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    [Wii] Nem só de novas tecnologias vive a inovação

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    Wind Ice
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    [Wii] Nem só de novas tecnologias vive a inovação

    Mensagem por Wind Ice em Qua 29 Ago 2012, 23:35

    Estava procurando notícias sobre a Nintendo, quando me deparo com essa matéria sobre negócios, no site da CIO, na Uol, referindo-se a Nintendo. Achei interessante e vou repassar para vocês. Lembrando que é uma matéria bem... podemos dizer... "culta". Então espero que entendam:



    "Na contramão da economia mundial, o mercado de TIC cresce a passos largos. No Brasil, a estimativa é que o setor registre este ano expansão de 12%, o que representa crescimento entre três e quatro vezes maior do que o Produto Interno Bruto (PIB), segundo pesquisa do IBGE. O que esses dados nos mostram é que cada vez mais as companhias nacionais estão despertando para a importância desse segmento e entrando aos poucos na economia do conhecimento com a inovação como motor para a competitividade.

    Então, qual é o problema?

    Em primeiro lugar, o desafio de reconceituar o que é engenharia e pesquisador nessa economia do conhecimento. Não é mais um profissional de jaleco branco, trabalhando em uma bancada, mas sim jovens hackers, matemáticos, explorando equações sofisticadas e softwares capazes de prever comportamentos e simular realidades. O que eles fazem é resolver problemas e avançar com competitividade. Dá-se erroneamente nome a isto de TI, software, gestão...menos inovação. Em segundo, é fazer com que a inovação seja vista de forma mais abrangente e realista, deixando de lado o preconceito de que não somos inovadores.

    Há ainda uma boa e importante notícia: nem sempre dependemos de novas tecnologias para criar soluções inovadoras. Em TIC, muitas inovações surgem por meio da mudança de significado, ou pelo Design-Driven Innovation, metodologia que mostra que é possível fazer inovação radical sem depender totalmente de novas tecnologias.

    O conceito da inovação de significado ou Design-Driven Innovation, elaborado pelo professor Roberto Verganti, da Politécnica de Milão, uma das mais respeitadas personalidades nessa área, abre um novo e importante caminho para a inovação radical. A metodologia está mais ligada às pessoas e à íntima interpretação que é dada por cada uma delas às suas necessidades, desejos e aos produtos e serviços que elas adquirem. O significado que cada produto possui para um indivíduo é que está no centro das inovações.

    Um excelente exemplo de Design-Driven Innovation é o videogame Wii, da Nintendo. Quando foi lançado em novembro de 2006, a companhia apresentou ao mercado uma nova forma de jogar videogame. Em vez de o jogador entrar “na tela”, o jogo torna-se uma atividade física completa, simulando os mesmos movimentos de uma partida de tênis ou de golfe. Com o produto, a Nintendo transformou o significado do mercado de videogames de uma imersão passiva em um mundo virtual acessível somente para poucos, em entretenimento, que inclui atividade física no mundo real e para todos por meio da socialização.



    A inovação do Wii nasceu da combinação de duas tecnologias já existentes, possibilitando uma nova solução. A equipe de engenheiros da Nintendo incorporou à sua tecnologia de jogos um acelerômetro MEMS, já usado pela indústria automotiva para acionar air bags e pela própria Nintendo no Game Boy para virar a tela.

    Essa estratégia é especialmente interessante nos estágios iniciais do desenvolvimento no mundo da tecnologia. Quando um componente como o MEMS é desenvolvido, seu potencial de aplicações é imenso. Mas, para que essas aplicações se tornem realidade, é necessário que as empresas estudem os mercados nos quais irão aplicá-las e os novos significados possíveis que serão introduzidos. É como se uma tecnologia revolucionária também trouxesse uma série de novos significados que está esperando para ser descoberta.

    Assim, podemos dizer que aí está uma grande oportunidade para os profissionais inovadores do campo do TIC. O País tem como herança cultural a habilidade de recombinar tecnologias desenvolvidas em outras nações, adaptando-as a nossa realidade. Dessa forma, são combustível para essas inovações o capital cultural de cada uma das pessoas, o seu estado de espírito, o ambiente em que estão imersas, a sabedoria popular e o bem ou o mal que os produtos causam.

    Vivemos por muitos anos a combinação explosiva de todos esses ingredientes dando corpo a um novo Brasil, uma nova realidade social que revolucionará a cultura e os mercados. Boa parcela de consumidores, após viver décadas de consumo reprimido, inflação e escassez, aprende a consumir e a atribuir significado a um leque muito mais amplo de produtos e soluções. Esse cenário torna-se um campo fértil para o Design-Driven Innovation, uma poderosa estratégia de geração de valor para setores inteiros em nosso país. Por fim, enquanto o Brasil titubeia em tomar as medidas que poderiam fazer o necessário investimento em P&D e tecnologia quadruplicar em relação ao que é hoje, abre-se uma janela para produzirmos inovação radical de significado. Uma alternativa de 
valorização de novos significados para explorá-los e, assim, fazer negócios rentáveis e sustentáveis.

    Empresas renomadas como Oi, Contax, Andrade Gutierrez, BRF, Embraer, Odebrecht, entre outras genuinamente brasileiras e inovadoras, descobriram a inovação radical de significado como estratégia competitiva, e os resultados que podem ser atingidos no curto prazo. Mudar, recombinar ecriar importantes significados para os produtos e serviços são alternativa vencedora e ao seu alcance."

    Fonte: CIO

      Data/hora atual: Sab 19 Ago 2017, 21:34