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    Cruz Vermelha pede que games também respeitem leis de guerra

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    Cruz Vermelha pede que games também respeitem leis de guerra

    Mensagem por Convidado em Qua 09 Out 2013, 13:19



    Em mais um capítulo da longa epopeia de pessoas-ou-instituições-que-ainda-não-sacaram-os-videogames, a Cruz Vermelha está pedindo para publishers e criadores mudarem as regras dos seus jogos para que atos de violência tenham consequências reais. Em outras palavras, estão pedindo para que cada partida de Battlefield respeite as leis da Convenção de Genebra.

    “A Cruz Vermelha está sugerindo que, assim como na vida real, esses jogos deveriam incluir consequências virtuais reais para as ações e decisões dos jogadores”, diz o comunicado oficial. “Jogadores deveriam respeitar as leis dos conflitos armados, incluindo penalidades virtuais para caso ocorram violações dessas leis, ou caso aconteçam crimes de guerra.”

    O pedido da Cruz Vermelha vai muito além da discussão feijão-com-arroz sobre influência psicológica que os games violentos têm em crianças e adolescentes. Para a instituição, a grande questão é que, ao mesmo tempo em que jovens estão aprendendo a matar inimigos com armas realistas, eles também deveriam aprender sobre os dilemas e conflitos de um soldado de verdade em uma guerra de verdade.

    É como se o meu instrutor da auto-escola batesse um fio lá em casa reclamando do jeito que dirijo em GTA Online.

    Provando que não compreende a distinção entre ficção e vida real, a CV vai mais longe e diz também que essa campanha não se aplica a jogos fantasiosos que se passam em um passado medieval ou em um futuro espacial. No entanto, essa limitação só deixa claro que eles são ainda mais alienados e realmente acreditam que jogos como CoD, Battlefield e ArmA sejam menos ficcionais que Dragon Age e Mass Effect.

    Eu bem que procurei, mas em nenhum momento a instituição dá indícios de ironia no comunicado, mas não me parece muito inteligente pedir para os criadores e jogadores começarem a respeitar regras de guerra que nem mesmo os países membros do Conselho de Segurança da ONU conseguem seguir a risca. Mal sabe a Cruz Vermelha, mas se tem algo que os desenvolvedores deveriam fazer é justamente criar jogos cada vez mais distantes de conflitos reais, não o contrário.

    Agora que foi constatado que essa é só mais uma campanha de marketing apoiada em uma completa falta de compreensão do que é um material de ficção, vamos imaginar um cenário onde os desenvolvedores realmente dão ouvidos para a instituição. Teríamos então as seguintes situações:

    - Depois de um homicídio em massa em um vilarejo remoto no meio do deserto de San Andreas, Trevor Philips é condenado à prisão perpétua e acompanhamento psicológico intensivo pelo resto de sua vida. Jogadores reclamam que GTA V diminui a sua campanha principal de 40 horas para cinco minutos.

    - No meio de um conflito em uma zona de combate particularmente fantasiosa em Call of Duty, um soldado com mais condecorações militares que o General Patton é preso e julgado por um comitê militar depois de matar silenciosamente um soldado do exército adversário com uma facada nas costas. A única declaração durante o seu testemunho, que resultou em 25 anos de xilindró e uma cobertura completa do caso na CNN International, é “kkk operei esse n00b e ele nem viu kkk”.

    - Um seleto grupo de soldados ignora as ordens de superiores e joga uma bomba nuclear em uma cidade chamada Jacinto, tomada por uma guerra entre humanos e seres alienígenas. A punição do líder do bando, Marcus Fenix, é usado como exemplo pelo governo e é jogado em uma cadeia para apodrecer para todo o sempre. Enquanto isso, no mundo real, jogadores comemoram o fato de que não terão que aguentar novas continuações de Gears of War feitas só para espremer o que resta de lucro nessa franquia.

    E aí, que outras situações aprovadas pela Cruz Vermelha vocês conseguem imaginar?

    Fonte: Kotaku
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    Artesox
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    Re: Cruz Vermelha pede que games também respeitem leis de guerra

    Mensagem por Artesox em Qua 09 Out 2013, 13:29

    A reclamação da Cruz Vermelha esta principalmente ligada as execuções que esses jogos tem. Principalmente uma certa cena do Modern Warfare 3 aonde depois de interrogar um soldado rendido e amarrado sua equipe executa-o, ainda preso a cadeira. Foi isso que gerou tudo, uma cena ultra realista que mostra aquilo como se fosse uma ação normal de um exercito. 

     E o daora é que os três exemplos que o Kotaku deu não são sobre o que a Cruz Vermelha reclamou. Dois são de jogos fantasiosos, e o exemplo de Call of Duty não quebra as leis do tratado de genebra :v
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    Re: Cruz Vermelha pede que games também respeitem leis de guerra

    Mensagem por Hadan em Qua 09 Out 2013, 13:46

    Da forma como o Kotaku trouxe foi uma ironia desmedida e descabida, demonstrando claramente que é ele quem não compreendeu a orientação da Cruz Vermelha, inclusive minimizando sua atuação no mundo, como se ela precisasse "causar" para mostrar quão importante ela é.

    Diferentemente de babacas moralistas e instituições regidas por estes que querem banir, a todo custo, qualquer tipo de menção à violência no mercado do entretenimento, vejo a orientação da Cruz Vermelha como algo genial e fico me perguntando o por que das produtoras ainda não terem um sistema desses, de códigos de conduta de guerra, em seus produtos. Isso seria genial! A carnificina gratuita cederia lugar para maior estratégia, colaboração entre os jogadores e, se houvesse um opcional sistema de rendição da equipe subjugada, o qual, se respeitado pelo time adversário, inclusive com a liberação de pontos bônus e outros benefícios, certamente melhoraria a ideia de que, num campo de batalha, você está lá para proteger vidas e, não, destruí-las gratuitamente.

    Sei que a intenção da Cruz Vermelha é infinitamente mais nobre do que o que disse no parágrafo acima mas, ridicularizar ou minimizar a importância de seu conteúdo é, no mínimo, total imaturidade do jogador.

    Ela não quer banir os jogos ou a violência mas, sim, conscientizar os jogadores que ações tidas como "heroicas" ou "vencedoras", se utilizadas com força desnecessariamente descomunal, geram consequências negativas para o autor, não, necessariamente, medalhas e condecorações.

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    Re: Cruz Vermelha pede que games também respeitem leis de guerra

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