos de mecânica, trazendo alguns elementos de não-linearidade e múltiplos finais.

    Uma pena que ficou confinado ao Oriente, assim como muitos outros jogos do PC Engine (não é à toa que o videogame foi um fracasso espetacular nas américas e quase não é lembrado). Felizmente, o jogo recebeu um remake para PSP, intiulado Castlevania: The Dracula X Chronicles.

    Contra: Hard Corps | 1994 | Mega Drive


    O Contra exclusivo de Mega Drive é muito mais justo e possível de se zerar sozinho que o exclusivo de SNES — o que é no mínimo curioso, considerando que o console da SEGA é que tinha a fama de ter jogos mai “arcade-like”.

    “Mais justo” não quer dizer “fácil”. Hard Corps ainda é difícil pra caramba e exige bastante habilidade do jogador. Um dos melhores run-and-guns que já agraciaram a existência e obrigatório para os fãs da série.

    Doom II: Hell on Earth | 1994 | PC


    Mais armas, mais monstros, mais sangue, o mesmo DOOM. Preciso dizer mais alguma coisa?

    SimCity 2000 | 1994 | PC


    Uma das coisas mais mágicas dos videogames é a habilidade de transformar atividades banais em uma forma de entretenimento. Quem diria que ser prefeito de uma cidade seria tão divertido?

    Sonic 3 and Knucles | 1994 | PC


    Este é um jogo de Sonic com uma fase aquática boa. Genuinamente boa - a saber, Hydrocity. Se até as fases de água são boas, imagina o resto?

    Puzzle Bobble | 1994 | Arcade/Neo Geo/SNES


    Uma pequena historinha: na minha casa, a primeira pessoa a zerar esse jogo foi minha mãe. Você consegue imaginar um jogo tão acessível que até sua mãe zeraria?

    Super Metroid | 1994 | SNES


    Se você tem o mínimo de interesse por game e level design, esse jogo é obrigatório. Poucos jogos dominaram essas duas artes de forma tão impressionante quanto Super Metroid. Tudo nele é milimetricamente bem projetado e planejado, um verdadeiro caso de estudo.

    Se você não tem interesse por game e level design e só quer jogar algo legal, esse jogo continua sendo obrigatório. Até hoje é o metroidvania 2D definitivo, com pouquíssimos títulos sequer chegando perto de sua excelência.

    Chrono Trigger | 1995 | SNES


    Final Fantasy IV pode ser meu jRPG favorito, mas tenho que dar o braço a torcer: Chrono Trigger é o jRPG mais bem feito. Não necessariamente melhor, mas certamente mais bem projetado e planejado - talvez da história. Pudera. Com uma equipe dos sonhos como aquela (Hironobu Sakaguchi, criador de Final Fantasy, Yuji Horii, criador de Dragon Quest, e Akira Toriyama, criador de Dragon Ball) era impossível sair algo mal feito.

    Donkey Kong Country 2: Diddy's Kong Quest | 1995 | SNES


    Outro jogo que sou um pouco suspeito de falar sobre, já que marcou muito minha infância. Direção de arte excelente, música maravilhosa, level design criativo, desafiador… É possível não gostar desse jogo?

    Super Mario World 2: Yoshi’s Island | 1995 | SNES


    Um dos jogos mais bonitos da história. Não com gráficos tecnicamente avançados, apenas bonitos mesmo. Sério, não tem como fazer cara feia para o visual desse jogo.

    Não é só a direção de arte que é fantástica, o gameplay também é. Tem mais mecânicas que Super Mario World, mas equilibra isso com uma dificuldade um pouco menor e níveis maiores que as aproveitam bem. E para os que gostam de desafios, fica a tarefa de fazer 100% nesse jogo - que não é nada fácil.

    Warcraft II: Tides of Darkness | 1995 | PC


    Uma especialidade da Blizzard é pegar gêneros de nicho, destilar tudo o que eles têm de bom e torná-los acessíveis para qualquer um. Foi isso o que Warcraft II fez com os RTSs, até aquele momento da história um gênero sem muito apelo para as massas. Viciante, criativo, carismático e com ótimo ritmo, é até hoje um dos melhores jogos de estratégia em tempo real.

    Super Mario RPG: Legend of the Seven Stars | 1995 | SNES


    A Nintendo tem os melhores game designers do mercado e a Square tinha os melhores roteiristas. O que acontece quando as duas se unem? Apenas um dos RPGs com uma das melhores jogabilidade e história da existência.

    5ª geração:

    Super Mario 64 | 1996 | N64


    Todos os jogos 3D da existência devem muito a este jogo. Sem exceção. Ele criou os padrões de movimentação em espaço tridimensional, controle de câmera e level design 3D usados até hoje.

    Mesmo se você desconsidera o fator histórico, esse jogo é obrigatório. Até o surgimento de Super Mario Galaxy, era pura e simplesmente o melhor jogo de plataforma 3D.

    Quake | 1996 | PC


    Considero este o jogo mais influente e importante da história dos videogames, até mesmo mais que Super Mario Bros., Super Mario 64 ou Ocarina of Time. Se esse jogo não existisse, não teríamos multiplayer online, eSports, speedruns, comunidades online, computadores com placas gráficas, engines de criação de jogos ou ferramentas para mods - para você ter uma noção da influência desse game.

    Aliás, que game! O último trabalho de John Romero com a id Software, mostrando porque ele era o level designer mais genial de sua época.

    Pokémon Red and Blue | 1996 | GB


    Um jogo tão viciante que seus fanáticos criaram uma religião, com deuses, profetas e até livros sagrados. Por Helix, se não jogou, jogue este game!

    Mario Kart 64 | 1996 | N64


    Acho que um gamer não é feliz até jogar um kart racing pela primeira vez - nem o que é raiva até levar um casco azul antes de cruzar a linha de chegada.

    NiGHTS into Dreams... | 1996 | Sega Saturn


    O jogo que a Team Sonic decidiu fazer para Saturn no lugar de Sonic. O título não poderia ser mais apropriado: parecia que a equipe estava sonhando com os tempos em que a SEGA ainda era uma empresa focada em Arcades.

    Era um jogo excelente, com uma jogabilidade extremamente inusitada que misturava plataforma, ação, simulação de voo e elementos de arcade, uma direção de arte fantástica e trilha sonora magistral. Mas não era Sonic, então foi um fracasso.

    Final Fantasy Tactics | 1997 | PlayStation


    Tactics tinha tudo para ser o melhor Final Fantasy. Tudo nele é de extrema qualidade: estética, trilha sonora, jogabilidade, história… EXCETO o ritmo. É triste pensar que muita gente deixa essa pérola no meio do caminho por causa do começo um tanto tedioso e o excesso de grinding. Se tiver um mínimo de paciência e amor próprio, jogue essa gema até o fim e entenda porque é tão cultuado por seus admiradores.

    Quake II | 1997 | PC


    O primeiro jogo da id Software sem John Romero. Não tem o mesmo level design genial do primeiro Quake, mas é mais coeso, com mais ação, mais amas e com multiplayer melhor. Também apresenta uma jogabilidade menos linear, com um pouco de backtracking e vários objetivos no decorrer da missão - mas tudo sem quebrar o ritmo intenso do jogo.

    Castlevania: Symphony of the Night | 1997 | PlayStation


    O que é um homem? Uma pilha miserável de segredos. Mas chega de talco. Tem pra você!

    … Você que não entendeu a referência: pare tudo o que está fazendo e vá jogar Symphony of the Night, o melhor metroidvania que não se chama Metroid.

    The Legend of Zelda: The Ocarina of Time | 1998 | N64


    Para muitos, um jogo perfeito. Quando foi lançado, era mesmo: simplesmente não existia nada que se comparasse em excelência e magnitude. Mesmo que ache, em minha singela opinião, que hoje em dia há há jogos melhores, continua sendo uma experiência magnífica, com poucas coisas chegando sequer perto. Uma lenda.

    Half-Life | 1998 | PC


    Naquela época existiam dois tipos de FPS: aqueles com foco no level design e ação (Quake, Doom, Duke Nukem) e os centrados na trama e gameplay tático (Rainbow Six, System Shock). A Valve foi uma das primeiras a unir os dois de forma efetiva e tornar os jogos de tiro cada vez mais o centro das atenções dos videogames. É verdade, algumas coisas envelheceram mal (principalmente a dublagem), mas continua sendo um shooter excelente e divertido.

    Resident Evil 2 | 1998 | PlayStation/N64/PC


    O melhor Resident Evil antes da série deixar de ser survival-horror. Bastante sustinho, personagens legais e jogabilidade maneira.

    Banjo-Kazooie | 1998 | N64


    Hoje em dia há um enorme clamor pela tal de “inovação”. Um jogo pode ser excelente, mas todo mundo odiar porque não “inovou”.

    Vejam só, aqui está um jogo que não inovou em nada, basicamente só melhorando lições aprendidas com Mario 64, e mesmo assim é amado por muitos - inclusive os oldschoolers que hoje em dia ficam reclamando da falta de inovação. Curiosa a vida, né?

    Age of Empires II: The Age of Kings | 1999 | PC


    Considero o melhor RTS já feito. Inclusive, não consegui gosta de nenhum Real Time Strategy depois desse. Não sei que magia a Ensemble Studios fez para criar um jogo de estratégia tão viciante.

    Pokémon Gold and Silver | 1999 | GBC


    Poxa, cara, se você nunca jogou Pokémon para de ler isso e vai jogar agora.

    Quake III Arena | 1999 | PC


    O terceiro Quake jogou fora a campanha single-player e focou-se apenas no multi. Resultado: revolucionou a jogatina multiplayer como conhecemos.

    The Legend of Zelda: Majora’s Mask | 2000 | N64


    Majora’s Mask não é melhor que Ocarina of Time, é apenas diferente. Não só diferente dos outros Zeldas, mas de tudo o que veio antes ou depois. Extremamente bem projetado, é até hoje inigulável em gameplay e game design.

    The Sims | 2000 | PC


    The Sims não é exatamente um jogo. Está mais para um “brinquedo digital”. É basicamente uma casinha de bonecas. E como é viciante.

    6ª geração:

    Phoenix Wright | 2001 | GBA


    Quando comentei sobre SimCity, comentei da habilidade incrível que os games têm de transformar atividades mundanas em algo legal. Phoenix Wright é o epítome disso. Ele faz com que a burocracia dos tribunais seja não apenas divertida, mas fucking awesome.

    Sonic Adventure 2 | 2001 | Dreamcast


    Fiquei meio relutante em colocar esse jogo aqui. A verdade é que não sou muito fã de Sonic Adventure. Vejam, as fases com o Sonic e Shadow são ótimas... mas elas são apenas um terço do jogo. O resto é com o Tails usando um robô mais lerdo que uma lesma ou o Knuckles e suas fases chatas.

    Ainda assim, recomendo. Tanto para ver como se fazer um jogo bom de Sonic (nas fases com Sonic e Shadow), como para se ver como estragar um (nas fases com outros personagens).


    Super Smash Bros. Melee | 2001 | GC


    Um jogo de luta capaz de agradar até que não curte jogos de luta. Simples, acessível, frenético e cheio de personagens carismáticos.

    Silent Hill 2 | 2001 | PS2


    Jogo familiar e cheio de amor, recomendado principalmente para crianças pequenas jogarem sozinhas de noite. <3

    The Legend of Zelda: The Wind Waker | 2002 | GC


    The Wind Waker mudou muita coisa. Do visual cartunesco, ao mundo marítimo, várias decisões dividiram os fãs. Mas no final das contas não mudou a essência da série, que continua firme e forte. Prova de que inovar não significa perder a identidade - e também prova de que sempre vai ter gente reclamando das coisas novas, por mais bem feitas que elas sejam.

    Metroid Prime | 2002 | GC


    Quando citei Super Metroid, disse que ele era o melhor metroidvania 2D. Já este aqui, é o melhor metroidvania de todos, 2D ou 3D. Período. É incrível como a Retro não apenas transportou a fórmula do jogo para o mundo tridimensional, mas a melhorou e aprimorou absurdamente.

    Pokémon Ruby and Sapphire | 2002 | GBA


    Esse jogo trás poucas mudanças para os jogadores “normais”. Já para os competitivos, ele foi uma revolução. Natures, EVs, abilities, novos golpes, maior impacto dos climas, novas estratégias… Este fez a série transformar-se num verdadeiro esporte, não apenas um passatempo. Ah, e também teve alguns dos melhores lendários.

    Kingdom Hearts | 2002 | PS2


    Comprei um PS2 só por causa desse jogo. Não me arrependi. Queria só um crossover de Final Fantasy com Disney, mas o jogo tem identidade própria, um mundo único, ambientação fantástica e história incrível.

    The Elder Scrolls III: Morrowind | 2002 | PC/Xbox


    Esse jogo é CHEIO de falhas. Não é só uma questão de "envelhecer mal", há decisões de design que, tenho certeza, eram consideradas ruins mesmo na época de lançamento do jogo. O combate é frustrante, o diálogo maçante e genérico, as animações precárias, a economia quebrada, a interface ruim...

    Mas que mundo fantástico, que atmosfera, que senso de liberdade! Apesar dos pesares, os altos se sobressaem aos baixos. A prova de que um jogo, mesmo com erros crassos, pode ser bom se faz com maestria o que se propõe.

    Broken Sword: The Sleeping Dragon | 2003 | PC/Xbox/PS2


    Os fãs da série costumam odiar The Sleeping Dragon, dizendo que os dois primeiros Broken Swords são melhores. Não entendo. Eu sinceramente acho o terceiro o melhor - em história, puzzles, desenvolvimento de personagens, tudo. Meu graphic adventure favorito.

    EVE Online | 2003 | PC


    O jogo mais complexo dessa lista. É o tipo de coisa que você tem que jogar com ajuda de uma wikia, mais parecendo um Excel no Espaço. Mas o trabalho recompensa. A comunidade é extremamente dedicada e o game uma dos mais imersivos que já vi. Só tome cuidado para não perder a vida.

    Prince of Persia: The Sands of Time | 2003 | PC/PS2/Xbox/GC


    Recentemente conversava com um amigo sobre reboots. Comentávamos que Tomb Raider era possivelmente o melhor reboot na indústria dos games. Durante a conversa, não me recordei de nenhum outro exemplo, até que, dias depois, por pura epifania, lembrei: Sands of Time.

    Não tinha lembrado de SoT na conversa porque ele não parece um reboot. Pelo contrário, é tão organicamente ligado ao jogo clássico de 89 que parece o mesmo. É o mesmo espírito, mesma sensação. Simplesmente transportaram tudo de bom do primeiro jogo para um mundo 3D.

    Castlevania: Aria of Sorrow | 2003 | GBA


    Jogos portáteis de séries grandes não precisam dever em qualidade para seus irmãos de consoles. Aria of Sorrow é um exemplo perfeito: tão bom quanto Symphony of the Night, em alguns pontos, como história e direção de arte, até melhor. Tudo isso na telinha pequena do GBA.

    Defense of the Ancients | 2003 | PC


    Não gosto de MOBAS, mas sou obrigado a colocar Defense of the Ancients (DOTA, para os íntimos) na lista. Um game planejado comunitariamente para ser competitivo, que foi tão bem sucedido em sua missão que influenciou toda a indústria. Para vocês verem como o mundo seria sem graças sem os MODs..

    Harvest Moon: A Wonderful Life | 2003 | GC/PS2


    A escolha de A Wonderful Life ao invés de outro Harvest Moon é puramente arbitrária. Basicamente, é meu jogo favorito da série. Na verdade, qualquer um serviria. Todos são idênticos, com poquíssimas mudanças entre si. O que não é necessariamente ruim: sua fórmula funciona muito bem e realmente não precisa de mudanças bruscas. Garanto que é melhor que Fazendinha Feliz.

    Tony Hawk’s Underground | 2003 | PS2/GC/Xbox


    Pessoalmente, não gosto de esportes físicos. Tenho menos interesse ainda por skate e outros “esportes radicais”. Ainda assim, adoro a série Tony Hawk’s. Será que há triunfo maior para uma série de jogos esportivos que fazer um cara sedentário ao extremo se interessar e divertir com eles?

    Final Fantasy I & II: Dawn of Souls | 2004 | GBA


    As versões definitivas dos primeiros Final Fantasies. O primeiro é muito bom. Simples, mas divertido, cativante e com um plot twist bem mindfuck no final. O segundo serve só por curiosidade mesmo.

    Metroid: Zero Mission | 2004 | GBA


    É ASSIM QUE SE FAZ UM REMAKE, MUNDO.

    Metal Gear Solid: The Twin Snakes | 2004 | GC


    Mesma coisa de Metroid: Zero Mission. Táquepario, que remake bom.

    Half-Life 2 | 2004 | PC


    Uma obra de arte do game design em primeira pessoa. A ação é milimetricamente distribuída para que o jogador nunca se sinta entediado. Excelente em tudo, da direção de arte à trilha sonora. Só existirá um FPS melhor quando lançarem Half-Life 3 (ou seja, nunca).

    Metal Gear Solid 3: Snake Eater | 2004 | PS2


    Hoje em dia há uma feroz crítica com “jogos cinematográficos”. Ainda bem que ela não era tão forte na época de MGS3. Um jogo com fortes e explícitas inspirações em filmes de espionagem antigos, que usa e abusa de lições de cinematografia. E funciona. Funciona muito bem.

    Grand Theft Auto: San Andreas | 2004 | PS2/Xbox/PC


    Você pode não gostar de GTA, mas daí para dizer que é ruim é um enorme salto. É um jogo extremamente bem projetado e planejado, feito com bastante amor e carinho por seus desenvolvedores. Seu escopo e detalhismo gigantescos também são de se admirar.

    San Andreas é o último da série com tom mais irreverente, antes da franquia tomar uma atitude mais “serious business” - e, em minha singela opinião, é também o melhor.

    Cave Story | 2004 | PC


    Este era o “Grande Jogo Indie” antes de Braid surgir e colocar os holofotes no mercado de jogos independentes. É basicamente um “metroidvania-lite”, com a estética e elementos do gênero, mas sem o backtracking obrigatório e com mais ação.

    World of Warcraft | 2004 | PC


    MMOs não eram exatamente acessíveis até o surgimento de WoW. Poucos eram lançado fora da Coréia do Sul, e os que vinham para o ocidente eram extremamente complexos (Everquest) ou exigiam muito tempo e dedicação (EVE Online).

    A Blizzard mais uma vez usou suas habilidades para criar portões de entrada para gêneros de nicho, criando um MMO capaz de apelar qualquer jogador, do mais inexperiente ao mais hardcore. Até hoje é um dos melhores do mercado, só melhorando a cada nova expansão.

    Psychonauts | 2004 | PC/PS2


    Tim Schafer, famoso pelos adventures point-and-click dos anos 90, decidiu fazer um jogo de plataforma 3D. Tomando lições de Super Mario 64 e Banjo-Kazooie e somando a sua incrível habilidade narrativa, criou um dos platformers mais carismáticos e originais de sua geração.

    Pena que quase ninguém jogou e foi um fracasso enorme de vendas, mesmo sendo sucesso de críticas. Infelizmente, uma sequência não parece algo realizável no futuro próximo.

    God of War | 2005 | PS2


    Um hack’n’slash extremamente inteligente. De início, parece apenas “ande, mate, fim”, mas chegando em Pandora’s Temple o jogador é presenteado com um dos level designs mais bem feitos de sua geração.

    E as partes de puro hack’n’slash também são muito boas, diga-se de passagem, com muita adrenalina e ação. Pena que o chefe final é uma droga.

    Resident Evil 4 | 2005 | GC/PS2


    Resident Evil 4 não é um survival-horror. Ele tenta se vender como um, tem a estética de um, mas nunca chega a, de fato, ser um.

    Ainda bem. Ao invés de tentar emular o horror dos jogos passados, seu foco na ação em terceira pessoa acabou por gerar o melhor TPS já feito. Pena que os jogos seguintes não conseguiram fazer o mesmo com tanto sucesso…

    Shadow of the Colossus  | 2005 | PS2


    Sabe um daqueles jogos que a você só pode descrever como “únicos”? SotC é um desses.

    Kingdom Hearts II | 2005 | PS2


    Melhorou tudo que o primeiro Kingdom Hearts tinha de bom, tirou partes desnecessárias de platforming e desenvolveu ainda mais a excelente história.

    Civilization IV | 2005 | PC


    Só. Mais. Um. Turno.

    Devil May Cry 3: Dante's Awakening | 2005 | PS2/PC


    Enquanto God of War era um hack’n’slash “inteligente”, DMC não tinha medo de ser “burro”. O foco dele era puramente a adrenalina e ação, inclusive recompensando os jogadores que fizessem tudo com mais “estilo”. O resultado é um dos jogos mais divertidos de seu gênero.

    Final Fantasy XII | 2006 | PS2


    FFXII tem um mundo aberto gigantesco, uma lore enorme e detalhada e um sistema de combate complexo e viciante. Seu único erro e usar um fraco (e falso) protagonista por quase 1/4 do jogo, antes de apresentar os personagens realmente legais e carismáticos. Esse lance de jogar verde pra colher maduro iria acabar matando a Square Enix futuramente com FFXIII.

    Black | 2006 | PS2


    Antes de surgir Call of Duty 4: Modern Warfare, havia uma distinção clara entre FPSs “de PC” e FPSs “de console”. Black era um dos poucos “de console” de sua época que conseguiam encarar os “de PC” sem tremer. Talvez o único.

    God of War II | 2007 | PS2


    God of War II aumentou o escopo de seu mundo, perdendo assim parte de seu brilhantismo com level design. Em compensação, ganhou em ambientação, história e imersão. Um dos melhores usos da mitologia grega que já vi, com várias referências e detalhes (ainda que tomando algumas liberdades criativas).

    Aí veio o III e estragou tudo. Damn.

    Guitar Hero III: Legends of Rock | 2007 | PS2


    Lembro que na época que esse jogo saiu, a mídia tradicional fazia matérias falando como esse jogo sozinho aumentou o interesse de várias crianças em música e aprender a tocar instrumentos.

    Essa série foi de fato uma febre. A maior vantagem dela era o repertório. Mesmo olhando torto para algumas escolhas do repertório (como Through Fire and Flames), bastou eu pegar o controle por alguns segundos para entender. As músicas não eram simplesmente boas, elas eram boas de tocar. A Harmonix soube escolher a dedo que músicas beneficiariam ou não o sistema do jogo. O resultado é fantástico.
    Caramba, ótima lista. Confesso que usarei como referência para jogar alguns, apesar de eu achar que faltam alguns jogos essenciais e não gostar de outros que estão presentes, mas aí entra mais a questão do gosto pessoal.

    Anyway, realmente ótima lista.

    Zequinha
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    Re: Recomendem-me jogos da sexta geração abaixo!

    Mensagem por Zequinha em Sab 09 Ago 2014, 20:58

    @lpslucaslps o Castlevania Rondo of Blood não seria a versão original do Dracula X do Snes?ou estou enganado?
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    Re: Recomendem-me jogos da sexta geração abaixo!

    Mensagem por lpslucasps em Sab 09 Ago 2014, 21:02

    Hekonzord escreveu:Caramba, ótima lista. Confesso que usarei como referência para jogar alguns, apesar de eu achar que faltam alguns jogos essenciais e não gostar de outros que estão presentes, mas aí entra mais a questão do gosto pessoal.
    Que omissões sentiu falta e que deleções faria?

    Zequinha escreveu:@lpslucaslps o Castlevania Rondo of Blood não seria a versão original do Dracula X do Snes?ou estou enganado?
    Dracula X é baseado em Rondo of Blood, mas com direção de arte diferente, níveis menores e menos extras. O original e o remake para PSP são bem melhores.

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    Re: Recomendem-me jogos da sexta geração abaixo!

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